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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

De Realengo a Niterói

Era 1996, final do ano, já tinha feito as provas da UFRJ e a primeira fase da UFF e da UERJ mas precisava saber se tinha passado para a segunda fase dessas. A UFRJ tinha uma fase só, toda discursiva e era temida pelos alunos. Em um dia faziam-se as provas não específicas e as quatro específicas eram divididas em dois outros dias. Na UFF e UERJ o esquema era fazer a primeira fase com todas as matérias em múltipla escolha e os que obtivessem nota mínima passavam para a segunda fase quando faziam a prova discursiva das matérias específicas. Dois dias para a primeira fase, um para a segunda.

Eu estava na casa dos meus tios em Realengo e só sabia que a nota da UFF seria divulgada em um dos campi da universidade (você sabia que a UFF tem vários campi espalhado por Niterói? Sabia que o plural de campus é campi?). Dois moleques, sem muito o que fazer, fomos até a UFF ver se eu tinha passado de fase. Fomos de Realengo a Niterói para ver um número colado numa parede, se liga na distância para percorrer isso de ônibus, barca, bicicleta, a pé, jegue e sei lá mais que meio de transporte usamos no dia.



Duvida? Olha aqui

Chegando lá a resposta era meio óbvia, eu tinha passado de fase. Aliás, eu passei de fase e no vestibular, e não só na UFF mas na UERJ e na UFRJ também. É, o negócio é botar pra foder.

Imagina, 1996, você fazia a inscrição pro vestibular pelo Correio e o resultado saia na faculdade ou no classificado do jornal, hoje é tudo fácil, pela internet. Na época eu nem sabia ligar computador e hoje mantenho esse maravilhoso blog que você está lendo.

A volta reservou uma pequena história da qual meu primo deve se envergonhar até hoje. Estávamos os dois sentados na última poltrona do banco e duas garotas perto da gente conversavam quando uma delas aponta para o lugar onde eu estava dizendo mais alto "eu estava bem ali". Porra, a gente parou a conversa pra ver do que se tratava e o papo começou. Uma delas estava me dando mole mas eu, esperto pra caralho, nem percebi. Lá pelas tantas ela começou a falar de um filme que tinha achado muito bom, tinha passado na semana anterior na TV. Eu reconheci o filme e soltei a frase que deve causar pesadelos no meu primo até hoje:

- Eu vi um pedaço desse filme e só pelo que vi deu pra ver que era uma merda.


A conversa acabou ali e a vontade dele foi de pular pela janela.

Quando chegamos de volta na casa dele depois de uma jornada que durou o dia todo (Senhor dos Anéis perde), minha tia mostrou o jornal que meu tio tinha comprado com o número da matrícula de todos os aprovados na primeira fase da UFF.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Uma procura de 5 anos chega ao fim

Hoje pus fim a uma busca de quase 5 anos. Desde janeiro de 2007 procuro por uma música e hoje, quase por acaso, a encontrei.

Na época eu estava fazendo um estágio em Porto Alegre e passei dois meses morando em hotel. Nada mal, você sai, deixa a zona que quiser e quando volta está tudo magicamente arrumado. Quase magicamente, acho que a camareira devia nutrir certo ódio por mim, como alguém podia zonear tudo em tão pouco tempo.

Outra coisa boa de hotéis são os cafés da manhã. Esse tipo de comida é o que eu mais gosto, pães, bolos, pão de queijo, suco, café, queijos, presunto, você entendeu. E no café da manhã do hotel onde eu estava em janeiro (pois é, eu fiquei dezembro em um hotel e janeiro em outro) ficava tocando umas músicas no fundo e essa música tocou por dias, era o mesmo CD repetido. Eu a conhecia, não lembrava de onde, não sabia o nome, a letra, o nome da banda, nada, mas reconhecia a melodia. Curioso como nossa memória funciona tão bem para algumas coisas, música é uma delas. Eu pedi a um dos garçons para ver o CD para saber que música era mas era uma daquelas cópias genéricas que alguém fez em casa, tinha apenas o nome escrito a caneta. Cheguei a procurar por esse CD - que eu nem lembro mais o nome, olha a memória sacaneando aí - catei a lista de músicas dele mas que nada. Era um metal romântico então procurei nos CDs desse tipo que andaram lançando por aí e nada.

