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terça-feira, 13 de março de 2012
Chá com o Arcebispo
Estou lendo "Senta a Pua", livro sobre histórias da Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial. O autor busca depoimentos de colega e conta casos e curiosidades do perído de treinamento e da guerra em si.
Em histórias relatando casos de brasileiros que caíram prisioneiros dos alemães, surge a figura do embaixador brasileiro em Paris que, ao invés de ajudar os combatentes a retornarem a seu quartel general em Pizza, se disse ocupado e atrasado para um chá com o arcebispo. Curioso que o autor relata que a família do embaixador é uma das tradicionais de sua terra natal e que ele sempre foi muito importante no Itamaraty. Como alguém que não faz o seu travabalho direito torna-se importante? Tomando chá com o arcebispo.
A lição dessa história é que não é importante ter seu trabalho bem feito, é importante sim que você "faça o social", mantenha sua rede de influencia e contatos. Quantas vezes você notou seu chefe mais preocupado em puxar o saco de seu superior direto do que em atender as necessidades da equipe? Quantas vezes soube de alguém que, mesmo mostrando-se menos capaz dos que estavam a seu redor, subiu mais rápido na empresa por almoçar com as pessoas certas? Não sei se esta é uma característica brasileira ou mundial mas a regra parece ser essa. O importante é tomar o chá com o arcebispo.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Sol & Lua - O Livro
Se você busca apenas um romance envolvendo vampiros, vai encontrar. Se você procurar a história de alguém descobrindo muito sobre a vida, sobre si mesma e sobre o mundo,inclusive a crueldade da vida que a cerca, também vai encontrar.
Para ler o livro existem essas duas opções, apenas como um espectador da história ou tentando entender o que se passa na cabeça de Hanna, e como ela descobre o mundo. Ou melhor, como a autora conta parte de sua descoberta do mundo e suas experiências no Rio de Janeiro e Nova Friburgo.
Blog do livro: http://soleluaolivro.blogspot.com/
Onde Comprar:
Loja Galileu Ipanema: Rua Visconde de Pirajá 207/loja A
Loja Galileu Tijuca: Rua Major Ávila 116/loja B
Loja Galileu Largo do Machado: Rua do Catete 347/loja B
Livraria Saraiva
Editora Litteris
Para ler o livro existem essas duas opções, apenas como um espectador da história ou tentando entender o que se passa na cabeça de Hanna, e como ela descobre o mundo. Ou melhor, como a autora conta parte de sua descoberta do mundo e suas experiências no Rio de Janeiro e Nova Friburgo.
Blog do livro: http://soleluaolivro.blogspot.com/
Onde Comprar:
Loja Galileu Ipanema: Rua Visconde de Pirajá 207/loja A
Loja Galileu Tijuca: Rua Major Ávila 116/loja B
Loja Galileu Largo do Machado: Rua do Catete 347/loja B
Livraria Saraiva
Editora Litteris
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Rosa de Stalingrado
Lydia Litvyak, Lily Litvak ou Lydia Vladimirovna Litvyak. Dependendo da tradução, existem vários nomes para a aviadora que ficou conhecida como a Rosa (Branca) de Stalingrado. Terminei o livro sobre ela ontem e, de certa forma, fiquei apaixonado pela piloto russa que se alistou como voluntária aos 19 anos para defender seu país da invasão alemã na Segunda Guerra. Junto com outras meninas de sua idade, ela preferiu enfrentar a guerra a ver seu país invadido. Se tornou a maior combatente aérea entre as mulheres com 12 vitórias individuais e 4 coletivas (esses números são sempre meio duvidosos) sem deixar de "derrubar" alguns de seus companheiros de batalha por outros motivos. Segundo suas colegas da escola de preparação "Nem a melhor nem a mais bela mas a mais bela das melhores".

Condecorada como Herói da União Soviética (Rússia em seguida) até hoje há um mistério sobre se ela teria ou não sobrevivido após sua última missão aos 21 anos. Existe um monumento a ela em frente a uma escola que possui um museu em sua homenagem. Fica numa pequena cidade na Ucrânia, Krasny Luch sobre a qual teria sido sua última batalha. O livro é bom mas peca por não citar fontes ou referências e eu fiquei na dúvida sobre o que lá é real e o que é ficção.
Mas, com uma ficha dessas, não tinha como eu não me apaixonar.

