Quando alguém adquire alguma coisa não está ligando muito para o processo pelo qual aquilo passou até ser o que é, está mais interessado no produto final. Por exemplo, ninguém liga pro processo de fabricação de uma TV, só se o modelo atende ao que se quer, seja quanto à qualidade, preço, estética. Ninguém quer saber se a fábrica é limpa, arrumada, se as máquinas que montam a TV são modernas, se o processo é seguro, nenhum funcionário se feriu, se existe segurança, se os funcionários estão satisfeitos. No máximo se preocupam um pouco se a mão-de-obra é escrava ou se a empresa agride ou não o meio ambiente mas não sei se alguém deixa de comprar algo por causa disso.
Assim com as coisas como para as pessoas. Ninguém está ligando se você teve problemas na infância, se seu pai te espancava, se sua mãe bebia, se você era pobre ou não. Só sociólogos querendo justificar as barbaridades cometidas por algum criminoso ou um escritor de uma biografia oportunista se preocupam com isso. De resto, dane-se o que você passou, o importante é o que você é agora. Se superou tudo, parabéns, é um vencedor. Se ficou alguma coisa, azar o seu, conforme-se por ser um loser (é o termo da moda, né?). E se você se deu bem na vida, ninguém quer saber o que você passou pra chegar até ali, ainda são capazes de achar que você sempre teve tudo, nasceu com tudo dado.
Provavelmente alguém que está lendo este texto agora está pensando "Ih, esse aí deve ter tido tudo quanto é problema e reclama, deve ser um recalcado. Capaz até de estar montado na grana e reclamando de barriga cheia". É bem assim que as pessoas pensam mesmo.
Remoer o passado não adianta muito mais do que para entender o que somos hoje e tentar corrigir algo. Mas não espere que alguém dê importância para esse passado quando você quiser, só quando você quiser que o esqueçam. Então, não o exponha.
E, claro, ninguém quer saber de possíveis defeitos de fabricação. Esconda-os ou elimine-os.
Frase do dia:
"O homem não é obrigado a tratar, mas, se tratar, é obrigado a cumprir"
Mestre Renan de Roma Tobias
terça-feira, 30 de outubro de 2007
De manhã
Então levantou de manhã, vinte minutos depois do celular tocar. Ficou com essa mania porque não tinha obrigação de chegar às 7 no trabalho, fazia por opção, para acumular horas de folga e sair mais cedo se quisesse. Com horário de verão era ótimo para dar uma pedalada no final da tarde. Olhou para a foto dela sorrindo e se levantou para tomar café. Levantar todo dia pelo lado esquerdo da cama não deve fazer muito bem mesmo mas a outra opção seria pular direto pela janela.
Dia bonito, de Sol, antigamente ele dava uma corrida antes de ir para a faculdade mas agora nem o tempo nem o joelho podre permitem isso. Quem sabe um dia ele pelo menos conseguiria voltar a correr a tarde? Não tinha mais saco para ir a ortopedistas ouvir a quinta opinião sobre o mesmo problema.
Nos vinte minutos até o trabalho pensou em coisas suficientes por três horas. Tem horas que pensar cansa.
Chegou em casa depois de pegar um pouco de trânsito, aproveitou o Sol para pedalar, ficou com preguiça de ir à academia, foi dormir mais tarde. Olhou pra foto dela antes de pegar no sono.
Dia bonito, de Sol, antigamente ele dava uma corrida antes de ir para a faculdade mas agora nem o tempo nem o joelho podre permitem isso. Quem sabe um dia ele pelo menos conseguiria voltar a correr a tarde? Não tinha mais saco para ir a ortopedistas ouvir a quinta opinião sobre o mesmo problema.
Nos vinte minutos até o trabalho pensou em coisas suficientes por três horas. Tem horas que pensar cansa.