Hoje no trabalho um colega, que costuma levar CDs e DVDs para ficar ouvindo no trabalho, mostrou um desses. Pedi para ouvir pensando se essa música estaria lá e ao olhar a lista já tive uma esperança. Fui ouvindo aquelas músicas mela cueca lembrando de décadas atrás e clipes de caras com cabelo de poodle cantando sozinhos, tristes enquanto uma garota que usava o mesmo laquê que ele choramingava sozinha em outro canto, alternando cenas de briga e romance entre os dois. Até que chegou ela! E sim, era a música que eu procurava há tanto tempo!

Pesquisando depois descobri que ela é de uma banda francesa (!) que emplacou esse sucesso na trilha sonora da primeira versão da novela "Titit" de 1985/1986!! A banda acabou em 1988 após seu segundo disco! Ou seja, eu não ouvia essa música há uns 21 anos quando ela tocou no restaurante daquele hotel em Porto Alegre e mesmo assim eu a reconheci, veem como memória musical é algo forte.

Então, sem mais delongas, sem mais espera, com vocês, CENTURY e seu sucesso LOVER WHY!!!




terça-feira, 6 de setembro de 2011

LARANJA PEQUENA!!



Vou contar uma história que aconteceu há mais de 10 anos quando eu ainda estava na faculdade (pois é, tem quase 10 anos que me formei). Na época eu era duro igual a um coco (muita gente não acredita mas já fui duro, liso, mal tinha o da passagem, cheguei a faltar aula por não ter nem esse mas isso é outro caso), as aulas muitas vezes eram em horário integral e eu tinha que comer alguma coisa. Apesar do que alguns colegas na época acreditavam, eu não fazia fotossíntese, mas nem sempre eu tinha grana pra um lanche e também sentia muito menos fome na época. Eu era bem magrelo (muita gente também não acredita que já fui bem magrelo) e não precisava de muita comida para me manter.

Um dos vários trailers que tinham no CT, na UFRJ, vendia um hambúrguer completo por R$1,00 que segurava a onda até a hora que eu chegava em casa e, se não me engano, com R$2,00 também dava pra um suco de laranja, pequeno. Aí que residia meu trauma. Quando eu pedia o hambúrguer e o suco o cara gritava pra cozinheira "LARANJA PEQUENA!", porra eu achava aquilo humilhante, parecia que ele tava gritando "PIROCA PEQUENA!" pra toda faculdade saber que além de pobre e magrelo eu era mal dotado (essa parte não confere, ok?). Parecia que o cara tava espalhando pra todo mundo que eu era um duro-fodido-pobre-miserável que só tinha dinheiro pra tomar um suco de laranja pequeno, maior FDP! Eu sempre pensava "um dia vou chegar aqui com grana pra tomar o suco grande".

Quando esse dia chegou eu quase gritei que queria o suco grande, claro que o cachorro não gritou tão alto quanto antes mas eu estava satisfeito. Aí veio o copo, parecia um balde, devia ter uns dois litros de suco ali dentro, demorei pra beber tudo mas dane-se.

domingo, 20 de junho de 2010

Pequena volta no tempo

Esse fim de semana foi de uma pequena volta no tempo para mim.

Na sexta fui assistir "Esquadrão Classe A" no cinema com meu irmão. Quando éramos crianças assistíamos direto essa série com meu pai e quando soube do lançamento falei que tínhamos que vê-lo juntos. Foi muito bom, é um filme de ação politicamente incorreto, sem preocupação em ser cabeça ou ser levado a sério. O negócio é entrar nas palhaçadas, rir dos e com os personagens e se divertir com os planos mirabolantes inventados por Hannibal (Liam Neeson), Murdock (Sharlto Copley), B.A. (Quinton "Rampage" Jackson) e Cara-de-Pau (Bradley Cooper). Os novos atores estão muito bem, só complica para Rampage pois seu personagem era interpretado pelo único Mr T, mas mesmo assim ele não decepciona. Assistam, vale muito a pena. E hoje ainda catei bolachas de botequim com as fotos dos quatro! Hehehe!


