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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Amor e Apego

O vídeo dessa monja andou repercutindo na internet. O que é amor, o que é apego, por que confundimos um com outro? Será que algum dia amamos de verdade ou só tivemos apego? Assista, clique no quadradinho no canto inferior direito que a legenda aparece.




Conversando sobre isso com uma amiga começamos a conjecturar várias situações a respeito destes dois sentimentos, em quais tipos de relacionamento essas definições se aplicam?


O apego é colocado como um sentimento de posse, de medo de perder. O amor envolve algo mais carinhoso em que este medo não existe. Então, num relacionamento amoroso, o ciúmes tem lugar? Os relacionamentos seriam puramente amorosos ou têm sempre um pouco de apego de ambas as partes?


Quando alguém vê um parceiro olhando para outro na rua vem aquela ponta de ciúmes, mas por que isso? Talvez porque naquele momento ele foi trocado, ele perdeu um pouco da atenção do outro. O ciúme que surge naquele momento pode ser o medo de que esta troca cresça, que o interesse por outros ou por alguém específico cresça. E então ele é trocado de vez, perde o outro. Ciúmes então é um medo de perder, algo relacionado mais ao apego do que ao amor - considerando a definição da monja - mas existe algum relacionamento totalmente livre de ciúme? Amor e apego andam de mãos dadas?


Saindo da relação de um casal, expandindo para amigos, família. Quem não tem medo de perder um parente? No entanto ninguém associa o relacionamento de pais e filhos com apego, pelo contrário, diversas pessoas dizem que aquele sim é um amor incondicional. Vemos alguns pais criando realmente os filhos para o mundo enquanto outros parecem criar os filhos para si mesmos, com um medo enorme de perdê-los. Talvez em uns o amor seja maior que o apego e em outros seja o contrário. Filhos também têm muito medo de perder os pais, não gostamos nem de pensar nisso. Agora, imagine aquela situação triste em que vemos um ente querido extremamente debilitado por uma doença ou acidente, numa cama de hospital, inconsciente ou pior, plenamente ciente de seu estado vegetativo, ansiando por uma morte digna. O medo desta pessoa morrer, de perder esta pessoa é muito pouco relacionado ao amor é mais ligado ao egoísmo. Deixar que esta pessoa se vá é visto como uma grande prova de amor. Como quando alguém deixa aquele que ama viver uma aventura em outro país porque sabe que aquilo será melhor para ele sem medo de perdê-lo.


Uma vez li em uma entrevista um cara dizendo que quem ama a vida tem medo da morte, mas o que é a vida se não o medo de perder a vida? E medo de perder não é o que chamamos de apego? Então temos mais apego do que amor à vida ou este medo de morrer é algo além da nossa natureza humana e mais ligada à nossa natureza animal, ao nosso instinto básico de sobrevivência? Já falei aqui que realmente admiro pessoas que não têm medo de morrer, acho que isso é extremamente raro, a plena consciência da morte e de que isso é inevitável então não adianta temê-la. Curioso eu ter visto isso mais em pessoas idosas, um grupo que por se ver este momento muito mais perto passa a temê-lo ou aceitá-lo mais intensamente.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pobre Johnny Depp


O pessoal tem falado do Johnny Depp e da namorada que trocou ele por outra garota. Lembro que o James Cameron também foi trocado por outra, a esposa dele na época era a Linda Hamilton, ou Sarah Connor, como preferirem.

A primeira coisa que passa na cabeça, especialmente dos homens, é zoar o cara. Claro que eu vou zoar qualquer um, não sou santo, meus amigos que o digam. Mas, falando sério, eu acho que me sentiria mais confortável sendo trocado por uma mulher do que por um homem e a explicação é simples.

