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terça-feira, 13 de março de 2012
Chá com o Arcebispo
Estou lendo "Senta a Pua", livro sobre histórias da Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial. O autor busca depoimentos de colega e conta casos e curiosidades do perído de treinamento e da guerra em si.
Em histórias relatando casos de brasileiros que caíram prisioneiros dos alemães, surge a figura do embaixador brasileiro em Paris que, ao invés de ajudar os combatentes a retornarem a seu quartel general em Pizza, se disse ocupado e atrasado para um chá com o arcebispo. Curioso que o autor relata que a família do embaixador é uma das tradicionais de sua terra natal e que ele sempre foi muito importante no Itamaraty. Como alguém que não faz o seu travabalho direito torna-se importante? Tomando chá com o arcebispo.
A lição dessa história é que não é importante ter seu trabalho bem feito, é importante sim que você "faça o social", mantenha sua rede de influencia e contatos. Quantas vezes você notou seu chefe mais preocupado em puxar o saco de seu superior direto do que em atender as necessidades da equipe? Quantas vezes soube de alguém que, mesmo mostrando-se menos capaz dos que estavam a seu redor, subiu mais rápido na empresa por almoçar com as pessoas certas? Não sei se esta é uma característica brasileira ou mundial mas a regra parece ser essa. O importante é tomar o chá com o arcebispo.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Atentados, Pearl Harbor, bomba atômica
Passei o sábado fisicamente prejudicado então aproveitei pra tentar colocar minha leitura em dia. Curiosamente passei o 11 de setembro lendo meu volume da Segunda Guerra que falava justamente sobre o atque japonês a Pearl Harbor.
Toda vez que se fala em 11 de setembro alguém lembra do bombardeio a Hiroshima e Nagasaki e de que o governo americano sabia dos atentados, da mesma forma que sabia dos planos japoneses de atacar Pearl Harbor. Nos dois casos a omissão seria justificada pelo interesse em ir à guerra.
Primeiro eu acho ridícula a comparação dos atentados aos bombardeios, como se um justificasse o outro. O primeiro foi um ato covarde, sem aviso, terrorismo. O segundo era um ato de guerra que os historiadores não tem um consenso se era necessário ou não.
É fácil hoje, 65 anos depois, dizer que foi uma brutalidade, mas na época sequer se sabia das consequências que uma bomba atômica poderia causar, só um teste havia sido feito até então. A ferocidade com que o exército japonês defendia suas posições no Pacífico fez com que os comandantes americanos pensassem numa maneira rápida de terminar a guerra sem invadir as ilhas japonesas pois seria um massacre em ambas as partes. A população civil japonesa defenderia suas ilhas até a morte, era previsto que um milhão de soldados americanos morressem em combate. Sinto informar mas nessas horas a vida de um soldado seu vale sim mais do que a vida de cem ou mil civis inimigos. Mesmo depois do bombardeio de Hiroshima em 6 de agosto, o governo japonês se preparava para a invasão, ou seja, eles não pensavam em desisitr. A guerra poderia ter sido terminada de outra forma, com um bloqueio naval contra as ilhas japonesas mas outro ponto estava em questão. Já se sabia que a partir dali haveria um embate de forças entre os EUA e a União Soviética que havia se imposto como quis na Europa, ou seja, existia um interesse em mostrar força aos russos. Não estou justificando o bombardeio, sob nossa ótica de hoje isso é injustificável mas é preciso ver a situação sob a ótica de 65 anos atrás. E, vejam quem costuma argumentar sobre isso, gente que acha que Roosevelt ordenou os bombardeios...
E os atentados? Teorias da conspiração à parte (foi a Al Qaeda quem jogou os aviões) aquilo foi um ato sem aviso contra um país que estava em paz, na dele, e não era um país qualquer, e sim a nação mais poderosa do mundo. Em 1941, após o ataque a Pearl Harbor, o Almirante Iamamoto se questionou se eles haviam despertado um monstro e disse que só poderia garantir a vitória no Pacífico por seis meses. Sua previsão foi perfeita! Então, será que alguém sabe a diferença entre um ato terrorista e um ato de guerra? O bombardeio de Hiroshima e Nagasaki não foi um ato terrorista.
