sábado, 26 de dezembro de 2009
Inté 2010.
O Natal aqui em casa foi bom, dei alguns presentes úteis, especialmente para minha tia. Também ganhei coisas que queria/precisava. Felizmente não somos daquelas famílias que se desentendem o ano todo para fingir algo no Natal. Nos damos bem, sempre que dá aparecemos um no aniversário dos outros.
Estou convivendo com minhas dores, a cada dia levanto com uma surpresa do tipo "onde será que vou sentir dor hoje?" e quase sempre é no joelho mesmo. Mas isso não vai atrapalhar minhas férias. Dia 3 eu subo a bordo, 9 dias longe, nem esperem por sinal de vida, Costa Victoria me aguarda.
PS: Sabe o que vai ser legal de 2010? É que aqueles óculos ridículos com o ano estampado poderão ser usados pela última vez em 10 anos!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Minha mãe e os filmes de fantasia
E aí temos três tipos de mentira:
Aquela que tenta imitar a realidade, sem viagens, apenas personagens "reais" passando por situações fantasiosas, exemplo, filmes do Woody Allen;
Tem a mentira dos filmes de ação que dizemos o tempo todo "que mentiiiiira" mas achamos graça mesmo assim. Mas às vezes nos sentimos revoltados com tamanho descaramento do diretor;
E tem a dos filmes-fantasia, ficção científica ou variações como Super-Homem, Senhor dos Anéis e Guerra nas Estrelas. Nesse você sabe que está sendo enganado mas não liga.
Minha mãe costuma ver o último tipo de filme como vê o segundo, reclamando o tempo todo das mentiras. Dia desses víamos "A bússola dourada" quando ela pergunta como a garota trocava de roupa se ela não tinha levado mala nem nada e eu digo "mãe, o urso fala, você está preocupada com a roupa da garota?"
Ela riu.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Mãe é mãe...
Pouco antes das 19hs eu ouço meu celular com uma mensagem dela perguntando onde eu estava. Ela estava na cozinha de casa, chegou pouco depois de mim e não viu que eu estava lá!!
domingo, 13 de janeiro de 2008
Meu avô
Hoje fiz essa estripulia da foto, voltando a brincar como quando era criança, aprontando de bicicleta. Quem me ensinou a fazer isso foi meu avô.
Meu pediatra, Dr Dario, dizia ser nosso avô (meu e do meu irmão) e dizia que mãe educa, pai deseduca e avô corrompe. Meu avô, seu Cadmo, nos aturava em sua casa em Realengo. Lá ele fazia estilingue pra gente (tem um do meu irmão até hoje aqui, sem a borracha), jogava vôlei e nos levava para andar de bicicleta no campinho que tinha ali perto, onde disse que andava desse jeito quando era criança.
Ele aprendeu a nadar no Rio São Francisco quando ainda morava em Alagoas nas cidades de Piranhas e Penedo. Fugiu de Lampião algumas vezes e odiava quando ouvia dizer que ele foi um herói. Veio para o Rio com 17 anos expulso pelo pai que já o achava muito velho para criá-lo. Chorou no barco vindo para cá quando se viu cercado de mar por todos os lados. Se casou com uma mulher dez anos mais velha contra a vontade da família. Fugiu do Nordeste com ela.
Não era um tipo de homem muito educado ou carinhoso no trato com as pessoas, mesmo a família, mas como ser assim se em casa ele não teve esse carinho? Criou duas filhas como lustrador de móveis no Catete e uma vez foi de lá até Realengo de bicicleta. Cuidava da casa com as próprias mãos, gostava de cachorros.
sábado, 13 de outubro de 2007
19 anos...
O tempo voa... Conheço pessoas que não tem essa idade e já tem esse tempo todo que você foi embora.
É estranho sentir mais falta agora, tanto tempo depois. Apesar da excelente criação que eu tive, acho que em alguns pontos você fez falta e isso está dando pra notar agora.
