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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Uma profissão como outra qualquer?



Há pouco tempo fiz um post falando sobre design por eu gostar do assunto. Semana passada houve uma discussão entre os profissionais da área por causa de um site que oferece logotipos com preços a partir de R$195,00 em que o cliente escolhe quanto quer pagar. Vários designer cadastrados enviam suas propostas com preço e o cliente escolhe o que quer, mais ou menos isso.

No meio das discussões vi argumentos de vários tipos, uns contra o site, outros dizendo que um bom designer não deve temer esse tipo de concorrência. Pregavam a valorização do profissional, a falta de regulamentação da profissão, etc.

Acabei comentando o post em um blog questionando dois comentários lá. Um mostrava o processo de criação do novo logo da Pepsi e questionava o valor de US$100.000,00 pago ao que o autor do post disse que valeria mais ainda dada a responsabilidade e demanda do projeto. Da minha parte questionei de que adiantava o criador da marca dizer que esse logo trazia o Universo, a Terra, campos magnéticos e o escambau se o público só enxerga um gordo com
a camisa levantando
.
Não fui respondido e acharia legal se alguém do ramo me respondesse. Lembram quando questionaram o valor de R$50.000,00 pago para o estudo do novo nome da Petrobras para Petrobrax?

Outro foi além e aí meu saco trincou. O cara comparou o site de logos com um site médico onde o paciente diria a doença e os "curandeiros" dariam receitas (o curandeiros é por conta dele). Repliquei dizendo que não considero medicina uma profissão como outra qualquer e a comparação era esdrúxula. Falei que a faculdade pode fazer um engenheiro, um designer, um advogado mas não um médico. Outros fatores nos fazem ser BONS engenheiros, advogados, designers e médicos. O cara quis dizer que eu falei falei e não disse nada, que ele não falou de faculdade mas da legalidade da coisa. Ainda repliquei mas ele parece que não quis estender a discussão. Se quiserem ver como foi, dá pra ver no blog.

Eu realmente não acho que medicina seja uma profissão como outra qualquer. Enfermagem pode ser incluída aí mas vou falar só medicina pra facilitar.

Existem profissões para quais precisamos de mais aptidão, outras menos. Alguém que queira ser físico tem que ter aptidão com números, um professor tem que ter a habilidade da didática (mesmo ensinando na faculdade, não acho que isso se aprenda assim) mas um médico lida com vidas, um erro dele pode causar a morte imediata de alguém.

Se eu errar alguma coisa, posso causa outra Deepwater Horizon mas as chances disso acontecer são remotas, é preciso que uma cadeia de erros enorme aconteça. Uma falha minha pode causar a morte de uma pessoa, mas mesmo assim outros erros precisam acontecer. Se um médico errar, ops, cortei a perna errada. A enfermeira confunde os frascos e pronto, injeta vaselina ao invés da vacina.

O médico é aquele cara que ama realmente a profissão e continuaria exercendo mesmo ganhando na Megassena. Tenho um amigo que já se dispôs a pagar um táxi de Realengo ao Humaitá porque um paciente seu estava com hemorragia e ele sabia que em poucas horas ele poderia morrer. Sabe aquele chapéu do Harry Potter que dizia pra onde cada aprendiz devia ir? Pois é, acho que pra fazer medicina devia ter um chapéu assim que dissesse se o cara pode ou não ser médico.

Dane-se que 95% das coisas que eu uso tem design (a grande maioria bem porco, vide minha área de trabalho), ninguém vai morrer por causa de um telefone feio ou um logotipo tosco.

domingo, 23 de maio de 2010

Copa, séries, etc

Assim como muito marmanjo por aí, incluindo vários no meu trabalho, estou colecionando o álbum da Copa. A diferença é que eu só tenho um e outras pessoas já estão no segundo! Caraca, eu ralava pra completar um álbum quando era criança, acho que só completei pedindo figurinhas à editora. Aliás, um dos meus traumas de infância foi quando pedimos as figurinhas dos Transformes para meu irmão e eu completarmos o álbum. Só as do meu irmão vieram :(

Pra completar o clima, também comprei a camisa da Seleção.


Trabalho

No trabalho, com a mudança de andar, mudou a disposição de baias também (acho linda essa analogia com cavalos). Na sexta colocaram o triturador de papéis do lado da minha mesa, achei mais lindo ainda. Pensei em tirar proveito e colocar uma placa escrito "Entrada" e uma seta apontando para o triturador, mas lembrei que hoje todos os documentos chegam por meio eletrônico e isso não seria eficaz. Maldita era digital.


Band of Brothers

Sei que é um atraso de "apenas" 10 anos, mas hoje terminei de ver todos os DVDs da série "Band of Brothers", incluindo os documentários e especiais de bônus. Achei muito foda, a série e a história dos soldados. Me sinto pequeno diante deles e dos outros combatentes da Segunda Guerra. Comprei o livro de Stephen E. Ambrose em que a série foi baseada.

domingo, 29 de março de 2009

7 dias em alto mar

Equipe de contingência, tropa de elite, pelego, fura-greve. Escolhe aí um apelido, fui por conta da greve. A plataforma que eu fui não aderiu mas tínhamos que estar de prontidão porque os funcionários podem parar mas a produção não. Antes que eu esqueça, guardem suas opiniões sobre a greve ou sobre eu ter ido para furá-la para vocês mesmos, ok?

Foi meu recorde pessoal embarcado em plataforma. Nada que impressione nem o mais novato dos operadores, que passam 14 dias no mínimo a bordo, mas foi o período mais longo que passei embarcado. E pior, sem comunicação quase nenhuma por problemas operacionais na rede (??), sem telefone e sem internet, complicado mas também é bom ficar longe de tudo às vezes. Já contei aqui do visual de lá e dessa vez ainda vi, pela primeira vez na vida, golfinhos, passando pela plataforma. Deviam ser uns 100 nadando em conjunto (qual o coletivo de golfinhos?).

Aliás, é foda ficar dias e dias vendo as mesmas pessoas várias e várias vezes e só elas, e nos mesmos lugares, mesmos corredores, várias vezes por dia. É de endoidar. Duvida? Ontem cheguei e fui direto pro aniversáio de duas amigas e lá eu só via as pessoas da plataforma!! Sabe quando você olha pra alguém rápido e pensa "Ih, é fulano!"? Pois é, eu estava assim...

terça-feira, 3 de junho de 2008

Viagem de novo

E lá vou eu de novo, agora para Santa Catarina.
Não, não vou pra Florianópolis! Por que quando falo que vou pra SC as pessoas pensam logo em Floripa? O estado é enorme e eu vou lá pra dentro, Jaraguá do Sul, a trabalho, claro, por mais uma semana. Talvez volte mais cedo dessa vez mas vai ser uma viagem longa, vôo até Curitiba e duas horas de carro até Jaraguá.

Vai ser um trabalho interessante e vou para uma cidade que nunca iria se não fosse a trabalho. Pena que de tanta gente que conheço pela internet ninguém mora lá!

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