quarta-feira, 16 de abril de 2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

A Corrida da Noite

Jonas saiu para mais algumas horas rodando em seu táxi. Quer dizer, não era seu táxi, o fato de ser motorista auxiliar só deixava as coisas mais desagradáveis além do fato de ter que trabalhar durante a madrugada. Não gostava daquilo, não gostava de trabalhar, por vezes encostava o carro e dormia mas em uma dessas foi assaltado, perdeu toda a féria e ficou devendo ao dono do carro. Desde então achou um jeito de deixar as coisas mais interessantes para ele e adquiriu um segundo taxímetro.








terça-feira, 11 de março de 2014

Em Nome do Padre

O padre Benett levantou-se no mesmo horário de sempre, pouco antes do Sol raiar nesta época fria do ano. Sua idade já mostrava as dificuldades para alguns movimentos mas ainda tinha vigor para exercer seu sacerdócio e ajudar os necessitados da região. Era querido por eles, pelos fiéis e pela vizinhança, um senhor amigável com todos mesmo que nem sempre sorridente.

As articulações estalavam conforme se movimentava “coisa de velho” ele dizia, agravada pelo frio e pelo corpo pouco aquecido, ao longo do dia essa trilha sonora cessaria. Após suas orações preparou o café da manhã para dois como fazia nos últimos meses embora morasse sozinho. Comeu sua parte, embrulhou o restante e colocou em uma sacola. Mudou sua roupa e viu os primeiros raios de Sol entrando pela janela. Agradeceu ao Senhor pela oportunidade de vê-los mais uma vez e saiu de sua paróquia com a refeição extra nas mãos.

Caminhava devagar pensando no homem que vivia na rua a algumas quadras de distância que se apresentara apenas como João. Ele havia surgido por ali há meses e por mais que o padre insistisse, preferia morar na rua do que em um abrigo, sentia-se mais livre assim. Nunca contava sua história, aparentava ter idade para ser filho de Benett. Vivia da caridade das pessoas como qualquer morador de rua, e recebia a visita do padre que lhe trazia a primeira refeição todos os dias. Era mais uma das boas ações do sacerdote e o fazia caminhar pela manhã.

O vento frio incomodava e mexia os ralos cabelos do padre quando ele chegou ao beco em que João costumava dormir. Ficou surpre-so por não vê-lo entre seus trapos e passou a chamá-lo. Não havia resposta, ele olhava em volta a procura de algum movimento, nada. A sombra metros acima de sua cabeça não havia chamado sua atenção até que ouviu o bater das asas de um pombo. À primeira vista não entendeu o que era aquilo, como se seu cérebro tentasse identificar uma imagem nova. Havia trapos presos à parede, dispostos em uma forma pouco usual - como se fosse usual haver trapos presos à parede. Tomavam a forma de um grande pássaro, com o corpo e asas mas no meio dos trapos os olhos cansados do padre Benett começaram a identificar uma forma mais comum, mas aquilo não tinha nada de comum. Pernas, tronco, braços, dispostos da forma mais comum aos olhos de um padre, um homem seminu pendia entre os trapos com os braços abertos e a cabeça tombada. A incredulidade do que via impediam o padre de entender o que estava diante de seus olhos. Preso à parede a pouco mais de três metros de altura, João estava crucificado na parede.

O grito não saiu de sua boca, o fôlego falhou, o coração acelerou, apenas repetia em sua mente que João estava crucificado mas essa distorção dos evangelhos não era assimilada pelo seu inconsciente, uma luta se travava entre o que ele via e o que seu cérebro assimilava. Uma eternidade se passou até que ele conseguisse se mover e gritar por ajuda. Algumas pessoas já circulavam pela rua e viram o padre assustado, correram para ajudá-lo e a visão do homem pregado à parede chocava a todos. Fotógrafos, bombeiros, ambulância, polícia chegaram ao local, retiraram o homem mas não havia o que ser feito. O sangue que se esvaíra de seu corpo já havia coagulado, seu corpo estava rígido e frio, a morte pode ter vindo de forma lenta com as dores e o frio da madrugada.

Era apenas um morador de rua, talvez sua morte não tivesse mais repercussão do que uma nota de jornal mas a forma com que o mataram ganhou manchetes, pelo menos dos tablóides mais baratos, os jornais mais tradicionais foram reservados em estampar a imagem de um homem crucificado em suas páginas. Em outros a imagem ganhou a capa e foi exposta em bancas de jornal da cidade. Mesmo em outros países a imagem circulou, deixando alguns incrédulos de sua veracidade.

Em sua homilia dominical daquela semana, padre Benett, ainda chocado, falou sobre os horrores que viu, emocionado, citou os horrores do mundo, alertou para o caminho que a humanidade percorria até sua perdição, sua derrocada. Sua igreja estava cheia como há muito não via, algumas pessoas que se distanciaram provavelmente enxergaram um sinal naquela morte e voltaram às orações. Em alguns dias ou semanas aquilo seria esquecido, o padre já não tinha muita fé de que as pessoas voltassem a Deus e pensar que a crucificação de um morador de rua pudesse fazer isso o deixavam em enorme conflito com sua consciência.

