quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Assassina Ep. 3


Ela pegou a moto e saiu para a nova missão. Seria algo arriscado, matar alguém na rua, à luz do dia, em público, mas a morte precisava ser vista. Encomenda política, era preciso que os adversários ficassem sabendo com quem estavam se metendo então o irmão do promotor foi escolhido. Ele não tinha nada com a história mas seu irmão estava investigando gente poderosa. Seria óbvio matar o promotor mas esse não era exatamente o método de trabalho do contratante, um homem sádico que queria ver o horror e tristeza no rosto daquele que se declarou seu inimigo.

Sua última execução havia impressionado pela crueldade. O roubo da faca não foi muito aceito por dar uma pista para investigações mas ela não podia deixar a arma do crime para a polícia. Alguns começaram a olhá-la com espanto mas os boatos de como ela havia se aproximado de Júlia geravam algumas piadas. Ela pensava nisso tudo enquanto guiava pelas ruas no trânsito complicado da hora do rush. Olhava o relógio pois sabia que não podia se atrasar, teria apenas alguns segundos para agir, sua vítima ficaria parada com o carro por pouco tempo enquanto esperava uma encomenda, ela não sabia que tipo de encomenda era, as informações haviam sido apuradas por outros que a disseram onde e como executar o serviço.

Mais alguns metros e a lembrança de sua missão fracassada novamente lhe veio à mente. Maldito fantasma do qual não conseguia se livrar, iria atormentá-la pelo resto da vida? Teria que caçar aquele sujeito por conta própria e dar cabo nele? Seu chefe a alertara para não fazer isso pois a agência não a ajudaria em nada e ela teria que se livrar de tudo sozinha. Corpo, provas, planejamento, ela não tinha muita experiência nisso.

Um táxi quase a derrubou, desviou a tempo e seu coração se acelerou, mais duas ruas e estaria em seu destino. Passou por um ônibus, sinal fechado, estava ficando em cima da hora. Arrancou apressada, quase deixou outra vítima pelo caminho, manteve-se à esquerda, alguém abriu a porta do carro e novamente ela quase caiu na frente de outro táxi. Bufou, voltou a acelerar, virou à esquerda, seu objetivo estava no final da rua. Na metade do caminho avistou o carro da vítima, reduziu, puxou a pistola de dentro do casaco, ele estava parado com o pisca alerta ligado, esperando sua encomenda. Observou em volta, muitos carros parados, chegou perto, ele estava em frente a uma escola, aproximou-se, pode ver uma mulher chegando ao carro com duas crianças, o vidro do motorista estava aberto, três disparos certeiros e estava feito. Acelerou ainda a tempo de ouvir os gritos da mulher e das crianças que viram seu pai morrer.

2 comentários:

Magui disse...

Este texto mostra que seu inconsciente está tomando sua imaginação.Vc já foi mais romântico.Por falar nisso, ainda namora a bela ruiva mineira?

Elita disse...

My friend, vc está realmente pegando pesado... é uma linha interessante.
será que vem uma saga por aí?

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