quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cultura uma vez por dia

Depois de desabafar, soltar cachorros e ligar a metralhadora giratória aqui, é melhor falar de assunto mais leve. Mas só porque estou me sentindo mais leve para falar disso, ou seja, inutilidades.

Orville RedenbacherCriei um hábito que pode não ser muito útil mas acho que ajuda na cultura. Todo dia eu entro na página da Wikipédia e leio um artigo. Geralmente vou lá embaixo, onde se fala de fatos ocorridos no dia ou então no "Sabia que...". Lá fiquei sabendo que existe nos EUA uma cidadezinha chamada Brazil de uns 8000 habitantes que ganhou esse nome por inspiração do fundador ao ler um jornal que falava de Ouro Preto, citada como City of Brazil. Em 1956 a cidade mineira deu, como símbolo de amizade, uma réplica do Chafariz dos Contos que existe lá. Em 2006 a cidade americana, que pelas fotos é como aquelas cidades do interior que vemos em filmes e seriados, comemorou os 50 anos do Chafariz e dá pra ver no site que o evento bombou. Ela também é a terra natal do fundador de um dos maiores fabricantes de pipoca do país e por isso tem o "Annual Orville Redenbacher Popcorn Festival". Também é a terra natal de Jimmy Hoffa sindicalista desaparecido que constitui um dos grandes mistérios dos EUA.


Chafariz dos ContosEvento do ano


Sério, fiquei até curioso de conhecer a cidade, até fuxiquei nela pelo Google Earth mas, convenhamos, ir aos EUA pra conhecer uma cidadezinha no interior de Deus me livre é fogo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Amizade de cu é rola

Ao contrário do que gosto de fazer, esse vai ser um texto longo e, por ser longo, sei que quase ninguém vai ler por inteiro e como quase ninguém vai ler, vou soltar alguns cachorros. De repente é bom até quem não leu tudo nem comentar mas, se mesmo assim quiser, admita que não leu. Ninguém deu muita atenção ao passo a passo do toscoshop então não espero que ajam diferente com isso aqui.

Não comemorei dia do amigo, não mandei e-mail nem cartão nem mensagem pra ninguém, no máximo dei uma ou outra resposta. Não estou em boa fase pra comemorar amizades e ando duvidando das pessoas, cada vez mais aborrecido com elas.

Estou cansado de tantas decepções. Quanto mais eu penso, mais falo, mais vivo, eu vejo só decepções para mim e para os outros. Outro dia eu falei que você só é legal enquanto é útil e muita gente concordou. Uma ou outra estranharam, vieram perguntar o que era aquela frase, curiosamente algumas pessoas que me inspiraram a escrevê-la mas eu não falei disso com elas, a verdade incomoda e essa frase já incomoda um bocado.

Aprendi que, cedo ou tarde, as pessoas vão me sacanear, de uma forma ou de outra e parece que isso vale pra todo mundo também. Então não adianta depositar o mínimo nelas, não vale a pena confiar, demonstrar carinho ou o que seja.

Outro dia recebi um e-mail pedindo doação de sangue, era o repasse do repasse. Fui ver o texto original, reconheci o e-mail e vi que era de uma colega minha cuja avó estava precisando. Lembrei de quantas vezes eu procurei saber como ela estava, das vezes que conversei sobre os problemas dela, das vezes que mostrei preocupação. Pra que? Pra ficar sabendo pelo repasse do repasse do e-mail que a avó dela estava precisando de doação de sangue. Quer dizer, é mais ou menos isso que a gente recebe por tentar ser amigo. Reparem que eu não cobrei que ela se preocupasse comigo, que tentasse manter contato ou o que fosse, disso já desisti, fiquei chateado por ver que minha preocupação era à toa.

Um clássico de quem tenta desabafar é ouvir de volta uma lista de problemas maiores da pessoa, de conhecidos ou dos pobres do mundo. Eu digo que o maior problema do mundo é o seu porque só você pode fazer alguma coisa por ele e saber dos problemas dos outros não faz o seu ficar menor porque ele é seu. Muita gente tem problemas mais grave, é verdade, mas e daí? Foda-se, eu não posso resolver os problemas do mundo e só porque um não tem o braço e a perna que o maneta vai ficar mais satisfeito. Vai ficar mais resignado, só isso, mas ele ainda vai ter dificuldades pra tocar guitarra.

