sexta-feira, 13 de maio de 2011

A Última Missão

Seria uma missão fácil. Um homem desconhecido, sem seguranças, estatura mediana, não possuia treinamento em técnicas de combate. Frank era um assassino experiente, ex-combatente das forças armadas, mercenário conhecido. Divertia-se matando com as próprias mãos, gostava de sentir o poder de suas mãos em volta do pescoço de sua vítima, a força de seus golpes quebrando ossos. Nunca havia matado uma mulher dessa forma, não via graça, mas sabia que alguns de seus tiros durante a guerra haviam atingido mulheres e crianças. Isso não o incomodava, sabia que era consequência de conflitos armados.

Estudou a rotina de sua vítima e resolveu emboscá-lo em uma de suas saídas noturnas. Ficaria parecendo uma briga de rua, ele se divertiria vendo o medo nos olhos do adversário, espancaria-o até a morte ou cortaria seu suprimento de ar até que sua língua caísse da boca.

Lembrava-se com prazer de algumas de suas vítimas. O engomadinho que ele fez questão de quebrar todos os ossos da face, o sujeito que tentou lutar usando um martelo e terminou com o crânio quebrado. Não gostava do estilo de franco atiradores como Adam, se escondendo e matando à distância, com medo de serem descobertos. Gostava do confronto, de ver a vida escapar pelos olhos de suas vítimas.

Na primeira noite houve um desencontro, o homem voltou por outro caminho e ele não conseguiu emboscá-lo. Ficou furioso, passou em um bordel, escolheu duas prostitutas e aplacou sua raiva com sexo até que amanhecesse. Como sempre, havia tomado aditivos e isso o deixava mais agitado e violento. Era uma das consequências de conflitos armados, soldados muitas vezes voltavam viciados em algum tipo de droga.

Na noite seguinte teve mais sorte e viu seu cordeirinho se aproximando. Só o porte de Frank metia medo, até policiais o evitavam, prostitutas diversas vezes reclamavam de seu jeito grosseiro e do pouco controle que tinha de sua força. Com pouca sutileza postou-se a frente do sujeito que passava fazendo-o parar e olhar para ele confirmando assim que era sua vítima.

Não eram necessárias palavras e antes que o homem dissesse alguma, Frank socou-lhe o estômago com força, era um bom começo pois tira o ar do sujeito que por vezes começa a babar. Apesar do impacto jogá-lo para trás, o homem não esboçou mais nenhuma reação, o segundo soco foi destinado ao seu rosto mas um movimento rápido fez com que a mão passasse a centímetros de sua orelha. Ao vê-lo se deslocar para sua esquerda, Frank o chutou com esta mesma perna na altura das costelas mas o chute foi aparado com facilidade pelo homem que o jogou no chão.

A surpresa o excitou mais ainda e ainda no chão ele tentou chutar-lhe as pernas mas com um salto o homem desviou e caiu sobre sua coxa. Frank levantou-se rápido mas o adversário não parecia querer fugir. Isso soou como um desafio, quase uma ofensa. Ele desferia uma série de socos e chutes, dos mais variados e rápidos, todos defendidos com facilidade. Seu coração acelerava e ele começava a ficar ofegante. Tentava mas nada surtia efeito, seus socos passavam no vento, o chute parecia atingir uma coluna de aço, estava cansado, o suor lhe escorria pelos olhos e ele não viu quando algo o atingiu no estômago.

- Não é assim que você gosta de começar, Frank?

Sentiu um golpe no queixo e sua cabeça foi levada de encontro à parede. Pensou que aquilo poderia ser uma armadilha feita pela agência mas os pensamentos já não eram claros. O homem deu-lhe tempo para se recuperar e voltou a atacá-lo, porém seus golpes eram muito rápidos e certeiros, ele sentia suas costelas quebrando, órgãos internos atingidos, o sangue escorrendo. Era socado e chutado sem chance de reação, tratado como uma criança. Tentava reagir, sempre em vão, não tinha mais forças, não conseguia raciocinar. Pensou que teria uma morte digna, em combate, e sabia quem era seu algoz, não fora morto por um tiro disparado a esmo em um campo de batalha.

Caiu no chão de joelhos, as pernas doiam com as pancadas, a mão levada ao abdomem instintivamente não servia mais como proteção. Levantou a cabeça e deu uma última olhada no rosto do homem que deveria matar. Um chute na base do crânio quebrou seu pescoço e sua morte não foi muito demorada.

Um comentário:

Tinúviel disse...

Gente, o cara mais foderozo morreu!!
Como assim Bial?

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