E a possibilidade de que o governo americano soubesse dos ataques a Pearl Harbor e da Al Qaeda? Suponha que você seja George W. Bush e recebe a informação de que terroristas pretendem tomar aviões e jogá-los contra o World Trade Center. Você mandaria seus agentes aos aeroportos prender os terroristas se estes fossem identificados e divulgaria o fato ao mundo. Isso deixaria a todos estarrecidos mas dificilmente ele conseguiria apoio para um ataque preventivo ao Iraque apenas dois anos depois. A teoria do prévio conhecimento procede pois existe uma justificativa necessária que não aconteceria se eu agisse antes.
Se você fosse Franklin D. Roosevelt e recebesse a informação de que japoneses pretendem atacar as bases aeronavais americanas no Havaí por volta do dia 7 de dezembro, o que você faria? Bem, aqui você pode acreditar ou não nesta informação, diversos chefes do Estado Maior americano receberam informações assim mas não acreditaram (como Stalin não acreditou que Hitler ia invadir a URSS mas isso é outro papo). Então você acredita e pode agir ou não, certo? Se você quer uma justificativa para entrar na guerra (os ânimos entre japoneses e americanos não eram dos melhores), deixar o ataque acontecer com sucesso é interessante, mas não é preciso que o ataque tenha sucesso para que você tenha seus motivos. O que você faz? Manda um alerta para suas bases, os soldados ficam a postos, os aviões japoneses chegam, jogam umas bombas e levam chumbo de todo jeito. O ataque acontece mas não é bem sucedido, no dia seguinte você discursa na Câmara pedindo que seja feita uma declaração de guerra contra o Império Japonês sem que mais de 2000 soldados americanos sejam mortos. Lembre-se, você não poderia atacar a frota japonesa antes que ela te atacasse, seus países não estão em guerra e a ofensiva não pode ser sua, você só pode se defender. Quer dizer, a idéia do prévio conhecimento do ataque não procede pois a justificativa existiria de qualquer forma tendo ou não uma ação minha.
Claro, existem fatos que apontam para esse conhecimento prévio como o fato dos três porta-aviões americanos não estarem na base mas a surpresa com que os soldados e oficiais foram pegos foi assustadora, por diversas vezes os aviões japoneses foram confundidos com aviões americanos em treinamento.
Pearl Harbor x 11 de setembro
Quais as semelhanças? Ambos foram ataques contra uma nação que não estava em guerra. Os japoneses queriam se expandir no Pacífico, Pearl Harbor atrapalhava, era preciso neutralizar a marinha americana na região. A Al Qaeda queria o que além de provocar? O ataque japonês foi contra um alvo militar, os atentados foram contra civis. Os dois cutucaram o monstro, segurassem a onda.
Pearl Harbor x Bombardeios nucleares
Contra-ataque? Revide? Não acho que possa ser comparado dessa forma. Um começou a guerra, o outro terminou. Ambos tem motivos estratégicos para justificar mas havia outros meios de agir. Os japoneses podiam ter sido mais diplomáticos, mais espertos, mas a ânsia por vitórias era grande e os EUA estavam fazendo embargos contra eles. Eu, de uma maneira escrota e cruel costumo dizer: não começaram a briga, segurassem a onda mas não acho que um justifique o outro.
11 de setembro x Bombardeios nucleares
Comparação esdrúxula e ridícula, como se um justificasse o outro. Momentos diferentes, épocas diferentes. Não existe essa de justiça divina, carma ou castigo. Se for pra pensar dessa forma, os americanos promovem o castigo por suas próprias mãos, vão lá e metem a porrada como fizeram com o Japão, Afeganistão e Iraque, aí sim você pode dizer que houve um revide. Vir com blá blá blá de que morreu muito mais em Hiroshima e Nagasaki ou que aquilo lá é que foi atentado terrorista é coisa de gente burra que não merece que eu gaste minha saliva com discussão.
Toda vez que se fala em 11 de setembro alguém lembra do bombardeio a Hiroshima e Nagasaki e de que o governo americano sabia dos atentados, da mesma forma que sabia dos planos japoneses de atacar Pearl Harbor. Nos dois casos a omissão seria justificada pelo interesse em ir à guerra.