Sarah Connor

Se a garota troca o cara por outro, a pergunta que vem logo é "o que ele tem que eu não tenho?". E aí o sujeito abandonado vai perder um precioso tempo de sua vida sofrendo com essa pergunta e a dor de corno, aqueles pensamentos que todos que passaram por isso conhecem. Mas e se ela o trocar por outra garota? A tendência é dizer que ele não foi homem suficiente (e outra mulher seria?) ou que ele traumatizou a menina. Nada disso, pra mim o que houve é que a natureza da garota era essa e contra a natureza de alguém não tem como lutar. Ela pode ser bi, pode ter se descoberto lésbica, tanto faz, naquele momento ela quis uma mulher e eu não sou uma mulher, nunca serei, não consigo nem aproximar meu comportamento ao de uma por mais que tente entendê-las e me colocar no lugar de qualquer pessoa para entender seus problemas. Eu nunca serei capaz de atender as necessidades e desejos de quem prefere mulheres.

Se for o caso de um cara trocando a menina por outro cara, a pergunta "o que ele tem que eu não tenho?" fica muito mais fácil de responder.

Antes que perguntem, nunca fui trocado por outra garota, mas uma ex-namorada minha hoje vive feliz com outra mulher.

Em tempo, eu não vou ter pena de um cara por quem praticamente toda garota que conheço já derramou um pouco de saliva.

sábado, 2 de junho de 2012

Homens Românticos

Muito se fala que mulheres são mais românticas que os homens. Eu digo que o romantismo delas em geral se limita a comédias românticas e músicas melosas. Em geral querem o príncipe encantado, você as vê querendo um cara que se dedique a elas e blá blá blá.

Essa semana a imagem abaixo foi publicada no Globo. O vencedor do Comida di Buteco, usa seu grande momento pra declarar seu amor à esposa.


Certamente já vimos uma cena bem parecida, com alcance muito maior. Em 2002, após o Brasil ganhar seu quinto campeonato mundial o capitão Cafu, no maior momento de sua carreira, declarou seu amor à esposa Regina para que o mundo inteiro visse.


Eu acho que esses aí são dois exemplos do romantismo dos homens. Nos maiores momentos de suas carreiras eles lembraram de suas amadas. Tentei aqui lembrar de algo assim vindo das mulheres. As leitoras podem me ajudar?

domingo, 22 de abril de 2012

O Segredo dos Homens

Vejam este pequeno trecho do fantástico documentário "Metal - A Headbanger Journey" (Metal - Uma Jornada Headbanger) de Sam Dunn. Nele a socióloga Deena Weinstein fala do Heavy Metal e o masculino mas em muito pouco tempo ela fala muito sobre os homens.




Liberdade. Simples, liberdade, é isso que os homens querem e é isso que representam. Mulheres vão espernear, dizer que elas também querem liberdade, que todo ser humano quer liberdade e eu não nego isso. O que interessa mesmo no vídeo é o que ela fala no fim, quase por último "...e as mulheres sempre tentam atá-los e domesticá-los". Essa é a diferença.

Mulheres estão sempre querendo colocar os homens na coleira, dentro da lata, domesticar. Dizem que precisamos saber apenas quatro letras O B D C, tentam controlar o que pensamos, já viram algum homem perguntar "no que você está pensando?". Não adianta citar o seu ex, o primo da sua vizinha, estou falando da grande maioria dos casos.


A mulher quando namora começa a controlar a roupa do cara, onde vão jantar, que filme vão ver, para onde vão antes, durante e depois do encontro. Acham até ótimo esse domínio, mostram quem realmente manda. A sua garantia de segurança está em manter o sujeito na coleira sem perceber que a coleira o sufoca. O controle é exercido de diversas formas, pode-se até fazer analogia com ditaduras ao longo do mundo com governos controlando acesso à internet, grampeando telefones, censurando canais e programas de TV. Até os motivos são similares "homens são cafajestes, a gente tem que tomar conta" "existem dissidentes no povo, devemos controlá-los".

Mas uma hora o homem olha em volta e se vê numa gaiola, enjaulado. Aí vem uma cena de Triplo X com Vin Diesel e Samuel L Jackson.