No sábado foi dia de voltar um pouco menos e ir a uma festa junina no Colégio Maria Raythe em que fiz parte do primeiro grau, quando ainda era chamado de primeiro grau. O filho da Érika está estudando lá e ela chamou a mim e outros que estudaram lá para rever o colégio. Não mudou muita coisa no prédio, pelo menos no que vi, sempre muito bem conservado pelas Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora do Amparo (a Cecília se surpreendeu por eu ainda lembrar disso). Vi apenas duas freiras e a pedagoga de lá, mas só falei com uma delas que, claro, não me reconheceu.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Há gosto

Foi em agosto, há dez anos atrás, que eu comecei meu primeiro namoro. Foi no sábado, dia seguinte a uma sexta-feira 13, numa semana em que se achava que o mundo ia acabar. Durou dois anos.

O último durou dois meses e terminou há mais de três anos e meio.

PS: Não, eu não vou fazer dança de salão.

terça-feira, 17 de junho de 2008

1206

E aí, passaram bem o dia dos namorados? Está atrasado mesmo, eu sei, mas não quis fazer esse post no dia, nem perto dele então deixei pra quase uma semana depois.

O meu, como vocês devem saber, foi em Jaraguá do Sul, longe pra cacete de casa e de todo mundo que eu conheço. Hotel é aquilo, cobra uma fortuna por cada ligação então nem tinha para quem ligar e também não tinha o que fazer na cidade. Saí para jantar no shopping e só tinha casais, impressionante, sem falar no frio que estava na rua, o melhor era ficar no meu quarto mesmo. Pelo menos estava com o notebook e a internet lá era liberada então deu pra bater um papo.

Mas eu já estou acostumado, até hoje só passei um dia dos namorados acompanhado, foi por acaso e nem éramos namorados. Fora isso só uma vista rápida no estágio enquanto eu chegava e minha namorada na época saía (alguém lembra de "Feitiço de Áquila"?), foi a única vez que ganhei/dei presente. E teve minha namorada de SP mas ela era de SP e eu do RJ.

Nesse último dia 12 ainda pensei em mandar mensagem para a garota com quem estava saindo mas sabia que não seria boa idéia. Na sexta, quando cheguei no Rio, nos falamos por telefone e acabou-se tudo. Como ela já estava decidida a fazer isso, mandar a mensagem seria mesmo uma má idéia.

Mas, na boa, pelo que vi e me disseram, dia dos namorados é um dia terrível para sair com a namorada, fica tudo cheio. Como não moro sozinho, até em casa ficaria difícil fazer algo (se bem que a gente dá sempre um jeito, já dei dinheiro pra minha mãe ir tomar uma com os amigos e me deixar com minha namorada uma vez). Além do mais, essa é mais uma data comercial criada pra ganhar dinheiro, imagina um na véspera de uma sexta 13? Se bem que meu namoro mais duradouro começou em um sábado 14... de agosto.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Professoras

Hoje fui ao oftalmologista fazer exame periódico. Antes que perguntem, tudo normal, visão tão boa como se nunca tivesse sido míope. Mas assim que entrei no consultório reconheci a recepcionista e, como sempre, só precisei confirmar quem era: minha professora de português da 7ª e 8ª série. Isso foi há 15 anos atrás mas ela não mudou quase nada, tive que dizer. Claro que ela não me reconheceu mas aí é covardia, eu era uma criança e nem usava barba (claro!!). Acho que ela ficou meio sem graça, não sei exatamente pelo que. Lembrei daquela piada da mulher que vai ao dentista mas não acho que tenha sido o caso.

Acho legal encontrar antigos professores, acho que eles se sentem orgulhosos de ver como estão os alunos, parte do seu trabalho. Mandei fotos minhas com amigas do colégio para a filha de outra professora dessa época.Recentemente duas diretoras do colégio em que estudei da 1ª à 4ª série me encontraram no Orkut!!

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Fiz um post no Amadores FC sobre a posição que mais ocupei no futebol, dêem uma olhada.

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Ainda me assusto com a capacidade que tenho para reconhecer pessoas.

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Amanhã a noite vou pra Angra, volto no sábado. Bom feriado pra vocês.

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