Primeiro eu acho ridícula a comparação dos atentados aos bombardeios, como se um justificasse o outro. O primeiro foi um ato covarde, sem aviso, terrorismo. O segundo era um ato de guerra que os historiadores não tem um consenso se era necessário ou não.
É fácil hoje, 65 anos depois, dizer que foi uma brutalidade, mas na época sequer se sabia das consequências que uma bomba atômica poderia causar, só um teste havia sido feito até então. A ferocidade com que o exército japonês defendia suas posições no Pacífico fez com que os comandantes americanos pensassem numa maneira rápida de terminar a guerra sem invadir as ilhas japonesas pois seria um massacre em ambas as partes. A população civil japonesa defenderia suas ilhas até a morte, era previsto que um milhão de soldados americanos morressem em combate. Sinto informar mas nessas horas a vida de um soldado seu vale sim mais do que a vida de cem ou mil civis inimigos. Mesmo depois do bombardeio de Hiroshima em 6 de agosto, o governo japonês se preparava para a invasão, ou seja, eles não pensavam em desisitr. A guerra poderia ter sido terminada de outra forma, com um bloqueio naval contra as ilhas japonesas mas outro ponto estava em questão. Já se sabia que a partir dali haveria um embate de forças entre os EUA e a União Soviética que havia se imposto como quis na Europa, ou seja, existia um interesse em mostrar força aos russos. Não estou justificando o bombardeio, sob nossa ótica de hoje isso é injustificável mas é preciso ver a situação sob a ótica de 65 anos atrás. E, vejam quem costuma argumentar sobre isso, gente que acha que Roosevelt ordenou os bombardeios...E os atentados? Teorias da conspiração à parte (foi a Al Qaeda quem jogou os aviões) aquilo foi um ato sem aviso contra um país que estava em paz, na dele, e não era um país qualquer, e sim a nação mais poderosa do mundo. Em 1941, após o ataque a Pearl Harbor, o Almirante Iamamoto se questionou se eles haviam despertado um monstro e disse que só poderia garantir a vitória no Pacífico por seis meses. Sua previsão foi perfeita! Então, será que alguém sabe a diferença entre um ato terrorista e um ato de guerra? O bombardeio de Hiroshima e Nagasaki não foi um ato terrorista.
E a possibilidade de que o governo americano soubesse dos ataques a Pearl Harbor e da Al Qaeda? Suponha que você seja George W. Bush e recebe a informação de que terroristas pretendem tomar aviões e jogá-los contra o World Trade Center. Você mandaria seus agentes aos aeroportos prender os terroristas se estes fossem identificados e divulgaria o fato ao mundo. Isso deixaria a todos estarrecidos mas dificilmente ele conseguiria apoio para um ataque preventivo ao Iraque apenas dois anos depois. A teoria do prévio conhecimento procede pois existe uma justificativa necessária que não aconteceria se eu agisse antes.
Pearl Harbor
Claro, existem fatos que apontam para esse conhecimento prévio como o fato dos três porta-aviões americanos não estarem na base mas a surpresa com que os soldados e oficiais foram pegos foi assustadora, por diversas vezes os aviões japoneses foram confundidos com aviões americanos em treinamento.
Pearl Harbor x 11 de setembro
Quais as semelhanças? Ambos foram ataques contra uma nação que não estava em guerra. Os japoneses queriam se expandir no Pacífico, Pearl Harbor atrapalhava, era preciso neutralizar a marinha americana na região. A Al Qaeda queria o que além de provocar? O ataque japonês foi contra um alvo militar, os atentados foram contra civis. Os dois cutucaram o monstro, segurassem a onda.
Pearl Harbor x Bombardeios nucleares
Contra-ataque? Revide? Não acho que possa ser comparado dessa forma. Um começou a guerra, o outro terminou. Ambos tem motivos estratégicos para justificar mas havia outros meios de agir. Os japoneses podiam ter sido mais diplomáticos, mais espertos, mas a ânsia por vitórias era grande e os EUA estavam fazendo embargos contra eles. Eu, de uma maneira escrota e cruel costumo dizer: não começaram a briga, segurassem a onda mas não acho que um justifique o outro.