Infelizmente não a encontrei, nem o DVD, se alguém puder me mandar, agradeço

Nela o personagem de Jackson tenta convencer Diesel a trabalhar para ele mas sabe que ameaçar de morte um cara que se arrisca o tempo todo não adianta. Então ele fala sobre a diferença de um leão que nasceu em cativeiro para um que foi capturado. O leão capturado já andou pelas savanas, tem um olhar selvagem mas o tempo de cárcere faz com que esse olhar se perca e o brilho se apague.

Esse diálogo sempre me marcou. Jackson não convence Diesel a aceitar sua proposta de forma violenta, ele faz com que Diesel se veja enjaulado. Para um cara como Alexander, que vivia da forma como se vê no filme, isso seria pior do que a morte. Um leão enjaulado, morrer em vida. É assim que muitos homens se sentem em seus relacionamentos e chega uma hora que preferem sumir ou sair fora do jeito que der, agindo exatamente como a namorada ou esposa não gostaria que ele agisse, escapando-lhe pelos dedos como um sabonete quanto mais ela aperta.

Isso lembra da piada sobre a mulher que acorda de madrugada e vê o marido chorando na sala e pergunta o que houve. Ele diz:

- Lembra-se de quando nos casamos, que seu pai disse que se eu não casasse com você ele me colocaria na cadeia por 20 anos?
- Sim, eu me lembro, amor, o que tem?
- Amanhã eu estaria solto



sexta-feira, 26 de março de 2010

Pessmistas, realistas, otimistas e agourentos

Cara, como as pessoas torcem contra os outros. Outro dia na academia comentei com um dos professores que as aulas novas que ele está dando (o segundo andar foi inaugurado há pouco tempo e ele assumiu as aulas em grupo) estão cheias. Ele disse que é bom porque entra uma grana extra quanto mais alunos ele tiver. Fiquei feliz, o trabalho do cara tá dando resultado, mais alunos = mais dinheiro pra ele. Talvez quando ele foi chamado pra ficar mais tempo na academia dando essas aulas alguém falou que era besteira e que ele poderia ganhar mais se fosse dali para outro lugar, ainda deve ter gente dizendo que o que ele ganha a mais não compensa mas o cara me pareceu feliz com o resultado.

Faz quase dois meses que comecei um namoro com uma menina de 19 anos que mora em Juiz de Fora. Pra quem não sabe, eu tenho 30, são 11 anos de diferença, sei fazer contas, sou formado em engenharia. Também são 3 horas de viagem até Juiz de Fora. Desde que comecei esse relacionamento tenho ouvido mais pessoas "realistas" do que gente que se mostrou realmente feliz por mim.

De cara alguns já vieram falar em casamento, certamente porque eu tenho 30 e isso é "idade pra casar" (tenho que fazer um post sobre esse tema) sem levarem em conta que ela tem 19 e ainda nem está na faculdade. Agora o que eu tenho ouvido são pessoas "realistas" me dizendo que esse namoro não tem muito futuro, o quanto isso vai durar com essa distância, nos vendo pouco e sei lá mais o que. Agora, quem disse que eu estou preocupado com isso?? Será que todo mundo começa namoro pensando se ele vai durar, quanto vai durar, como vai terminar?

Quando eu falava das minhas possibilidades de encontrar alguém, especialmente no RJ, me chamavam de pessimista, agora eles são realistas e eu otimista?

quinta-feira, 25 de março de 2010

Quem ama de verdade cheira o suvaco

Cara, quando eu postei essa foto e comecei a usar essa frase no MSN muita gente veio falar comigo com nojo, a maioria mulheres. Pô, não estou falando de cheirar suvaco suado e fedorento não, é só cheirar o suvaco. Será que o pessoal se recusa a cheirar o suvaco do(a) amado(a) depois do banho ou logo ao acordar? Tem algo de tão nojento nisso? Se tem, na boa, nem quero imaginar como é o sexo dessa galera, cheio de nojo e frescura, ou vai dizer que não acham nojento todo o resto do sexo??

Foto tirada em Paquetá

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Você iria para a cama comigo hoje à noite?