Chegou em casa depois de pegar um pouco de trânsito, aproveitou o Sol para pedalar, ficou com preguiça de ir à academia, foi dormir mais tarde. Olhou pra foto dela antes de pegar no sono.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Dom Quixote
Não sei se alguém aqui (por 'aqui' entendam 'que está lendo o blog') já leu "Dom Quixote". Mesmo quem não leu sabe algo dessa história de tanto que já foi retratada e citada em filmes, séries, novelas. É um dos meus livros preferidos, já li duas vezes e ele não é pequeno. Na segunda vez captei coisas que não tinha pego na primeira, normal. Tem passagens engraçadíssimas e muitas vezes a gente se pega torcendo pelo louco fidalgo que pensa ser cavaleiro andante mesmo sabendo que é tudo coisa da cabeça dele e fica pasmo diante da simplicidade do famoso escudeiro Sancho Pança.
Um dia, procurando algo de bom na TV, peguei pela metade um documentário sobre esse livro. Não lembro de muita coisa que foi dita sobre ele, apenas a frase de um pesquisador (?) que dizia que essa era a história mais triste já contada porque era a história de uma desilusão.
Pensei sobre isso e mesmo não achando que seja essa a "moral da história" tenho que concordar. É preciso ler o livro para entender isso e se alguém quiser eu conto o final em off. Só não concordava muito sobre o fato de ser a história de uma desilusão fazer com que esta fosse a história mais triste já contada mas hoje eu também entendo isso.
Acho que livros, filmes, histórias nos emocionam mais quando nos identificamos com algum personagem, pelo menos comigo é assim. Nunca me identifiquei com Dom Quixote mas acho que todo mundo tem um pouco disso de buscar algo irreal, inatingível, que não sabemos ser até descobrirmos e termos nossa desilusão.
Off topic:
O texto da Beattrice em suas "Literatices Eróticas" está bem legal.
Hoje o Túnel Rebouças teve uma das pistas liberada alternadamente. De manhã da Zona Sul para a Zona Norte e de tarde no sentido contrário o que se encaixa perfeitamente com meu intinerário.
A Beth decifrou o que é ser 100% Prostituto em um texto no seu blog.
Um dia, procurando algo de bom na TV, peguei pela metade um documentário sobre esse livro. Não lembro de muita coisa que foi dita sobre ele, apenas a frase de um pesquisador (?) que dizia que essa era a história mais triste já contada porque era a história de uma desilusão.
Pensei sobre isso e mesmo não achando que seja essa a "moral da história" tenho que concordar. É preciso ler o livro para entender isso e se alguém quiser eu conto o final em off. Só não concordava muito sobre o fato de ser a história de uma desilusão fazer com que esta fosse a história mais triste já contada mas hoje eu também entendo isso.
Acho que livros, filmes, histórias nos emocionam mais quando nos identificamos com algum personagem, pelo menos comigo é assim. Nunca me identifiquei com Dom Quixote mas acho que todo mundo tem um pouco disso de buscar algo irreal, inatingível, que não sabemos ser até descobrirmos e termos nossa desilusão.
Off topic:
O texto da Beattrice em suas "Literatices Eróticas" está bem legal.
Hoje o Túnel Rebouças teve uma das pistas liberada alternadamente. De manhã da Zona Sul para a Zona Norte e de tarde no sentido contrário o que se encaixa perfeitamente com meu intinerário.
A Beth decifrou o que é ser 100% Prostituto em um texto no seu blog.
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Chuva chuva chuva chuva...
Eu gosto de frio, até de dias nublados, mas não gosto de chuva, não quando tenho que sair de casa ou não estou afim de ficar trancado lá. Adoro o cheiro de terra molhada, até quando tem alguém regando as plantas.
Mas ter que sair de casa pra ir trabalhar, debaixo de um temporal e com a principal via de aceso entre sua casa e o trabalho está fechada realmente não dá. Uma hora e meia para um percurso que costumo fazer em menos de meia hora e nem sei a que horas vou conseguir chegar em casa. Sem falar que o entorno do meu prédio está ficando inundado.
Se a coisa continuar assim de repente transformo esse blog num boletim da chuva...
Mas ter que sair de casa pra ir trabalhar, debaixo de um temporal e com a principal via de aceso entre sua casa e o trabalho está fechada realmente não dá. Uma hora e meia para um percurso que costumo fazer em menos de meia hora e nem sei a que horas vou conseguir chegar em casa. Sem falar que o entorno do meu prédio está ficando inundado.