11 de setembro x Bombardeios nucleares
Comparação esdrúxula e ridícula, como se um justificasse o outro. Momentos diferentes, épocas diferentes. Não existe essa de justiça divina, carma ou castigo. Se for pra pensar dessa forma, os americanos promovem o castigo por suas próprias mãos, vão lá e metem a porrada como fizeram com o Japão, Afeganistão e Iraque, aí sim você pode dizer que houve um revide. Vir com blá blá blá de que morreu muito mais em Hiroshima e Nagasaki ou que aquilo lá é que foi atentado terrorista é coisa de gente burra que não merece que eu gaste minha saliva com discussão.
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domingo, 23 de maio de 2010
Copa, séries, etc
Assim como muito marmanjo por aí, incluindo vários no meu trabalho, estou colecionando o álbum da Copa. A diferença é que eu só tenho um e outras pessoas já estão no segundo! Caraca, eu ralava pra completar um álbum quando era criança, acho que só completei pedindo figurinhas à editora. Aliás, um dos meus traumas de infância foi quando pedimos as figurinhas dos Transformes para meu irmão e eu completarmos o álbum. Só as do meu irmão vieram :(
Pra completar o clima, também comprei a camisa da Seleção.
Trabalho
No trabalho, com a mudança de andar, mudou a disposição de baias também (acho linda essa analogia com cavalos). Na sexta colocaram o triturador de papéis do lado da minha mesa, achei mais lindo ainda. Pensei em tirar proveito e colocar uma placa escrito "Entrada" e uma seta apontando para o triturador, mas lembrei que hoje todos os documentos chegam por meio eletrônico e isso não seria eficaz. Maldita era digital.
Band of Brothers
Sei que é um atraso de "apenas" 10 anos, mas hoje terminei de ver todos os DVDs da série "Band of Brothers", incluindo os documentários e especiais de bônus. Achei muito foda, a série e a história dos soldados. Me sinto pequeno diante deles e dos outros combatentes da Segunda Guerra. Comprei o livro de Stephen E. Ambrose em que a série foi baseada.
Pra completar o clima, também comprei a camisa da Seleção.
Trabalho
No trabalho, com a mudança de andar, mudou a disposição de baias também (acho linda essa analogia com cavalos). Na sexta colocaram o triturador de papéis do lado da minha mesa, achei mais lindo ainda. Pensei em tirar proveito e colocar uma placa escrito "Entrada" e uma seta apontando para o triturador, mas lembrei que hoje todos os documentos chegam por meio eletrônico e isso não seria eficaz. Maldita era digital.
Band of Brothers
Sei que é um atraso de "apenas" 10 anos, mas hoje terminei de ver todos os DVDs da série "Band of Brothers", incluindo os documentários e especiais de bônus. Achei muito foda, a série e a história dos soldados. Me sinto pequeno diante deles e dos outros combatentes da Segunda Guerra. Comprei o livro de Stephen E. Ambrose em que a série foi baseada.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Churchill foi O Cara
Winston Churchill assumiu como Primeiro Ministro da Inglaterra no dia 10 de maio de 1940, no mesmo dia em que Hitler invadia Holanda e Bélgica para contornar a Linha Maginot, enganar as tropas francesas e inglesas e invadir a França. Era um momento crítico para os aliados, a Alemanha mostrava sua força e em pouco mais de um mês deixou a Inglaterra sozinha na luta contra o nazismo.
Hitler chegou a propor um acordo à Inglaterra, o qual Churchill recusou (dá para fazer um exercício e imaginar como o mundo seria se a guerra acabasse naquele momento). Sua declaração ao povo britânico ganhou fama pelas forças das palavras, servindo até de introdução a "Aces High", música do Iron Maiden em homenagem aos aviadores que lutaram na Batalha da Inglaterra. O trecho mais impactante está abaixo, é de arrepiar.