Muitas vezes falei desse assunto com amigas minhas mas dificilmente elas concordam. Já sugeri que algumas fizessem a experiência descrita abaixo e me surpreendi quando soube que ela já foi feita há muito tempo. Mesmo considerando a distância no tempo, hoje os resultados não seriam diferentes. Leiam a experiência e meu comentário depois dela.


Você iria para a cama comigo hoje à noite?

"Alguns dos homens que caminhavam tranquilamente pelo campus da Universidade da Flórida em 1978 foram abordados por uma bela mulher que dizia: “Eu tenho observado você. Te acho muito atraente. Você iria para a cama comigo hoje à noite?”.

Os rapazes provavelmente pensaram que se tratava de seu dia de sorte, mas na verdade eles estavam tomando parte involuntariamente num experimento criado pelo psicólogo Russell Clark.

Clarck convenceu os estudantes de seu curso de psicologia social a ajudarem-no a descobrir qual sexo seria mais receptivo a uma oferta sexual de um estranho. A única maneira de descobrir, segundo ele, seria ir para a rua e observar o que aconteceria em uma situação real. Instruídos por ele alunos e alunas saíram pelo campus fazem a proposta a estranhos.

Os resultados não surpreenderam. Setenta e cinco por cento dos homens aceitaram a proposta (e aqueles que recusaram, em sua maioria, alegaram que eram casados ou tinham namorada).

Das mulheres abordadas, no entanto, nenhuma aceitou. Na verdade, grande maioria se sentiu ofendida e exigiu que o rapaz se afastasse.

Inicialmente o experimento de Clark foi rejeitado pela comunidade psicológica como sensacionalista, mas eventualmente ganhou aceitação e admiração por mostrar o quão discrepantes são as atitudes sexuais de homens e mulheres. Hoje é considerado um clássico."



O que eu quero dizer com isso? O que todo homem sabe e algumas mulheres também mas que a maioria delas não admite: é muito mais fácil para a mulher conseguir um homem do que o contrário. Claro, todas vão dizer que não é assim, que se quisessem qualquer um era fácil, que homem não tem critério e blá blá blá. Mas é isso mesmo! Como assim? Explico.

O homem, selecionada a mulher (praticamente qualquer uma), precisa passar pelo rigoroso critério de seleção dela e aí, como nosso amigo da experiência, vai tentar, tentar, tentar muito até conseguir algo. Porque vocês acham que um homem, em um local adequado, parte pra cima de todas? Se tiver 10% de eficiência, tem que tentar pelo menos 10 mulheres para conseguir uma, supondo que ele seja o tipo que agrade 10% das mulheres. Por tipo entendam aí os seus critérios, aparência, roupa, inteligência, humor, sorriso, grana, o que seja.

E a mulher? Selecionado o homem, depois dos seus rigorosos critérios, ela não terá mais praticamente obstáculo nenhum já que os critérios dos homens são praticamente nulos. A dificuldade delas está em selecionar o homem já que dificilmente 10% da população masculina de um local irá agradá-la. Então, muito mais difícil pra mulher, já que ela tem que passar pelo critério dela para achar alguém, certo? Não, isso tornaria as coisas no máximo igual para os dois. No entanto, a partir do momento que a mulher baixa seus critérios, as coisas ficam cada vez muito mais fáceis. E nem precisa apelar para o "pegar qualquer um".

Eu sempre lembro de um reality show que o Luciano Huck fez uma vez, um tipo de Ilha da Putaria em que colocou 6 caras e 6 garotas pra se pegarem. Vi o primeiro episódio e enquanto os caras ficaram felizes porque cada garota agradou mais a cada um deles, o que não traria disputas, as garotas diziam "ah, vamos combinar, nenhum ali é grande coisa". E era o padrão Globo de gente para aparecer na TV.

Admito que isso se aplica quase exclusivamente a relações temporárias, de um dia (ou noite) só. Em relações duradouras surge o velho medo masculino do compromisso e aí a coisa complica para as mulheres. E porque? Porque os papéis se invertem e aí é o homem quem fica muito mais seletivo.

