segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Praça

Não poderia ter escolhido lugar melhor, no meio da rua, uma praça movimentada num dia de semana, nenhum policiamento. Pessoas apressadas e ocupadas demais para notar o que acontecia às outras em volta e antes que alguém notasse eu já teria feito um belo estrago.

A primeira vítima foi escolhida ao acaso, uma mulher que passava à minha direita com uma amiga. Enfiei minha espada em sua barriga e antes que a amiga notasse eu já havia golpeado seu pescoço. Em movimento contínuo, girei para a direita e acertei um homem que passava pelo outro lado, também no pescoço. Foram mortes rápidas. Dois amigos que vinham atrás viram o que aconteceu mas antes que se virassem eu consegui acertar um deles na base do pescoço, o outro hesitou ao ver o amigo caindo e teve o abdomem perfurado.

Corri atrás de uma mulher gorda que tentou escapar, de sandália, nenhuma agilidade, abri seu crânio com um golpe. Parecia covardia mas as mulheres eram muito mais fáceis de matar, com seus saltos, sandálias, gordas, ocupadas demais fofocando no celular. Alguns homens também tentavam correr, covardes, mas o tumulto acabava me facilitando. Ninguém tentava me enfrentar, um homem sozinho, armado apenas de uma espada que golpeava cortando braços, pernas, perfurando corpos.

Depois de alguns minutos surgiu um homem disposto a me desafiar, estava armado com um pedaço de ferro, finalmente eu teria alguma luta. Demonstrando um pouco de habilidade e improviso, seu primeiro golpe veio pela minha esquerda, o que aparei fácil com a lateral da espada. Deslizei a lâmina contra seus dedos e ele gritou quando atingi sua mão. Coitado, nem deu para o começo, outro golpe na altura do ombro acabou com sua vida.

Olhei em volta esperando outro desafiante... Nada. Lixo humano, todos eles, covarde, correndo como baratas, não mereciam outro destino e novamente corri em seu encalço, fazendo minha espada trabalhar, caçando-os e encurralando-os como animais. Senti a espada escorregar, pensei que estava suando muito mas era o sangue que escorria até minhas mãos. Isso me deu mais prazer, limpei o sangue com a camisa e voltei à caça, até que ouvi uma ordem para parar.

Lá estavam, lado a lado, dois policiais com a arma apontada para mim. Me decepcionei, esperava mais. Abaixei a espada e fui caminhando até eles que ordenavam para que eu me desarmasse e deitasse no chão. Fui me aproximando, espantado por não atirarem em mim, notei que algumas pessoas filmavam a cena com o celular, a única arma que tinham. Parei mas os policiais não perceberam que àquela distância minha espada seria capaz de acertá-los, com as mãos estendidas em minha direção. Levantei a espada rapidamente na direção da mão do que estava à minha esquerda, o golpe foi certeiro e, além de cortar seus dedos, impediu que o disparo me acertasse. O movimento do meu corpo fez com que o segundo policial me acertasse apenas de raspão e com a mesma velocidade com que subi a espada eu a desci em seus braços. Voltei para perfurar o pescoço do primeiro policial que se preocupava com os dedos e depois espetei o coração do outro que sangrava pelos pulsos.

Para impedir gracinhas, coloquei as pistolas dos dois na cintura. Notei que algumas pessoas tentavam ajudar alguém no chão, se aproveitando da minha distração com os policiais. Fui em sua direção e, como esperava, abandonaram o moribundo no chão para fugir. Me aproximei e vi que era uma mulher que sangrava pela barriga. Olhei em volta para ver se alguém se manifestava ou se dispunha a agir... Nada. A mulher tentava se arrastar, as mãos escorregavam em seu sangue quando ela tentava se levantar. Peguei seus cabelos e a levantei olhando em volta, ouvi apenas um grito quando levantei minha espada pouco antes de decepá-la. Joguei a cabeça na direção da multidão e acho que isso deu coragem a alguns.

Sentia meu braço cansado mas quatro homens vieram em minha direção, armados com pedaços de pau e ferro. Dei um sorriso e corri em seu encontro, saltei pra cima deles girando no ar e golpeando. Sequer conseguiam aparar os golpes, me abaixei antes que um deles me acertasse na cabeça e, ainda girando, acertei suas pernas, ao levantar atingi outro na virilha. Ao me dirigir a um dos que havia caído ele tentou se defender com a barra de ferro mas não teve muita chance, pelo menos morreu lutando.

Nesse momento eu senti uma dor no peito ao ouvir o primeiro disparo. Meu momento havia chegado. Me dirigi para a multidão que não sabia para onde correr enquanto os disparos eram feitos. Eles fugiam de mim e dos disparos e acho que alguns foram atingidos pelos policiais. Pude ver uns dez deles dessa vez, que preferiram atirar antes de perguntar. Eu não ia reagir, não ia usar as pistolas contra eles, minha vontade era sentir a lâmina contra a carne e ainda pude sentir alguns membros caírem diante dela antes que não tivesse mais forças para me manter em pé. Sentia os impactos no corpo e na lâmina da espada, nenhum deles teve competência para acertar minha cabeça então pude fazer algum estrago antes de cair.

Disseram que fui acertado quinze vezes antes de cair mas contaram mais de vinte tiros no meu corpo. Consegui matar outros vinte além de deixar cinco feridos com minha espada. Depois disso outros tentaram fazer o mesmo mas não contaram com o elemento surpresa que eu tive quando fiz meu ataque e por isso não tiveram tanto sucesso. Mas gostei de ter deixado essa semente.

2 comentários:

Magui disse...

Se não é pesadelo é influência do clima social.Viva o Rio de Janeiro!!!

Vanessa disse...

Medo de você!

Você tirou alguma foto no casamento?
:P

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails