quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Tempestade.

O vento soprava sem muita força, nuvens escuras passavam aceleradas sobre as cabeças das pessoas na rua. A chuva se anunciava mas não vinha. No chão o lixo voava atrapalhando o caminho dos mais apressados. Era inverno com calor de verão, um Sol ainda forte esquentava a rua. Nada parecia importar naquele momento, a mente das pessoas seguia mais vazia que o habitual, não havia sinal de que algo extraordinário aconteceria.

Ao parar no meio da rua, um leve movimento de sua cabeça pareceu fazer o vento soprar mais forte. Levantando os braços fez as pessoas ao seu redor serem jogadas para o lado, carros se levantaram do chão e viraram sobre a calçada. Olhava para os lados e o vento ficava mais forte, o calor aumentava e as nuvens se juntavam como se uma tempestade terrível viesse pela frente.

Movimentos rápidos fazia com que pessoas e carros fossem atiradas para longe. O chão tremia e o sangue começava a pintar as calçadas e paredes dos prédios. Rachaduras surgiram no asfalto, muros racharam, pessoas esmagadas sob escombros. A chuva forte começou a cair, não havia mais Sol mas o calor aumentava. Escuridão quase total interrompida por relâmpagos mais fortes do que os para-raios podiam suportar. Incêndios, mais calor, chuva, sangue, correria, mortes.

Alguém notou o homem parado como se nada ao seu redor acontecesse. Outros notaram, alguns se assustavam mas outro homem olhava com calma para tudo, sem se afetar. Parecia mostrar-se satisfeito, orgulhoso.

No meio da tempestade, da destruição, da morte e da guerra, pelo menos um homem se mostra feliz e satisfeito...


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