Mesmo para quem ainda discorda, é só ver o resultado da experiência, ou refazê-la por conta própria. Ou seja, com um homem e uma mulhere baixando seus critérios a zero, a mulher teria muito mais chances do que o homem. Se todos os homens e mulheres baixarem os critérios, você tem o Carnaval de Salvador.

PS: Se quiserem ler mais experiências bizarras, vejam em: Experimentos mais bizarros da história

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Pré-Carnaval

Há uns 12, 13 anos eu passava o Carnaval no Rio e as pessoas me perguntavam o que eu fazia aqui. Todo mundo viajava e a cidade ficava vazia, os blocos eram pequenos, terça de carnaval geralmente era meio morta. A coisa foi crescendo, hoje todo mundo fica no Rio para o Carnaval, os blocos passaram a dizer um horário e sair em outro para não ficar muito cheio. Lembro que na primeira vez que fui no Bloco de Segunda, em Botafogo, ele comemorava 10 anos, na última vez estava comemorando 20.

Ontem o Suvaco fez seu 25º desfile e certamente foi o único bloco que fui esse ano. Enjoei das músicas repetidas, as mesmas marchinhas e mesmos sambas antigos. Cansei da muvucada, do povo suado e bêbado, do Sol na cabeça. Agora surge um monte de blocos que os caras fazem para se divertir com os amigos e por isso não divulgam horário nem lugar do desfile, que fiquem em casa então! Essa dos horários me broxou também. E nem venham me dizer que estou sendo chato ou velho, afinal, eu já ficava aqui quando todo mundo ia pra Maromba, Sana, Trindade, Ilha Grande, Ouro Preto, Salvador, Recife, Olinda ou o que seja. Eu vi e de certa forma participei da retomada do carnaval de rua do Rio, indo atrás até de blocos com "carros de som" adaptados em lixeira, desfilando na ciclovia da praia ou dando a volta no quarteirão.

Esse ano eu vou pra uma cidade praticamente sem carnaval, Juiz de Fora. Lá tem coisa muito melhor pra mim porque depois de quatro anos solteiro, foi lá que arrumei uma namorada.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Amizade de cu é rola

Ao contrário do que gosto de fazer, esse vai ser um texto longo e, por ser longo, sei que quase ninguém vai ler por inteiro e como quase ninguém vai ler, vou soltar alguns cachorros. De repente é bom até quem não leu tudo nem comentar mas, se mesmo assim quiser, admita que não leu. Ninguém deu muita atenção ao passo a passo do toscoshop então não espero que ajam diferente com isso aqui.

Não comemorei dia do amigo, não mandei e-mail nem cartão nem mensagem pra ninguém, no máximo dei uma ou outra resposta. Não estou em boa fase pra comemorar amizades e ando duvidando das pessoas, cada vez mais aborrecido com elas.

Estou cansado de tantas decepções. Quanto mais eu penso, mais falo, mais vivo, eu vejo só decepções para mim e para os outros. Outro dia eu falei que você só é legal enquanto é útil e muita gente concordou. Uma ou outra estranharam, vieram perguntar o que era aquela frase, curiosamente algumas pessoas que me inspiraram a escrevê-la mas eu não falei disso com elas, a verdade incomoda e essa frase já incomoda um bocado.

Aprendi que, cedo ou tarde, as pessoas vão me sacanear, de uma forma ou de outra e parece que isso vale pra todo mundo também. Então não adianta depositar o mínimo nelas, não vale a pena confiar, demonstrar carinho ou o que seja.

Outro dia recebi um e-mail pedindo doação de sangue, era o repasse do repasse. Fui ver o texto original, reconheci o e-mail e vi que era de uma colega minha cuja avó estava precisando. Lembrei de quantas vezes eu procurei saber como ela estava, das vezes que conversei sobre os problemas dela, das vezes que mostrei preocupação. Pra que? Pra ficar sabendo pelo repasse do repasse do e-mail que a avó dela estava precisando de doação de sangue. Quer dizer, é mais ou menos isso que a gente recebe por tentar ser amigo. Reparem que eu não cobrei que ela se preocupasse comigo, que tentasse manter contato ou o que fosse, disso já desisti, fiquei chateado por ver que minha preocupação era à toa.