Se a coisa continuar assim de repente transformo esse blog num boletim da chuva...
terça-feira, 23 de outubro de 2007
100%
Já vi várias camisas com inscrições do tipo '100% alguma coisa'. Acho que isso começou com o "100% Negro" embora eu ache que ninguém, muito menos no Brasil, pode se dizer 100% branco, negro, índio ou o que seja. Mas tem sempre alguém usando uma camisa desse tipo, "100% Jesus", "100% Carioca", "100% Rapadura", "100% Maria Mole", "100% Broxa" e besteiras do tipo.
Mas o que leva alguém a usar uma camisa dizendo "100% Prostituto"?
Mas o que leva alguém a usar uma camisa dizendo "100% Prostituto"?
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Quando eu era criança...
Achava que o Fábio Jr era filho do Roberto Carlos.
Juro, eu pensava isso mesmo!!! Claro que não tinha idéia do que Júnior quer dizer...
Apesar de viver boa parte da minha vida em aparamentos, não fui exatamente uma criança de apartamento. Nunca joguei bola de gude no carpete nem soltei pipa no ventilador. Até joguei um pouco de bola de gude em Jacarepaguá onde meus tios moravam em um condomínio mais aberto mas nunca achei graça em pipa. Achava muito bobos aqueles meninos (e até adultos) em Realengo, onde meus avós moravam, que viviam atrás de pipa, até brigavam por elas.
Lá eu andava mais de bicicleta. Antes era só na rua, sob os olhos dos meus avós e de vez em quando me aventurava a dar a volta no quarteirão. Meu irmão e eu não conhecíamos o lugar, eles ficavam com medo. Pena que Realengo piorou muito... Domingo andei tanto de bicicleta que dava pra ir até lá, irônico, não?
Aprendi a jogar pião com meu avô mas nunca consegui pegá-lo do chão com a mão como ele fazia para colocar na minha mão. Fazia cosquinha, acho que tenho foto disso aqui em casa. Há uns dois anos comprei um pião quando fui a Recife mas não tenho onde jogar e acho que nem lembro mais como se faz.
Tive um pouco dessa infância pelo menos até meu pai morrer, meus tios se mudarem, minha avó morrer... Aí já era quase adolescente, não morava num lugar muito seguro e ficava sozinho em casa com meu irmão deixando minha mãe preocupada no trabalho.
Eu tinha medo de filme de terror. Sério, patético, ficava me borrando com o Jason e o Freddy Krugger. Mas depois isso passou também e agora tenho esses medos bobos de "adulto" tipo perder o emprego e ficar sozinho.
Eu também era tímido, quieto, na minha, caladão. Mas isso sou até hoje....
Ou não?
Juro, eu pensava isso mesmo!!! Claro que não tinha idéia do que Júnior quer dizer...
Apesar de viver boa parte da minha vida em aparamentos, não fui exatamente uma criança de apartamento. Nunca joguei bola de gude no carpete nem soltei pipa no ventilador. Até joguei um pouco de bola de gude em Jacarepaguá onde meus tios moravam em um condomínio mais aberto mas nunca achei graça em pipa. Achava muito bobos aqueles meninos (e até adultos) em Realengo, onde meus avós moravam, que viviam atrás de pipa, até brigavam por elas.
Lá eu andava mais de bicicleta. Antes era só na rua, sob os olhos dos meus avós e de vez em quando me aventurava a dar a volta no quarteirão. Meu irmão e eu não conhecíamos o lugar, eles ficavam com medo. Pena que Realengo piorou muito... Domingo andei tanto de bicicleta que dava pra ir até lá, irônico, não?
Aprendi a jogar pião com meu avô mas nunca consegui pegá-lo do chão com a mão como ele fazia para colocar na minha mão. Fazia cosquinha, acho que tenho foto disso aqui em casa. Há uns dois anos comprei um pião quando fui a Recife mas não tenho onde jogar e acho que nem lembro mais como se faz.
Tive um pouco dessa infância pelo menos até meu pai morrer, meus tios se mudarem, minha avó morrer... Aí já era quase adolescente, não morava num lugar muito seguro e ficava sozinho em casa com meu irmão deixando minha mãe preocupada no trabalho.
Eu tinha medo de filme de terror. Sério, patético, ficava me borrando com o Jason e o Freddy Krugger. Mas depois isso passou também e agora tenho esses medos bobos de "adulto" tipo perder o emprego e ficar sozinho.