Sei que você queria ter visto eu e meu irmão formados. Ano passado quase chorei vendo o vídeo da formatura dele, pensando que você queria ver aquilo. Acho que, onde quer que esteja, você deve ter visto tudo isso, deve estar acompanhando nossas conquistas e deve estar orgulhoso também.
E daqui eu só posso dizer que te amo, pai.
quinta-feira, 16 de novembro de 2006
Adeus, Madchen

Ontem minha bichinha foi embora. Não tenho nem muito o que dizer agora, ou talvez tenha tanto que nem dê pra colocar aqui.
Foram 14 anos do lado dessa bichinha, muito tempo e agora dói pra caralho ver que ela foi embora.
Quem não tem bicho não sabe como é isso. Nem sabia que foto dela colocar aqui, se a última, com ela de sapatos, se uma dela triste ou uma dela rindo. Cada uma dói de um jeito diferente. Escolhi essa mesma, engraçada como ela era, com esse sorriso lindo.
Sei que muita gente daqui já devia até ser íntimo dela de tantas fotos já postadas. Outros sabiam mais, a conheciam pessoalmente, sabiam de como ela estava.
É foda andar pela casa e procurar em cada canto que ela costumava ficar e saber que ela não vai estar lá.
Por mais que ela estivesse doente e velhinha não dá pra não ficar triste com o que
aconteceu. De consolo a gente tem isso e o fato de que estávamos todos juntos dela na hora que ela partiu.
Agora ela pode voltar a andar por onde quiser, correr, brincar, pular, tudo que ela gostava e não conseguia fazer mais. Está livre pra sempre.
O texto abaixo foi deixado por minha amiga Flávia no meu Orkut.
HOMENAGEM A MADCHEN
Minhas posses materiais são poucas e eu deixo tudo p/ vc...
Uma coleira mastigada em uma das extremidades, uma desajeitada cama de cachorro e uma
vasilha de água que se encontra rachada na borda.
Deixo p/ vc a metade de uma bola de borracha, uma meia rasgada que vai encontrar debaixo da geladeira e uma porção de ossos enterrados no canteiro e sob a minha casinha.
Além disto, eu deixo p/ vc a memória, que álias são muitas. Deixo a memória de 2 enormes e meigos olhos cor de mel, de um nariz molhado e de choradeiras atrás da porta.
Deixo p/ vc um tapete esfarrapado em frente à sua cadeira preferida, o qual nunca foi
consertado com o tipo de linha certa...eu o mastiguei todinho, qdo ainda tinha 5 meses de idade, lembra-se?
Também deixo p/ vc memórias da 1º surra que levei qdo comi seu celular e tb todo o meu esquecimento...
Deixo p/ vc um esconderijo que fiz no jardim debaixo dos arbustos perto da varanda, onde costumava me esconder do sol. Ele deve estar cheio de folhas agora e talvez tenha dificuldades em encontrá-lo. Sinto muito!
Deixo tb, só p/ vc, o barulho que eu fazia ao sair correndo sobre as folhas, qdo andávamos pelo Jardim Botânico.
Deixo ainda a lembrança de momentos pela manhã, qdo saíamos juntos pela Lagoa e vc me dava aqueles biscoitos coloridos. Recordo-me de suas risadas, pq eu não conseguia alcançar aquele gato impertinente.
Deixo-lhe como herança minha devoção, minha simpatia, meu apoio qdo as coisas não andavam bem, meus latidos quando vc levantava a voz aborrecido, e minha frustração por vc ter ralhado comigo todas as vezes que eu colocava o nariz debaixo da cauda.
Eu nunca fui à igreja, nunca escutei um sermão e sem ter dito sequer uma palavra em minha vida, deixo p/ vc lições de paciência, de tolerância, de amor e de compreensão.
Sua vida tem sido mais rica pq eu vivi.