Um clássico de quem tenta desabafar é ouvir de volta uma lista de problemas maiores da pessoa, de conhecidos ou dos pobres do mundo. Eu digo que o maior problema do mundo é o seu porque só você pode fazer alguma coisa por ele e saber dos problemas dos outros não faz o seu ficar menor porque ele é seu. Muita gente tem problemas mais grave, é verdade, mas e daí? Foda-se, eu não posso resolver os problemas do mundo e só porque um não tem o braço e a perna que o maneta vai ficar mais satisfeito. Vai ficar mais resignado, só isso, mas ele ainda vai ter dificuldades pra tocar guitarra.

Então me dá no saco quando eu tento desabafar sobre o que está me acontecendo e o outro vem desfiando um rosário de problemas e acaba revertendo a situação e se lamentando comigo enquanto me critica por eu reclamar dos meus problemas. Quer dizer, os dele eu tenho que ouvir mas os meus são merda. Ou então quando começam a contar dos problemas dos outros. Ainda mais no meu caso atual, isso só serve pra ver que amigos eu tenho.

Esse papo de tentar me convencer de que não tenho problemas já deu também, cheguei a ouvir que eu tinha tudo quando nem emprego eu tinha direito, sem falar que nem pai eu tenho, avô não tenho nenhum há oito anos e minha família cabe, literalmente, num fusquinha.

Outra é uma velha questão que sempre acontece comigo, ser preterido. Perdi a conta de quantas e quantas vezes o programa que eu tinha marcado com alguém foi deixado de lado por um churrasco ou qualquer outro programa mais interessante, nem que seja dor de corno em casa. Odeio quando furam comigo, quando marcam alguma coisa e, em cima da hora, desmarcam, depois de eu ter deixado de aceitar vários outros convites por causa daquele. Pra mim a prioridade é a ordem de chegada. Mas comigo não, parece que qualquer outro evento é mais interessante, churrasco, cinema, show, futebol. E olha que eu sou do tipo que entendo quando a pessoa tem realmente algo mais importante pra fazer mas já terminei namoro por que tudo pra ela era tinha preferência, de pegar a mãe no ponto de ônibus a dar banho no cachorro.

Ah, mas quem me conhece um pouco mais vai dizer que eu vivo recusando convites. Ok, sou chato pra certas coisas mesmo, não sou de fingir que gosto de alguma coisa só para agradar mas muitas vezes me sacrifico por alguém. Mas também sei que muita gente chama os outros para dar número ao seu evento, dar público, dizer que “bombou”, se não fosse assim essas pessoas não seriam aquelas que eu listei mais acima, que furam, que largam de mão, que ignoram. Se você leu até aqui sabe quanto são dois mais dois. Na hora do evento delas querem número mas são as primeiras a trocar o eventos dos outros por algo mais interessante.

Quando eu estava para fazer meu aniversário desse ano contei como não estava animado e falei das pessoas que não iriam. Muita gente me falava para eu dar atenção aos que foram. Eu só chamei quem eu queria que fosse, não chamei ninguém para dar número até porque não se consegue dar atenção a ninguém direito. Mas e o contrário, será que existe? Será que alguém dá valor aos que vão ao invés de se lamentar pelos que não foram?

E os “amigos” que querem ajudar te enfiando numa merda maior ainda? Uma vez eu disse que ia aprender dança de salão, um monte de gente criticou. Aí falei que ia passar a beber e todo mundo adorou, quiseram saber quando ia ser o primeiro porre. Vários dizem estar aí a solução para tudo, a base para a felicidade, beber. Felicidade vem engarrafada, enlatada e as pessoas perdem tempo procurando em outros lugares. Isso quando não me oferecem coisas mais legais, tipo maconha e cocaína. Quando eu comecei a fazer Kung Fu, há seis anos, teve gente que riu na minha cara, sem exageros. Hoje sou vice-presidente da minha associação, instrutor filiado à Federação Estadual de Kung Fu do Rio de Janeiro e estou a poucos passos de chegar à faixa preta. Não falo pra mais ninguém dos meus planos, do que faço ou o que invento de fazer.