Eu também era tímido, quieto, na minha, caladão. Mas isso sou até hoje....
Ou não?
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Pós feriadão
Como alguns devem ter visto, parte do meu feriado foi triste. Ainda estou com um aperto no peito pelo dia 13 e agradeço a todo mundo que deu uma força.
Dessa vez não houve mensagem no celular pra fazer o dia durar mais. Ao invés disso revi uma amiga seis anos depois e dei uma bela pedalada no domingo, um total de mais de 30km rodados pela Zona Sul do RJ. Sem falar de algumas boas horas na praia em boa companhia também.
Ah, também teve uma tentativa frustrada de ir no cinema e um barzinho com amigos (estou enjoando do Belmonte).
Dessa vez não houve mensagem no celular pra fazer o dia durar mais. Ao invés disso revi uma amiga seis anos depois e dei uma bela pedalada no domingo, um total de mais de 30km rodados pela Zona Sul do RJ. Sem falar de algumas boas horas na praia em boa companhia também.
Ah, também teve uma tentativa frustrada de ir no cinema e um barzinho com amigos (estou enjoando do Belmonte).
sábado, 13 de outubro de 2007
19 anos...
O tempo voa... Conheço pessoas que não tem essa idade e já tem esse tempo todo que você foi embora.
É estranho sentir mais falta agora, tanto tempo depois. Apesar da excelente criação que eu tive, acho que em alguns pontos você fez falta e isso está dando pra notar agora.
Sei que você queria ter visto eu e meu irmão formados. Ano passado quase chorei vendo o vídeo da formatura dele, pensando que você queria ver aquilo. Acho que, onde quer que esteja, você deve ter visto tudo isso, deve estar acompanhando nossas conquistas e deve estar orgulhoso também.
E daqui eu só posso dizer que te amo, pai.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Feriadão
Feriadão... alguém vai fazer algo de bom?
Eu ainda nem sei mas no fundo gosto disso, de inventar o que vou fazer na hora. Só não pode ser nenhuma doideira. Descobri recentemente que quando faço maluquices, atos sem pensar, as coisas dão errado. De repente o feriado melhora meu ânimo.
Dia 13 completam 19 anos da morte do meu pai. Muitas das pessoas que conheci recentemente não tem essa idade. Por muito tempo não sentia a falta dele como ando sentindo de um ano pra cá mais ou menos. Estou vendo que a falta de um pai pode ter feito de mim o que eu sou. Não que seja algo de ruim mas talvez eu devesse ser um pouco diferente. Uma pequena parte do documentário sobre Heavy Metal que vi no sábado me fez ver um pouco disso.
Acho que alguém que não devia leu os últimos posts, especialmente o último. Sei lá, pode ser viagem ou intuição. Andei tendo uns "sonhos" estranhos recentemente também...
Eu ainda nem sei mas no fundo gosto disso, de inventar o que vou fazer na hora. Só não pode ser nenhuma doideira. Descobri recentemente que quando faço maluquices, atos sem pensar, as coisas dão errado. De repente o feriado melhora meu ânimo.
Dia 13 completam 19 anos da morte do meu pai. Muitas das pessoas que conheci recentemente não tem essa idade. Por muito tempo não sentia a falta dele como ando sentindo de um ano pra cá mais ou menos. Estou vendo que a falta de um pai pode ter feito de mim o que eu sou. Não que seja algo de ruim mas talvez eu devesse ser um pouco diferente. Uma pequena parte do documentário sobre Heavy Metal que vi no sábado me fez ver um pouco disso.
Acho que alguém que não devia leu os últimos posts, especialmente o último. Sei lá, pode ser viagem ou intuição. Andei tendo uns "sonhos" estranhos recentemente também...
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Diálogo de MSN
- Agora você vai ter que ficar olhando pra essa foto mesmo
- Tudo bem, eu tenho uma sua do lado da minha cama
- Pq? Eu te dou sono?
- Não, vc inspira meus sonhos...
- Ui...
- Tudo bem, eu tenho uma sua do lado da minha cama
- Pq? Eu te dou sono?
- Não, vc inspira meus sonhos...
- Ui...