Então me dá no saco quando eu tento desabafar sobre o que está me acontecendo e o outro vem desfiando um rosário de problemas e acaba revertendo a situação e se lamentando comigo enquanto me critica por eu reclamar dos meus problemas. Quer dizer, os dele eu tenho que ouvir mas os meus são merda. Ou então quando começam a contar dos problemas dos outros. Ainda mais no meu caso atual, isso só serve pra ver que amigos eu tenho.

Esse papo de tentar me convencer de que não tenho problemas já deu também, cheguei a ouvir que eu tinha tudo quando nem emprego eu tinha direito, sem falar que nem pai eu tenho, avô não tenho nenhum há oito anos e minha família cabe, literalmente, num fusquinha.

Outra é uma velha questão que sempre acontece comigo, ser preterido. Perdi a conta de quantas e quantas vezes o programa que eu tinha marcado com alguém foi deixado de lado por um churrasco ou qualquer outro programa mais interessante, nem que seja dor de corno em casa. Odeio quando furam comigo, quando marcam alguma coisa e, em cima da hora, desmarcam, depois de eu ter deixado de aceitar vários outros convites por causa daquele. Pra mim a prioridade é a ordem de chegada. Mas comigo não, parece que qualquer outro evento é mais interessante, churrasco, cinema, show, futebol. E olha que eu sou do tipo que entendo quando a pessoa tem realmente algo mais importante pra fazer mas já terminei namoro por que tudo pra ela era tinha preferência, de pegar a mãe no ponto de ônibus a dar banho no cachorro.

Ah, mas quem me conhece um pouco mais vai dizer que eu vivo recusando convites. Ok, sou chato pra certas coisas mesmo, não sou de fingir que gosto de alguma coisa só para agradar mas muitas vezes me sacrifico por alguém. Mas também sei que muita gente chama os outros para dar número ao seu evento, dar público, dizer que “bombou”, se não fosse assim essas pessoas não seriam aquelas que eu listei mais acima, que furam, que largam de mão, que ignoram. Se você leu até aqui sabe quanto são dois mais dois. Na hora do evento delas querem número mas são as primeiras a trocar o eventos dos outros por algo mais interessante.

Quando eu estava para fazer meu aniversário desse ano contei como não estava animado e falei das pessoas que não iriam. Muita gente me falava para eu dar atenção aos que foram. Eu só chamei quem eu queria que fosse, não chamei ninguém para dar número até porque não se consegue dar atenção a ninguém direito. Mas e o contrário, será que existe? Será que alguém dá valor aos que vão ao invés de se lamentar pelos que não foram?

E os “amigos” que querem ajudar te enfiando numa merda maior ainda? Uma vez eu disse que ia aprender dança de salão, um monte de gente criticou. Aí falei que ia passar a beber e todo mundo adorou, quiseram saber quando ia ser o primeiro porre. Vários dizem estar aí a solução para tudo, a base para a felicidade, beber. Felicidade vem engarrafada, enlatada e as pessoas perdem tempo procurando em outros lugares. Isso quando não me oferecem coisas mais legais, tipo maconha e cocaína. Quando eu comecei a fazer Kung Fu, há seis anos, teve gente que riu na minha cara, sem exageros. Hoje sou vice-presidente da minha associação, instrutor filiado à Federação Estadual de Kung Fu do Rio de Janeiro e estou a poucos passos de chegar à faixa preta. Não falo pra mais ninguém dos meus planos, do que faço ou o que invento de fazer.

Alguns vêm falar de postura negativa. Não sabem nem para onde está ventando e vêm falar alguma coisa, dizendo que só olho o lado negativo. Bom, se eu estiver falando do lado negativo, certamente estarei olhando para ele. Se eu acho que estou com problemas e estou triste não é vendo apresentação de Power Point com mensagens edificantes que eu vou pensar diferente. Sou uma pessoa que, quem está a minha volta, não percebe quando estou mal, não mesmo. Consigo esconder isso muito bem, não desconto nos outros, no máximo fico quieto, na minha. Só que tem vezes que quero falar, colocar alguma coisa pra fora, desabafar e é aí que vem esse tipo de gente falando que estou sendo pessimista, negativista, amargo, estou olhando o lado ruim das coisas e começa a tentar dizer que minha vida é boa, que tenho tudo e lista problemas dos outros que seriam maiores ainda.