Alguns vêm falar de postura negativa. Não sabem nem para onde está ventando e vêm falar alguma coisa, dizendo que só olho o lado negativo. Bom, se eu estiver falando do lado negativo, certamente estarei olhando para ele. Se eu acho que estou com problemas e estou triste não é vendo apresentação de Power Point com mensagens edificantes que eu vou pensar diferente. Sou uma pessoa que, quem está a minha volta, não percebe quando estou mal, não mesmo. Consigo esconder isso muito bem, não desconto nos outros, no máximo fico quieto, na minha. Só que tem vezes que quero falar, colocar alguma coisa pra fora, desabafar e é aí que vem esse tipo de gente falando que estou sendo pessimista, negativista, amargo, estou olhando o lado ruim das coisas e começa a tentar dizer que minha vida é boa, que tenho tudo e lista problemas dos outros que seriam maiores ainda.

Mas eu ainda me esforço, às vezes tento explicar pra essas criaturas, me fazer entender ou fazer com que elas raciocinem um pouco, o que deve ser difícil. Por vezes acho que só eu sei me colocar no lugar dos outros e tentar entender o que eles estão realmente passando e essa minha habilidade é até muito boa. E aí eu tento contar um pouco do meu passado, das coisas pelas quais já passei pra ver se elas tentam pensar como psicólogos ou historiadores que sabem que o passado serve para entender o presente, qualquer psicólogo formado por correspondência vai querer saber do passado do paciente dele. Mas aí o que fazem os gênios? Dizem que estou reclamando do passado, que isso já foi, já era, que estou me lamentando. Aí eu vejo de novo que estava só perdendo meu tempo, gastando saliva e vejo de novo que tipo de amizades eu tenho.

Enquanto isso eu me pego no telefone ouvindo uma lamentando porque levou um pé na bunda do namorado casado, outro que chora pela filha, alguém pelo cachorro, uma que não consegue namorado, outra com paranóia com o dela, vejo mais e mais frustrações com relacionamentos que, de uma forma ou de outra se encaixam no que eu falei aqui. O tempo passa e parece que eu já vi de tudo, as historias se repetindo e vai ficando cada vez mais fácil me colocar no lugar dos outros enquanto no meu lugar só eu mesmo pra saber como estou me sentindo. Sozinho como sempre.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Falar é fácil

Vira e mexe vejo um texto falando da importância de falar pra quem amamos aquilo que nós sentimos. Concordo, é importante, mas não adianta só falar. De que adianta repetir várias vezes "eu te amo" se não age, na hora H deixa a pessoa na mão. E tome de calote, de pedir favor e não retribuir, de sacanagem...

Mas diz que ama, né? Amané? Ah mané...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

12/06 - (Maldito) Dia dos Namorados


Vira e mexe vemos textos por aí falando de como o mundo atual nos empurra para o consumismo, nas cobranças que nos fazem para sermos felizes. É aquela história de que temos que ser ricos, bonitos, magros, sarados, viajar sempre, ter carro, sair à noite para festas, beber. Namorar, beijar, transar, rir o tempo todo, sermos sempre perfeitos, ter vidas perfeitas, não reclamar. Roupas da moda, acessórios, celular de última geração, TEMOS que ter tudo, TEMOS que ser tudo, super-homens, super-mulheres, casar, ter filhos, ser bem sucedido, cabelos lisos, soltos e sem pontas duplas, nada de cabelos brancos, dentes sim, brancos. Uma vida simples não é sinal de felicidade, a não ser que ela seja em uma fazenda ou sítio no interior com fruta no pé, cachoeira de águas limpas, animais soltos, passarinhos cantando. Se for no interior da Europa, melhor ainda.