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Fim de semana
Uma mensagem no celular e a sensação de que o final de semana foi perdido vai embora...
sábado, 6 de outubro de 2007
O Mundo de Vidro - Maurício Porto
Esse é o livro de estréia de Maurício Porto e conta uma história de amor de dois personagens sem nome no mundo atual mas sem um lugar exato. Com e-mails anônimos, reveillon, e alguns detalhes de sua vida real.
O que me tocou nesse livro foi ver várias vezes nele parte da minha história. Faz a gente acreditar um pouco mais que existe amor, que até os "losers" podem se dar bem, que sensibilidade, pureza e honestidade ainda têm lugar no mundo.
A má notícia para quem se interessou é que acho que esse livro não está nas livrarias por ser de um escritor amador. Quem sabe quando ele ficar famoso não reeditem sua primeira obra? Eu consegui porque sou amigo de uma amiga dele, hehehe!!
Abaixo o trecho que talvez tenha sido o que mais mexeu comigo.
O que me tocou nesse livro foi ver várias vezes nele parte da minha história. Faz a gente acreditar um pouco mais que existe amor, que até os "losers" podem se dar bem, que sensibilidade, pureza e honestidade ainda têm lugar no mundo.
A má notícia para quem se interessou é que acho que esse livro não está nas livrarias por ser de um escritor amador. Quem sabe quando ele ficar famoso não reeditem sua primeira obra? Eu consegui porque sou amigo de uma amiga dele, hehehe!!
Abaixo o trecho que talvez tenha sido o que mais mexeu comigo.
"É, as coisas são assim mesmo. A gente nunca dá o valor devido ao que vem fácil e fica querendo complicar, achar problemas e defeitos. Defeitos estes que demoramos a reconhecer como inexistentes e simplesmente frutos da nossa imaginação."O e-mail do autor para contato é omundodevidro@gmail.com
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Mianmar livre!
A idéia é de um post só no blog, um post contendo uma imagem e um texto pedindo liberdade para o povo de Mianmar, antiga Birmânia, Burma em inglês. É o equivalente a um minuto de silêncio nos blogs, o que soa irônico se referindo a um país que calou vários meios de comunicação para ocultar a revolta popular.
Aqui você se inscreve.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Certificações
Vou postar logo duas certificações de uma vez. A primeira foi de blog solidário, dado pelo Adão (cara, quase sai um cacófato aqui!). Foda é pensar no que seria um blog solidário.
O outro selo foram a Anna Flávia e a Van que me deram dizendo que meu blog vale a pena ser lido.

E aqui vão outros cinco que também valem a pena:
Agradeço a todos pelas indicações. Pena que nem todos os blogs listados aí são freqüentemente atualizados. E agora eles indicam outros cinco. Se quiserem continuar a brincadeira.

Vamos então a cinco indicações. Acho que, não por acaso, são todos blogs de mulheres que falam algo de bom e de ruim do que acontece nas suas vidas, com uma doçura que anda fazendo falta nas mulheres "modernas".
(Van Van)
Por que não?
Por que não?
(Fabi)
Carpe Diem
Carpe Diem
(Princesinha - é fotolog mas vale!)
O outro selo foram a Anna Flávia e a Van que me deram dizendo que meu blog vale a pena ser lido.

E aqui vão outros cinco que também valem a pena:
(Jornalista com quem já briguei algumas vezes, seus textos, fotos e idéias)
Agradeço a todos pelas indicações. Pena que nem todos os blogs listados aí são freqüentemente atualizados. E agora eles indicam outros cinco. Se quiserem continuar a brincadeira.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Sim? Não?
"Pra dizer mais sim
Do que não, não, não..."
Já me disseram que esses versos do Lulu Santos são incoerentes.
Pode ser melhor mas as pessoas preferem dizer não. Parece mais fácil dizer não, é menos comprometedor, poucos tem coragem de arriscar um sim.
John Lennon conheceu Yoko Ono por causa de um sim pintado bem pequeno no teto de uma exposição dela. Nasceu ali uma das histórias de amor mais famosas do século XX, gostem ou não dela. Eu até que gosto, ainda mais depois que vi umas declarações dele feitas na época, era realmente um homem apaixonado.