Mas eu ainda me esforço, às vezes tento explicar pra essas criaturas, me fazer entender ou fazer com que elas raciocinem um pouco, o que deve ser difícil. Por vezes acho que só eu sei me colocar no lugar dos outros e tentar entender o que eles estão realmente passando e essa minha habilidade é até muito boa. E aí eu tento contar um pouco do meu passado, das coisas pelas quais já passei pra ver se elas tentam pensar como psicólogos ou historiadores que sabem que o passado serve para entender o presente, qualquer psicólogo formado por correspondência vai querer saber do passado do paciente dele. Mas aí o que fazem os gênios? Dizem que estou reclamando do passado, que isso já foi, já era, que estou me lamentando. Aí eu vejo de novo que estava só perdendo meu tempo, gastando saliva e vejo de novo que tipo de amizades eu tenho.

Enquanto isso eu me pego no telefone ouvindo uma lamentando porque levou um pé na bunda do namorado casado, outro que chora pela filha, alguém pelo cachorro, uma que não consegue namorado, outra com paranóia com o dela, vejo mais e mais frustrações com relacionamentos que, de uma forma ou de outra se encaixam no que eu falei aqui. O tempo passa e parece que eu já vi de tudo, as historias se repetindo e vai ficando cada vez mais fácil me colocar no lugar dos outros enquanto no meu lugar só eu mesmo pra saber como estou me sentindo. Sozinho como sempre.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Falar é fácil

Vira e mexe vejo um texto falando da importância de falar pra quem amamos aquilo que nós sentimos. Concordo, é importante, mas não adianta só falar. De que adianta repetir várias vezes "eu te amo" se não age, na hora H deixa a pessoa na mão. E tome de calote, de pedir favor e não retribuir, de sacanagem...

Mas diz que ama, né? Amané? Ah mané...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia Mundial do Rock

Hoje, 13 de julho, é comemorado o dia mundial do Rock, tudo por causa do Live Aid como está explicado no Whiplash.

Quem acompanha um pouco esse blog sabe que eu não vivo sem essa música. O som de guitarra com baixo e bateria é o que faz meu sangue ferver e muda meu humor e meu dia. Então, pra vocês eu não sei, mas pra mim hoje é dia de ouvir AC/DC, Elvis, Chuck Berry, Iron Maiden, Pink Floyd, Eric Clapton, Queen, Dire Straits, Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, Jimi Hendrix, Jefferson Airplane, Joe Cocker, Sting, Tina Turner, Joan Jett, Joan Baez, Ozzy Osbourne, Scorpions, Bill Halley, Little Richard, Jetro Thull, Joe Satriani, Frank Zappa, Rolling Stones, Beatles, Cream, Yardbirds, Bruce Springsteen...



A Globo.com colocou no ar um teste sobre rock e claro que eu acertei tudo em bem pouco tempo. Tá mole demais.

Outros links:

http://www.abril.com.br/dia_mundial_rock/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_mundial_do_rock

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Pequenas idéias geniais

Quando eu estava na faculdade meu professor de eletrônica contou como ele e um colega desenvolveram, na sua época de faculdade, um pequeno dispositivo de sigilo telefônico. Comparado com os dipositivos da época o deles era bem pequeno e podia ser colocado dentro do aparelho. Foram tantos pedidos que eles contaram com a ajuda das mães para montar e no final já estavam mandando as peças junto com o manual de instruções. Se não me engano eles venderam uns 1000 dispositivos por 72 dólares cada um. Fizeram as contas? Pois é, meu professor disse que na época ele tinha a criatividade mas não tinha a experiência então usou o dinheiro pra comprar um carro, ir pra Disney e, aí sim, abrir sua empresa.