"Nós iremos até o fim, nós lutaremos na França,
Nós lutaremos nos mares e oceanos,
Nós lutaremos com crescente confiança e crescente força no ar, nós defenderemos nossa ilha, não importa a que custo,
Nós lutaremos nas praias,
Nós lutaremos nas pistas de pouso,
Nós lutaremos nos campos e ruas,
Nós lutaremos nas colinas,
Nós nunca vamos nos render!"
Durante a blitz alemã, na qual a Luftwaffe bombardeou cidades da Inglaterra incessantemente, Churchill discursava diariamente para manter o ânimo da população pois o objetivo dos bombardeios era acabar com a moral do povo. A abertura de seus discursos era com o início 5ª Sinfonia de Beethoven pois suas notas iniciais são o "V" em código morse (...-).
Seu maior objetivo e determinação durante a guerra era acabar com Hitler, tanto que, quando a Alemanha invadiu a União Soviética, Churchill disse que cogitaria se aliar ao Demônio caso Hitler invadisse o Inferno.
Depois de meses de blitz a Hitler adiou indefinidamente a invasão da Grã Bretanha e voltou suas atenções para a Operação Barbarossa, a invasão da URSS. A Batalha da Inglaterra estava vencida. Churchill pronunciou então uma de suas frases mais famosas "Nunca no campo dos conflitos humanos tantos deveram tanto a tão poucos" se referindo aos aviadores britânicos, poloneses e franceses que lutaram para impedir a invasão alemã.
Fico triste em pensar que não temos, na história do Brasil, uma passagem como essa, da qual podemos nos orgulhar sem restrições.
Hitler chegou a propor um acordo à Inglaterra, o qual Churchill recusou (dá para fazer um exercício e imaginar como o mundo seria se a guerra acabasse naquele momento). Sua declaração ao povo britânico ganhou fama pelas forças das palavras, servindo até de introdução a "Aces High", música do Iron Maiden em homenagem aos aviadores que lutaram na Batalha da Inglaterra. O trecho mais impactante está abaixo, é de arrepiar.
"Nós iremos até o fim, nós lutaremos na França,
Nós lutaremos nos mares e oceanos,
Nós lutaremos com crescente confiança e crescente força no ar, nós defenderemos nossa ilha, não importa a que custo,
Nós lutaremos nas praias,
Nós lutaremos nas pistas de pouso,
Nós lutaremos nos campos e ruas,
Nós lutaremos nas colinas,
Nós nunca vamos nos render!"
Durante a blitz alemã, na qual a Luftwaffe bombardeou cidades da Inglaterra incessantemente, Churchill discursava diariamente para manter o ânimo da população pois o objetivo dos bombardeios era acabar com a moral do povo. A abertura de seus discursos era com o início 5ª Sinfonia de Beethoven pois suas notas iniciais são o "V" em código morse (...-).
Seu maior objetivo e determinação durante a guerra era acabar com Hitler, tanto que, quando a Alemanha invadiu a União Soviética, Churchill disse que cogitaria se aliar ao Demônio caso Hitler invadisse o Inferno.
Depois de meses de blitz a Hitler adiou indefinidamente a invasão da Grã Bretanha e voltou suas atenções para a Operação Barbarossa, a invasão da URSS. A Batalha da Inglaterra estava vencida. Churchill pronunciou então uma de suas frases mais famosas "Nunca no campo dos conflitos humanos tantos deveram tanto a tão poucos" se referindo aos aviadores britânicos, poloneses e franceses que lutaram para impedir a invasão alemã.
Fico triste em pensar que não temos, na história do Brasil, uma passagem como essa, da qual podemos nos orgulhar sem restrições.
terça-feira, 9 de março de 2010
A Casa de Pavlov
Em setembro de 1942 a cidade de Stalingrado, à beira do rio Volga, era cenário da maior batalha da Segunda Guerra Mundial. Hitler e Stalin disputavam a cidade estratégica para a tomada dos campos de petróleo ao sul da União Soviética. A média de vida de um soltado em Stalingrado era de 24 horas, a cidade estava em ruínas e cada palmo era disputado a golpes de baioneta, pás e picaretas. Os alemães diziam que conquistavam a cozinha mas ainda estavam lutando na sala de estar.