E aí estranham alguém se dizer feliz vivendo entre pobres, num bairro pobre, com programas pobres onde pobre aqui significa exclusivamente sem grana.

E, de uns anos para cá, temos o mais novo produto trazido sabe-se lá de onde diretamente para você! Para fazer você se sentir mal mais uma vez: o Dia dos Namorados!!!

É mais um dia para você se sentir triste por não ter alguém, achar que TODAS as outras pessoas estão em algum lugar trocando beijos em frente a uma lareira regados ao mais caro vinho importado. E você aí, largada, sozinha, abandonada, derrotada, FRACASSADA!! Não adianta nada você ser magra, bonita, com dentes brancos, carro do ano, cabelos lisos, soltos e sem pontas duplas, ser bem sucedida no trabalho, sair à noite, ser paquerada, viajar todo ano para um país diferente. Você está solteira no dia dos namorados, você não é ninguém, substrato de pó de nada!! As lojas exibem cores vermelhas e corações cor-de-rosa, em todo lugar se vê desenhos de casais mas você está sozinha!

Aposto que há uns 10 anos atrás você nem esquentaria com isso. Parece que a cada dia se cobra mais isso, que tenhamos alguém, que não há felicidade sem uma companhia romântica-amorosa-sexual permanente. Ao mesmo tempo vemos que o mundo é cada vez mais individualista e egoísta então existe uma máquina te empurrando para um problema que não existe em um mundo para o qual ele não tem solução. É como se quiséssemos fazer contas sem números.

E aí vem uma coisa curiosa sobre mim. Os únicos dias dos namorados que passei acompanhado eu estava solteiro. Acho que nos primeiros, quando namorava, nem se falava disso. Depois eu troquei presente e um selinho, a gente não tinha tempo pra fazer nada. Há sete anos eu passo o dia 12 de junho solteiro e não é algo que realmente faça diferença. Tenho momentos em que sinto mais falta de alguém e não é em um dia feito para que eu sinta mais necessidade de buscar uma felicidade que está no que os outros dizem e não no que eu quero.

terça-feira, 17 de junho de 2008

1206

E aí, passaram bem o dia dos namorados? Está atrasado mesmo, eu sei, mas não quis fazer esse post no dia, nem perto dele então deixei pra quase uma semana depois.

O meu, como vocês devem saber, foi em Jaraguá do Sul, longe pra cacete de casa e de todo mundo que eu conheço. Hotel é aquilo, cobra uma fortuna por cada ligação então nem tinha para quem ligar e também não tinha o que fazer na cidade. Saí para jantar no shopping e só tinha casais, impressionante, sem falar no frio que estava na rua, o melhor era ficar no meu quarto mesmo. Pelo menos estava com o notebook e a internet lá era liberada então deu pra bater um papo.

Mas eu já estou acostumado, até hoje só passei um dia dos namorados acompanhado, foi por acaso e nem éramos namorados. Fora isso só uma vista rápida no estágio enquanto eu chegava e minha namorada na época saía (alguém lembra de "Feitiço de Áquila"?), foi a única vez que ganhei/dei presente. E teve minha namorada de SP mas ela era de SP e eu do RJ.

Nesse último dia 12 ainda pensei em mandar mensagem para a garota com quem estava saindo mas sabia que não seria boa idéia. Na sexta, quando cheguei no Rio, nos falamos por telefone e acabou-se tudo. Como ela já estava decidida a fazer isso, mandar a mensagem seria mesmo uma má idéia.

Mas, na boa, pelo que vi e me disseram, dia dos namorados é um dia terrível para sair com a namorada, fica tudo cheio. Como não moro sozinho, até em casa ficaria difícil fazer algo (se bem que a gente dá sempre um jeito, já dei dinheiro pra minha mãe ir tomar uma com os amigos e me deixar com minha namorada uma vez). Além do mais, essa é mais uma data comercial criada pra ganhar dinheiro, imagina um na véspera de uma sexta 13? Se bem que meu namoro mais duradouro começou em um sábado 14... de agosto.

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