E hoje as meninas de 21 se acham o máximo por encherem a cara na boate...

Condecorada como Herói da União Soviética (Rússia em seguida) até hoje há um mistério sobre se ela teria ou não sobrevivido após sua última missão aos 21 anos. Existe um monumento a ela em frente a uma escola que possui um museu em sua homenagem. Fica numa pequena cidade na Ucrânia, Krasny Luch sobre a qual teria sido sua última batalha. O livro é bom mas peca por não citar fontes ou referências e eu fiquei na dúvida sobre o que lá é real e o que é ficção.
Mas, com uma ficha dessas, não tinha como eu não me apaixonar.
E hoje as meninas de 21 se acham o máximo por encherem a cara na boate...
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Talento
Esses dias termimei de ler a biografia de Jimi Hendrix escrita por Sharon Lawrence, jornalista e amiga do guitarrista americano. Mesmo descontando-se a visão apaixonada da escritora, vê-se que Hendrix foi uma figura única, daquelas que surgem às vezes para mudar algo no mundo e tem passagem rápida por aqui. Sua carreira durou praticamente só três anos e quatro discos oficiais até sua morte em 1970 aos 27 anos.
Há uns anos um professor da faculdade dizia que os artistas criam mais quando estão sofrendo e eu acredito nessa tese. Basta lembrar de Eric Clapton que teve dois dos seus maiores sucessos escritos em momentos de grande sofrimento. "Layla" foi feita quando ele estava apaixonado pela esposa de um amigo, Patty Boyd, então Patty Harrison, esposa de George Harrison. "Tears in Heaven", apesar de sua levada romântica, foi escrita quando Clapton perdeu seu filho Connor em uma queda da janela do 11º andar. Ou seja, a criação está intimamente ligada ao sentimento e a dor parece ser o mais poderoso sentimento para a criação.
Jimi Hendrix foi um desses jovens com infância sofrida, pai ausente e alcoólatra, mãe alcoólatra, jogado para lá e para cá entre membros da família (e hoje sua herança é disputada desta forma mas falo disso depois), pobre, passou fome procurando um rumo na vida e uma oportunidade de tocar guitarra. Ficava andando pela rua com a guitarra a tiracolo, tocando sempre que podia. Ganhou perícia, técnica ao expressar seus sentimentos através da guitarra. Acreditava que a música tem o poder de unir as pessoas, sonhava compor uma que fosse tão perfeita que as curasse. Em momentos da narrativa se vê como ele preferiu se expressar pelos sons da guitarra do que por palavras e foi muito bem compreendido.
Eu costumo dizer que um cara para se denominar guitarrista tem que ter ouvido Hendrix, se não é só um tocador de guitarra. John Mayer disse que Hendrix é o denominador comum de todos os estilos musicais. Guitarristas contemporâneos de Jimi se sentiram ameaçados, apavorados e foram influenciados por ele. Os atuais, com técnicas impressionantes, equipamentos modernos, arranjos elaborados e estudos aprofundados invariavelmente se referem a Jimi Hendrix como seu herói. Joe Satriani largou o futebol e foi ser guitarrista no dia em que Hendrix morreu, Pepeu gomes virou guitarrista e fugiu de casa, Pete Townshend e Eric Clapton pensaram em abandonar a carreira. Algmas pessoas questionam se ele é o maior guitarrista de todos os tempos, geralmente baseados nas técnicas desenvolvidas nas últimas décadas. É difícil convencer certas pessoas de que a habilidade com os dedos não significa virtuosismo, talento e o quanto a música mudou depois de Jimi Hendrix.
Para ter uma ideia, uma vaga ideia do que eu quis dizer, ouça "Little Wing", música que ele fez para sua mãe, de preferência a versão ao vivo em Winterland (acho que já postei ela aqui).
Para fazer justiça, não podia deixar de citar Mitch Mitchell e Noel Redding, baterista e baixista que acompanharam Hendrix na Jimi Hendrix Experience e que morreram sem terem sua importância reconhecida pela "família" Hendrix.
Às vezes eu queria conseguir expressar o que sinto com a guitarra mas acho que sou relaxado demais, logo esqueço o que me aborrecia, principalmente depois de gastar energia no kung fu. Sem falar que eu não levo muito jeito com as seis cordas, mas me divirto mesmo assim.