Nesse cenário um pelotão foi incumbido de tomar um edifício de quatro andares posicionado estrategicamende em frente a uma praça. O sargento Yakov Pavlov, substituindo seu superior que havia sido ferido, cumpriu a missão com três companheiros e tomaram o prédio. Eles foram reforçados por soldados e armamentos e então 24 homens (algumas fontes citam 30 nomes) estabeleceram uma fortaleza no edifício. Cercaram-no com minas, arame farpado e trincheiras, metralhadoras e morteiros foram posicionados. Trincheiras faziam a comunicação com o rio Volga o que permitia que os defensores recebessem suprimentos. Do prédio eles mantinham o entorno da praça livre de soldados alemães. Para se proteger dos bombardeios da Luftwaffe eles usaram sinalizadores de forma a enganar os pilotos e dar outros alvos para bombardeios.
De 27 de setembro a 25 de novembro o sargento Pavlov e seus homens defenderam a posição de insistentes investidas dos alemães. Em determinado momento as tropas alemãs adotaram a estratégia de "viva e deixe viver" em relação àqueles soldados, era melhor não se meter com eles. No entanto ordens eram enviadas para a retomada do edifício e novamente os homens de Pavlov rechaçavam tanques, batalhões de demolição e tropas de assalto. Posicionavam-se no telhado, nos porões e nas janelas, deixavam dezenas de corpos e sucata bélica na praça em frente, subiam para os andares superiores para fugir do alcance dos tanques e assim destruí-los. Água e comida eram insuficientes, utilizavam isolamentos de lã arrancados de canos para tentar dormir enquanto os alemães atiravam no edifício dia e noite. Eram apoiados também por civis que se escondiam no prédio.
No lugar do edifício hoje existe um prédio residencial e um memorial foi erguido ao seu lado com os tijolos do edifício original. Tornou-se um símbolo da resistência soviética à invasão nazista e principalmente porque, até então, os alemães haviam conquistado cidades e países inteiros em algumas semanas mas não conseguiram, por 59 dias, tomar um edifício semi-destruído defendido por apenas 24 homens. O forte Eben-Emael, na Bélgica, era a fortaleza mais poderosa na época foi e tomado por 80 paraquedistas alemães em poucas horas. Nos mapas de guerra alemães a Casa de Pavlov era marcada como fortaleza.
Yakov Pavlov foi condecorado como Herói da União Soviética vindo a falecer em 1981.
Nesse cenário um pelotão foi incumbido de tomar um edifício de quatro andares posicionado estrategicamende em frente a uma praça. O sargento Yakov Pavlov, substituindo seu superior que havia sido ferido, cumpriu a missão com três companheiros e tomaram o prédio. Eles foram reforçados por soldados e armamentos e então 24 homens (algumas fontes citam 30 nomes) estabeleceram uma fortaleza no edifício. Cercaram-no com minas, arame farpado e trincheiras, metralhadoras e morteiros foram posicionados. Trincheiras faziam a comunicação com o rio Volga o que permitia que os defensores recebessem suprimentos. Do prédio eles mantinham o entorno da praça livre de soldados alemães. Para se proteger dos bombardeios da Luftwaffe eles usaram sinalizadores de forma a enganar os pilotos e dar outros alvos para bombardeios.
De 27 de setembro a 25 de novembro o sargento Pavlov e seus homens defenderam a posição de insistentes investidas dos alemães. Em determinado momento as tropas alemãs adotaram a estratégia de "viva e deixe viver" em relação àqueles soldados, era melhor não se meter com eles. No entanto ordens eram enviadas para a retomada do edifício e novamente os homens de Pavlov rechaçavam tanques, batalhões de demolição e tropas de assalto. Posicionavam-se no telhado, nos porões e nas janelas, deixavam dezenas de corpos e sucata bélica na praça em frente, subiam para os andares superiores para fugir do alcance dos tanques e assim destruí-los. Água e comida eram insuficientes, utilizavam isolamentos de lã arrancados de canos para tentar dormir enquanto os alemães atiravam no edifício dia e noite. Eram apoiados também por civis que se escondiam no prédio.