A gente responde perguntas com um não mas quase nunca com um sim. Respondemos com "é", "sei", "vou", mas raramente com um "sim".
Eu digo sim, mas parece que só ouço não...
Não, não
Do que não, não, não..."
Já me disseram que esses versos do Lulu Santos são incoerentes.
Pode ser melhor mas as pessoas preferem dizer não. Parece mais fácil dizer não, é menos comprometedor, poucos tem coragem de arriscar um sim.
John Lennon conheceu Yoko Ono por causa de um sim pintado bem pequeno no teto de uma exposição dela. Nasceu ali uma das histórias de amor mais famosas do século XX, gostem ou não dela. Eu até que gosto, ainda mais depois que vi umas declarações dele feitas na época, era realmente um homem apaixonado.
A gente responde perguntas com um não mas quase nunca com um sim. Respondemos com "é", "sei", "vou", mas raramente com um "sim".
Eu digo sim, mas parece que só ouço não...
Não, não
Outubro
E mais um ano que passou rápido. Uma vez meu tio disse que quando a gente tem essa sensação, de que o ano passou rápido, é porque o ano foi uma merda. É, talvez meu ano tenha sido uma merda até agora, talvez não, depende do ponto de vista. Dia desses vi a resposta definitiva para a grande questão "o copo está meio cheio ou meio vazio". Na verdade, o copo tem o dobro do tamanho que devia ter. Profundo, não? Melhor nem filosofar a respeito.
Também achamos que essa sensação de que o ano passou rápido é porque não nos damos conta da quantidade de coisas que fazemos a cada dia. Uma vez pensei em ter um diário só pra dar mais atenção a essas pequenas coisas mas o projeto não foi à frente. Tive a idéia depois de ler "Drácula" (no original em inglês) que é todo contado através de diários.
A cada dia eu vou sendo otimista, olhando o lado bom das coisas, tentando ver que o ano não foi uma merda mas desde que aquele furacão passou na minha vida, algo parece sempre incompleto pra mim, mais do que sempre esteve.
Já é dia 2 de outubro. Tem gente já planejando seu reveillon mas desde meu último 31 de dezembro acho que criei alguma aversão a essa data. E agora estou lendo um livro, uma comédia romântica (não sou chegado em filmes assim mas o livro é bom), que começa justamente em um 31 de dezembro, o de 1999. Bem que me alertaram para só ler este livro quando os efeitos do furacão já tivessem passado.
Engraçado que não tenho essa sensação de que perdi meu tempo, desperdicei minha vida (até hoje) ou aquela impressão de que devia ter aproveitado mais. Hoje só tem uma coisa que parece que me fez ou faz falta, um meio de aproveitar a vida que não consegui até hoje e não sei se vou conseguir.
PS: Estou devendo um post sobre os certificados que recebi do Adão e da Flávia mas assim que arrumar outros indicados faço isso.
Também achamos que essa sensação de que o ano passou rápido é porque não nos damos conta da quantidade de coisas que fazemos a cada dia. Uma vez pensei em ter um diário só pra dar mais atenção a essas pequenas coisas mas o projeto não foi à frente. Tive a idéia depois de ler "Drácula" (no original em inglês) que é todo contado através de diários.
A cada dia eu vou sendo otimista, olhando o lado bom das coisas, tentando ver que o ano não foi uma merda mas desde que aquele furacão passou na minha vida, algo parece sempre incompleto pra mim, mais do que sempre esteve.
Já é dia 2 de outubro. Tem gente já planejando seu reveillon mas desde meu último 31 de dezembro acho que criei alguma aversão a essa data. E agora estou lendo um livro, uma comédia romântica (não sou chegado em filmes assim mas o livro é bom), que começa justamente em um 31 de dezembro, o de 1999. Bem que me alertaram para só ler este livro quando os efeitos do furacão já tivessem passado.
Engraçado que não tenho essa sensação de que perdi meu tempo, desperdicei minha vida (até hoje) ou aquela impressão de que devia ter aproveitado mais. Hoje só tem uma coisa que parece que me fez ou faz falta, um meio de aproveitar a vida que não consegui até hoje e não sei se vou conseguir.
PS: Estou devendo um post sobre os certificados que recebi do Adão e da Flávia mas assim que arrumar outros indicados faço isso.
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