Hoje em dia tem quem ache que Joe Satriani, Steve Vai, Yngwie Malmsteen ou John Petrucci são melhores do que Hendrix mas quando eles se juntam em apresentações do G3 invariavelmente celebram o maior de todos com suas músicas, Red House, Voodoo Child ou outras.
Há uns anos um professor da faculdade dizia que os artistas criam mais quando estão sofrendo e eu acredito nessa tese. Basta lembrar de Eric Clapton que teve dois dos seus maiores sucessos escritos em momentos de grande sofrimento. "Layla" foi feita quando ele estava apaixonado pela esposa de um amigo, Patty Boyd, então Patty Harrison, esposa de George Harrison. "Tears in Heaven", apesar de sua levada romântica, foi escrita quando Clapton perdeu seu filho Connor em uma queda da janela do 11º andar. Ou seja, a criação está intimamente ligada ao sentimento e a dor parece ser o mais poderoso sentimento para a criação.
Jimi Hendrix foi um desses jovens com infância sofrida, pai ausente e alcoólatra, mãe alcoólatra, jogado para lá e para cá entre membros da família (e hoje sua herança é disputada desta forma mas falo disso depois), pobre, passou fome procurando um rumo na vida e uma oportunidade de tocar guitarra. Ficava andando pela rua com a guitarra a tiracolo, tocando sempre que podia. Ganhou perícia, técnica ao expressar seus sentimentos através da guitarra. Acreditava que a música tem o poder de unir as pessoas, sonhava compor uma que fosse tão perfeita que as curasse. Em momentos da narrativa se vê como ele preferiu se expressar pelos sons da guitarra do que por palavras e foi muito bem compreendido.
Eu costumo dizer que um cara para se denominar guitarrista tem que ter ouvido Hendrix, se não é só um tocador de guitarra. John Mayer disse que Hendrix é o denominador comum de todos os estilos musicais. Guitarristas contemporâneos de Jimi se sentiram ameaçados, apavorados e foram influenciados por ele. Os atuais, com técnicas impressionantes, equipamentos modernos, arranjos elaborados e estudos aprofundados invariavelmente se referem a Jimi Hendrix como seu herói. Joe Satriani largou o futebol e foi ser guitarrista no dia em que Hendrix morreu, Pepeu gomes virou guitarrista e fugiu de casa, Pete Townshend e Eric Clapton pensaram em abandonar a carreira. Algmas pessoas questionam se ele é o maior guitarrista de todos os tempos, geralmente baseados nas técnicas desenvolvidas nas últimas décadas. É difícil convencer certas pessoas de que a habilidade com os dedos não significa virtuosismo, talento e o quanto a música mudou depois de Jimi Hendrix.
Para ter uma ideia, uma vaga ideia do que eu quis dizer, ouça "Little Wing", música que ele fez para sua mãe, de preferência a versão ao vivo em Winterland (acho que já postei ela aqui).
Para fazer justiça, não podia deixar de citar Mitch Mitchell e Noel Redding, baterista e baixista que acompanharam Hendrix na Jimi Hendrix Experience e que morreram sem terem sua importância reconhecida pela "família" Hendrix.
Às vezes eu queria conseguir expressar o que sinto com a guitarra mas acho que sou relaxado demais, logo esqueço o que me aborrecia, principalmente depois de gastar energia no kung fu. Sem falar que eu não levo muito jeito com as seis cordas, mas me divirto mesmo assim.
Hoje em dia tem quem ache que Joe Satriani, Steve Vai, Yngwie Malmsteen ou John Petrucci são melhores do que Hendrix mas quando eles se juntam em apresentações do G3 invariavelmente celebram o maior de todos com suas músicas, Red House, Voodoo Child ou outras.
Assuntos:
eu mesmo,
Jimi Hendrix,
livros,
música,
rock
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Dom Quixote
Não sei se alguém aqui (por 'aqui' entendam 'que está lendo o blog') já leu "Dom Quixote". Mesmo quem não leu sabe algo dessa história de tanto que já foi retratada e citada em filmes, séries, novelas. É um dos meus livros preferidos, já li duas vezes e ele não é pequeno. Na segunda vez captei coisas que não tinha pego na primeira, normal. Tem passagens engraçadíssimas e muitas vezes a gente se pega torcendo pelo louco fidalgo que pensa ser cavaleiro andante mesmo sabendo que é tudo coisa da cabeça dele e fica pasmo diante da simplicidade do famoso escudeiro Sancho Pança.