O general Rodimtsev, em momentos de desânimo, enviava sinais de rádio para Pavlov para saber se eles ainda resistiam. Com a resposta positiva, mandava que a notícia se espalhasse por toda a linha. Saber que a Casa de Pavlov resistia dava ânimo aos combatentes vermelhos. O general Vassili Chuikov declarou que os homens de Pavlov teriam matado mais nazistas em Stalingrado do que estes haviam perdido de soldados na tomada de Paris.
O sargento Pavlov e sua "casa"
No lugar do edifício hoje existe um prédio residencial e um memorial foi erguido ao seu lado com os tijolos do edifício original. Tornou-se um símbolo da resistência soviética à invasão nazista e principalmente porque, até então, os alemães haviam conquistado cidades e países inteiros em algumas semanas mas não conseguiram, por 59 dias, tomar um edifício semi-destruído defendido por apenas 24 homens. O forte Eben-Emael, na Bélgica, era a fortaleza mais poderosa na época foi e tomado por 80 paraquedistas alemães em poucas horas. Nos mapas de guerra alemães a Casa de Pavlov era marcada como fortaleza.
Yakov Pavlov foi condecorado como Herói da União Soviética vindo a falecer em 1981.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Porque eu sou esquecido
Esqueci de falar da coisa mais legal que vi em Montevidéu. Foram duas peças do Graf Spee, um navio alemão da Segunda Guerra que aterrorizou o Atlântico e foi afundado por seu comandante na costa uruguaia. Suas peças, uma delas a âncora, foram resgatadas recentemente e estão expostas no porto de Montevidéu.
E outra coisa bem legal que trouxe do cruzeiro foi esse bichinho do vídeo que eu dei para minha mãe. Ganhou o nome de Giuseppe e está fazendo sucesso por onde vai.
E outra coisa bem legal que trouxe do cruzeiro foi esse bichinho do vídeo que eu dei para minha mãe. Ganhou o nome de Giuseppe e está fazendo sucesso por onde vai.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Rosa de Stalingrado
Lydia Litvyak, Lily Litvak ou Lydia Vladimirovna Litvyak. Dependendo da tradução, existem vários nomes para a aviadora que ficou conhecida como a Rosa (Branca) de Stalingrado. Terminei o livro sobre ela ontem e, de certa forma, fiquei apaixonado pela piloto russa que se alistou como voluntária aos 19 anos para defender seu país da invasão alemã na Segunda Guerra. Junto com outras meninas de sua idade, ela preferiu enfrentar a guerra a ver seu país invadido. Se tornou a maior combatente aérea entre as mulheres com 12 vitórias individuais e 4 coletivas (esses números são sempre meio duvidosos) sem deixar de "derrubar" alguns de seus companheiros de batalha por outros motivos. Segundo suas colegas da escola de preparação "Nem a melhor nem a mais bela mas a mais bela das melhores".

Condecorada como Herói da União Soviética (Rússia em seguida) até hoje há um mistério sobre se ela teria ou não sobrevivido após sua última missão aos 21 anos. Existe um monumento a ela em frente a uma escola que possui um museu em sua homenagem. Fica numa pequena cidade na Ucrânia, Krasny Luch sobre a qual teria sido sua última batalha. O livro é bom mas peca por não citar fontes ou referências e eu fiquei na dúvida sobre o que lá é real e o que é ficção.
Mas, com uma ficha dessas, não tinha como eu não me apaixonar.

E hoje as meninas de 21 se acham o máximo por encherem a cara na boate...

Condecorada como Herói da União Soviética (Rússia em seguida) até hoje há um mistério sobre se ela teria ou não sobrevivido após sua última missão aos 21 anos. Existe um monumento a ela em frente a uma escola que possui um museu em sua homenagem. Fica numa pequena cidade na Ucrânia, Krasny Luch sobre a qual teria sido sua última batalha. O livro é bom mas peca por não citar fontes ou referências e eu fiquei na dúvida sobre o que lá é real e o que é ficção.
Mas, com uma ficha dessas, não tinha como eu não me apaixonar.
E hoje as meninas de 21 se acham o máximo por encherem a cara na boate...
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