Hoje estava lembrando de dois casos simples e geniais ocorridos na internet e que deram certo. O primeiro, bem antigo, foi de um cara que precisava de grana para pagar sua faculdade, queria arrecadar US$ 1.000.000,00 - um milhão de dólares. Então ele criou a http://www.milliondollarhomepage.com/ , a dividiu um milhão de pedaços e vendeu cada um para propaganda por um dólar. Vejam lá se ele conseguiu.


Um milhão de dólares

Outro, mais recente, foi de um canadense que quis trocar um clip de papel por uma casa e conseguiu!! Em 14 trocas ele conseguiu sua casa e a história está no blog dele http://oneredpaperclip.blogspot.com . Tem aqui a história em português também: http://noticias.terra.com.br/popular/interna/0,,OI1066641-EI1141,00.html

Há anos eu tenho uma idéia mas não posso dizê-la se não roubam e não tenho como executá-la então acho que vai pro túmulo comigo. E você, usou sua criatividade pra que? Conhece alguma história do tipo?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Um texto ruim

Ele não era um cara bom, não gostava de pessoas. Uma vez uma garota falou que ia beber até morrer e ele realmente a fez beber até que ela desmaiasse. Ainda conseguiu lhe enfiar mais algumas doses de álcool goela abaixo até que ela entrou em coma. Morreu dois dias depois.

Outra vez pegou um grupinho fumando maconha. Apagou o baseado no olho de um deles pouco antes de quebrar-lhe os dentes e nariz contra um poste.

Cansou de tanto esbarrarem nele sem pedirem desculpas e jogou um cara na frente de um ônibus. Não sobrou muita coisa para contar a história. Em outro, que reclamou demais por causa de um esbarrão, descarregou três pentes de 20 tiros de 9mm.

Cansou também de pessoas entrarem na sua frente quando andava de bicicleta sem prestarem atenção. Derrubou uma velhota assim, parou a bicicleta e voltou pra chutar a cabeça da velha até ver os miolos dela espalhados no chão.

Se aborreceu com o filho de um vizinho e jogou o moleque pela janela do 11º andar.

Ele não era mesmo um cara muito bom...

domingo, 5 de julho de 2009

A maior força do universo

Qual é a maior força do universo? Ou pelo menos do mundo?

Tem quem diga que é o amor, faz as pessoas perderem o controle, fazerem besteiras, loucuras. Outras acham que é o desejo de vingança, que passa por gerações até, e nunca está satisfeito. Aliado a ele poderia estar o ódio, que dizem que é bem próximo do amor. Seriam talvez três forças que se alimentassem, se unissem.

Penso que a maior força dos nossos tempos, aqui na Terra mesmo, é o capitalismo. Afinal, é uma força que supera tudo, engole tudo. Lucra com a morte e com ícones comunistas (camisas do Che dão lucro!). Ideologias caem por conta dele, não exatamente o dinheiro, mas a visão capitalista dele. Aquele cara que baixava música na internet porque é de graça, reclama da pirataria quando começa a fazer sucesso com a banda, ou seja, foi movido pela grana, lucro, capitalismo.

Eu costumo dizer que a diarréia é a maior força do universo. Perdemos o controle, as forças, debilita homens, mulheres, reis, rainhas (alguém já falou que, se você se sentir inferior, mal, envergonhado, imagine a rainha da Inglaterra com dor de barriga). Osama Bin Laden já teve, Barak Obama também, George W. Bush e George Washington idem. Lula, FHC, Luis Carlos Prestes. É uma força que desconhece partidos ou ideologias, nações ou religiões. Tem uma piadinha que diz que chico de bicha é diarréia, outros dizem que é uma boa hora pra pensar pra que serve o cu...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Uma filha a menos...

Estou triste hoje. Entraram no meu prédio e levaram minha bicicleta. Cortaram a corrente e saíram pelo portão, sem arrombar. Talvez tenham facilitado, vira e mexe alguém deixa o portão aberto, vai ver o cara tinha a chave. Tem um segurança na rua mas aquilo e nada é a mesma coisa. Tentaram levar outra mas não conseguiram, foi só a minha mesmo. Mal tinha dois anos.




Atualizando: Levaram a de uma vizinha sim. Fiz ocorrência na delegacia.

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