terça-feira, 19 de abril de 2011

A Assassina Ep. 1 - Parte Final



Resolveu convidar-se para sentar com ele, e percebeu sua gentileza e educação em agir e falar. Conversaram sobre diversos assuntos enquanto ela usava seu charme ao qual ele parecia resistir, ou lutar para isso. A missão parecia ficar mais complicada, nunca teve dificuldade pra seduzir e aquela primeira barreira a deixava inquieta. Ele, percebendo essa inquietação, perguntou o que acontecia, era a brecha que se abria.

- Muito barulho aqui.
- Quer ir para outro lugar.
- Sim.

Deixaram o bar, ele lhe ofereceu carona até em casa, o que ela aceitou. Ao chegar em seu destinho, que obviamente não era sua casa, ela aproveitou a chance para beijá-lo. "Finalmente é meu!" ela pensava enquanto os beijos se tornavam mais quentes. Convidou-o para subir o que ele não teve como recusar, aquela resistência inicial não havia mais. Ela estava excitada como nunca pela conquista, pela dificuldade vencida, pelo troféu, pela vitória, pelo sexo, pela morte.

Ela praticamente esqueceu o real motivo de estar ali enquanto usava pela primeira e única vez daquele homem que em breve estaria morto. Ao terminar ela sentiu mais raiva do que nunca. Fora colocada em situação de desvantagem ao precisar fazer de tudo para levá-lo para o quarto, se sentiu fraca por ter-se seduzido por ele, por ter gostado tanto do sexo, por praticamente ter esquecido sua missão. Pensava nisso enquanto ele estava no banheiro e foi quando ela pegou sua arma.

Não o deixou dizer uma palavra quando deu o disparo certeiro na testa, não tinha como errar àquela distância, não precisava ser uma sniper como Adam. O tiro atingiu a parede atrás de onde ele estava. Ela havia errado mas como? Ele simplesmente não estava mais lá. Percebeu-o atrás dela mas antes que se virasse ele segurou seu braço, ela puxou a arma com a outra mão e ele a soltou mas ao terminar o giro ela não o viu mais ali, estava do outro lado do quarto.

- Não tem como você me matar

Outro disparo, novamente a parede, ele estava a mais de um metro de distância. Dois disparos certeiros no peito, vitória! As balas cairam no chão como se batessem em uma parede de concreto sem perfurar ou ricochetear. Repentinamente ao seu lado ele tomou a arma de sua mão com um só golpe, com se ela fosse uma criança.

- Tantos tiros vão atrair a polícia.

Tentou lutar mas foi facilmente ao chão, estava perdida. Sentiu-se fraca, falhara em sua missão, nunca havia ficado tão vulnerável, nua, caida ao chão com uma arma apontada para seu rosto. Lágrimas escorreram-lhe dos olhos enquanto ela pensava em sua morte, numa maneira de seduzí-lo mais uma vez para escapar com vida, embora sua carreira como assassina estivesse ao fim. Talvez a morte fosse mais honrosa. Fechou os olhos, ouviu o barulho e a dor na perna, não teve como segurar o grito mas logo foi silenciada.

Acordou no dia seguinte com a perna baleada enfaixada, sozinha e nua. Não havia vestígios do homem que pretendia matar mas sua arma estava sobre a cama.

2 comentários:

Camila Guinsani disse...

Tô bege! O que seria esse ser?
Sabe que fiquei com pena dele?
Por fim, por que queriam matá-lo?
Quantas perguntas! rs
Gostei muito! Mesmo.

Nana disse...

Ótima história....continua?!
Fiz um balanço geral das férias. Confira. Bjs e fik c Deus.

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