domingo, 11 de março de 2012

Espancado

O sujeito teria sido pego depois de esfaquear uma mulher para roubá-la. A população queria fazer sua justiça, espancáva-o, não duraria muito tempo.

Hank se aproximou da multidão, sempre achou que em muitos casos essa era a melhor forma de se fazer justiça. Com dificuldade aproximou-se do homem que sangrava, agarrou-o pela gola da camisa, puxou sua pistola e contra todas suas ideias até o momento deu um tiro para o alto dispersando a multidão.

- Quem vocês pensam que são para agir dessa forma, julgando, condenando e aplicando a pena? Como podem ter certeza de que este é o ladrão, como sabem se o ato foi cometido em momento de desespero?
- Eu o vi roubando, fui eu quem o pegou!
- Ele ainda estava com o roubo quando o cercamos!
- A mulher já está morta, ele merece a mesma pena!

A multidão respondia, sua pistola em punho mantinha os exaltados a uma distância segura.

- E por que acham que devem vocês fazer essa pena ser cumprida? Seriam piores do que ele se fizessem isso, como vão chegar em casa com as mãos sujas de sangue? Vão se sentir bem, conseguirão dormir? Pois eu digo, nenhum de vocês vai para casa hoje com as mãos sujas de sangue! Ouviram? Não sujarão suas mãos com o sangue deste homem hoje!

Diante da determinação e da arma de Hank a multidão dispersou. O homem olhou de lado para seu salvador. Um sorriso aliviado surgiu em seu rosto ensanguentado. Hank olhou-o nos olhos, viu sua gratidão.

Ato contínuo, apontou a pistola para a cabeça do homem e puxou o gatilho.

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