quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Assassina Ep. 1 - Parte 1

Imagem: Susana Spears - Action Girl

Ela recebeu sua nova missão com certa surpresa. Não que fosse novidade matar anônimos, nem todas as pessoas que deviam ser eliminadas eram políticos ou empresários, mas porque neste caso vários outros haviam falhado e dois pagaram com a própria vida.

O primeiro foi Frank, enviado para matar um sujeito sem seguranças e desarmado acabou morto numa luta corpo a corpo. Foi uma surpresa na agência, ninguém sabia que o alvo conhecia técnicas de combate. Clifford foi enviado em seguida mas aparentemente levou a pior numa troca de tiros. Não houve evidência de que o alvo andava armado, a suspeita dela era de que Clifford havia sido morto com sua própria arma.

A agência queria desistir do caso mas o cliente dobrou o preço. Ninguém sabe porque era tão importante ver aquele homem morto mas não era o tipo de coisa que era perguntado quando aceitava-se um caso. Adam foi enviado, era um franco-atirador, não tinha chances de ser pego, 100% de aproveitamento até esse dia. Ele jura ter atingido o homem na cabeça mas nenhum ser humano resiste a um tiro de fuzil no meio da testa. Pobre Adam, talvez a visão estivesse começando a falhar.

Então ela foi escolhida para fazer o que outros três homens não conseguiram. "Sempre assim", pensava, "não me escolhem, deixam o lixo para eu varrer, preciso fazer o que outros não fazem, seja por acharem indigno seja por não terem competência". Esse caso ela estava aceitando com um prazer cruel para mostrar finalmente que era a melhor da agência, além de se vingar por Clifford, um dos poucos que sempre acreditara nela.

As informações sobre o alvo ajudaram em sua raiva mas ela sempre soube que a raiva só atrapalha nas missões. O sujeito tinha um fraco por mulheres como ela, cabelos longos e lisos, coxas grossas, pele clara. Mais uma vez ela parecia ser mais uma prostituta do que uma assassina, "sempre me mandam para seduzir homens escrotos com o cérebro entre as pernas". Sua capacidade de seduzir era tão natural quanto a de matar. Por causa disso agia com tanta frieza com seus colegas da agência que chegavam a suspeitar de sua sexualidade. Mal sabiam que seus maiores prazeres eram homens e assassinatos, trepar e matar, sexo e morte. Infelizmente poucos homens a interessavam e menos ainda a satisfaziam então a segunda opção lhe era mais viável.

Recebeu as informações sobre o alvo, onde encontrá-lo, fotos, gostos e mais um alerta sobre os agentes que falharam. O dia para ação era escolha sua mas havia um prazo a ser cumprido. Na data escolhida ela cercou sua vitima em um bar. Percebeu que ele era muito observador pois ela não escapou aos seus olhares. Ele parecia ser um dos tipos de homem que a interessavem, talvez pudesse ter prazer duplo nessa missão.

Fez seu jogo de sedução, apenas um encontro de olhares, jogo duro, esnobada, nenhum homem resiste a uma mulher difícil. Então ela percebeu que seu interesse se desviara e ele não olhava mais pra ela, a coisa poderia se tornar difícil e ela não queria deixar aquilo pra outro dia. Se expor várias vezes não era uma opção aceitável, apenas uma poderia fazer com que fosse reconhecida, por isso mesmo nunca usava trajes muito chamativos, nem mesmo para seduzir. Precisava atrair novamente sua atenção, circulou diante dele dando-lhe um primeiro tiro com os olhos. Perfeito como todos os outros tiros que visavam suas presas. Tudo estava sob controle de novo, mas o homem pareceu novamente não se interessar muito. Não era possível, ela teria que usar de mais armas. Se ele fora um alvo difícil de ser abatido, parecia também difícil de ser seduzido.

...continua

3 comentários:

\ Tinúviel / disse...

A continua aí!!!
quero saber qual é a desse homem "ninja" ! rsrsrs

Camila Guinsani disse...

Aí tem! Certeza! rs
Quanto mais ele perceber que está sendo rodeado, mais vai se desinteressar. Homens! Humpf!
Conto gostoso de ler!
Beijos!

Camila Guinsani disse...

Você pode por favor publicar o final?
Estou curiosa! :)

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