Um dia, procurando algo de bom na TV, peguei pela metade um documentário sobre esse livro. Não lembro de muita coisa que foi dita sobre ele, apenas a frase de um pesquisador (?) que dizia que essa era a história mais triste já contada porque era a história de uma desilusão.
Pensei sobre isso e mesmo não achando que seja essa a "moral da história" tenho que concordar. É preciso ler o livro para entender isso e se alguém quiser eu conto o final em off. Só não concordava muito sobre o fato de ser a história de uma desilusão fazer com que esta fosse a história mais triste já contada mas hoje eu também entendo isso.
Acho que livros, filmes, histórias nos emocionam mais quando nos identificamos com algum personagem, pelo menos comigo é assim. Nunca me identifiquei com Dom Quixote mas acho que todo mundo tem um pouco disso de buscar algo irreal, inatingível, que não sabemos ser até descobrirmos e termos nossa desilusão.
Off topic:
O texto da Beattrice em suas "Literatices Eróticas" está bem legal.
Hoje o Túnel Rebouças teve uma das pistas liberada alternadamente. De manhã da Zona Sul para a Zona Norte e de tarde no sentido contrário o que se encaixa perfeitamente com meu intinerário.
A Beth decifrou o que é ser 100% Prostituto em um texto no seu blog.
Um dia, procurando algo de bom na TV, peguei pela metade um documentário sobre esse livro. Não lembro de muita coisa que foi dita sobre ele, apenas a frase de um pesquisador (?) que dizia que essa era a história mais triste já contada porque era a história de uma desilusão.
Pensei sobre isso e mesmo não achando que seja essa a "moral da história" tenho que concordar. É preciso ler o livro para entender isso e se alguém quiser eu conto o final em off. Só não concordava muito sobre o fato de ser a história de uma desilusão fazer com que esta fosse a história mais triste já contada mas hoje eu também entendo isso.
Acho que livros, filmes, histórias nos emocionam mais quando nos identificamos com algum personagem, pelo menos comigo é assim. Nunca me identifiquei com Dom Quixote mas acho que todo mundo tem um pouco disso de buscar algo irreal, inatingível, que não sabemos ser até descobrirmos e termos nossa desilusão.
Off topic:
O texto da Beattrice em suas "Literatices Eróticas" está bem legal.
Hoje o Túnel Rebouças teve uma das pistas liberada alternadamente. De manhã da Zona Sul para a Zona Norte e de tarde no sentido contrário o que se encaixa perfeitamente com meu intinerário.
A Beth decifrou o que é ser 100% Prostituto em um texto no seu blog.
sábado, 6 de outubro de 2007
O Mundo de Vidro - Maurício Porto
Esse é o livro de estréia de Maurício Porto e conta uma história de amor de dois personagens sem nome no mundo atual mas sem um lugar exato. Com e-mails anônimos, reveillon, e alguns detalhes de sua vida real.
O que me tocou nesse livro foi ver várias vezes nele parte da minha história. Faz a gente acreditar um pouco mais que existe amor, que até os "losers" podem se dar bem, que sensibilidade, pureza e honestidade ainda têm lugar no mundo.
A má notícia para quem se interessou é que acho que esse livro não está nas livrarias por ser de um escritor amador. Quem sabe quando ele ficar famoso não reeditem sua primeira obra? Eu consegui porque sou amigo de uma amiga dele, hehehe!!
Abaixo o trecho que talvez tenha sido o que mais mexeu comigo.
O que me tocou nesse livro foi ver várias vezes nele parte da minha história. Faz a gente acreditar um pouco mais que existe amor, que até os "losers" podem se dar bem, que sensibilidade, pureza e honestidade ainda têm lugar no mundo.
A má notícia para quem se interessou é que acho que esse livro não está nas livrarias por ser de um escritor amador. Quem sabe quando ele ficar famoso não reeditem sua primeira obra? Eu consegui porque sou amigo de uma amiga dele, hehehe!!
Abaixo o trecho que talvez tenha sido o que mais mexeu comigo.
"É, as coisas são assim mesmo. A gente nunca dá o valor devido ao que vem fácil e fica querendo complicar, achar problemas e defeitos. Defeitos estes que demoramos a reconhecer como inexistentes e simplesmente frutos da nossa imaginação."O e-mail do autor para contato é omundodevidro@gmail.com
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