Algumas semanas se passaram e apesar da blasfêmia e de alguns gritos indignados as investigações sobre o assassinato não evoluíram, por mais bizarro que ele fosse, pouca energia foi gasta para fazer justiça a um mendigo. Teria sido uma história para se perder no tempo se, numa repetição mórbida, ela não houvesse se repetido exatamente vinte e oito dias depois.

Quatro semanas e quatrocentos quilômetros de distância separaram a morte de João, o mendigo, de Mateus, o estudante. O jovem havia saído para uma festa com amigos, se separou deles a caminho de casa mas não chegou. Seus pais acionaram a polícia que só encontrou o corpo seminu do rapaz disposto em cruz, pendurado junto com suas roupas nas paredes de um prédio longe do caminho que ele percorreria na noite anterior.

Dessa vez as especulações sobre o assassinato passaram de “uma brincadeira de mau gosto” para “serial killer”, “seita satânica” ou “ira divina”. Podia ser o mesmo assassino pois o intervalo de tempo permitia com sobra o deslocamento e planejamento. A escolha das vítimas podia ser aleatória, apenas alguém que estivesse ao alcance. Trabalhou-se com a possibilidade de um grupo espalhado pelo país ou um assassino inspirado por outro. Já se especulava a data da próxima morte, vinte e oito dias em contagem regressiva e se a próxima vítima também teria nome de apóstolo e qual seria.

As apostas mais loucas pareciam certas pois vinte e oito dias depois, a quatrocentos quilômetros de ambas as mortes anteriores, Tiago foi crucificado.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Unbound

Acordei ainda meio atordoado e me vi com as mãos amarradas, junto a três outros homens em uma carroça. Todos estavam amarrados e um deles também amordaçado. Sentia minha cabeça doendo, provavelmente consequência da minha prisão, da qual eu não lembrava o motivo. Ouvi a conversa dos outros dois, um dizia que fora preso ao tentar deixar a província, era um ladrão, o outro era um dos rebeldes de Ulfric, que era o homem amordaçado ao meu lado. Éramos prisioneiros do Império, nos levavam a Helgen para nossa execução.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O Duelo



Eu parei para atravessar a rua. Era uma rua larga, com quatro faixas, duas para cada lado. Parei diante da faixa de pedestres, o sinal ainda vermelho para mim demoraria para abrir. Do outro lado um cara mais novo, exatamente em posição oposta a minha se posicionava praticamente ao mesmo tempo. Olhei em seus olhos e ele pareceu não perceber, assumiu uma posição entre distraída e ameaçadora cruzando os braços. Ambos os lados da calçada estavam cheios, não haveria muito para onde correr, nossos caminhos se encontrariam diante da mira dos carros, loucos para pegar um desavisado que demorasse demais a cruzar aquela faixa cinza da morte e deixar seus restos mortais colorindo o asfalto de vermelho.

sábado, 12 de outubro de 2013

Red Dead Redemption - Far Away

Quando eu li pela primeira vez que videogames deviam ser tratados como arte eu nem jogava ainda mas não discordei. Mesmo sem jogar eu lia sobre e ouvia falar. Vejamos, que forma de artes consagradas nós temos? Literatura, pintura, fotografia, música, cinema? Videogames possuem histórias excelentes, bem contadas e muitas vezes complexas, alguns deles renderam livros. Os cenários dos jogos não diferem de pinturas e muitas vezes fotografias. Alguns mostram lugares reais e históricos, outros criam mundos de fantasia e ficção científica tais quais vemos no cinema, que é basicamente uma mistura de literatura, fotografia e música.

E aí o blá blá blá chega ao fim e mostro o vídeo que motivou o post. O jogo Red Dead Redemption conta a história de um ex-bandido obrigado pela polícia a capturar seus antigos parceiros em troca da liberdade de sua família. Isso já renderia um clássico filme de faroeste! A história se passa na fronteira dos EUA com o México por volta de 1911. Na primeira vez em que o personagem se aproxima desta fronteira o volume do som ambiente abaixa e a música "Far Away" de José Gonzalez toca inteira. Vejam no clipe se não é algo digno de arte.


Far Away - José Gonzalez

Step in front of a runaway train just to feel alive again.
Pushing forward through the night, aching chest,blurry sight .
It's so far, so far away.
It's so far, so far away.
Cold wind blows into the skin.
Can't believe the state you're in.
It's so far, so far away.
It's so far, so far away.
Who are you trying to? impress, steadily creating a mess?
Step in front of a runaway train, just to feel alive again.
Pushing forward through the night, aching just blow aside.
Aching just to blow aside, aching just to blow aside...
Step in front of a runaway train, just to feel alive again.
Pushing forward through the night, aching just blow aside.
Aching just to blow aside, aching just to blow aside...

Em tempo, Red Dead Redemption era meu jogo preferido até eu descobrir The Elder Scrolls V: Skyrim. Falarei dele depois.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Pergunta do dia

O que fazer com palavras não ditas?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Grandes verdades ditas por grandes filhos da puta.

"A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística." (Joseph Stalin, ditador soviético, responsável pela morte de aproximadamente 7,5 milhões de pessoas na URSS)

"Uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade" (Joseph Goebels, ministro da propaganda de Hitler)

"O preço da justiça está no canhoto do meu talão de cheque" (Sergio Naya, deputado e engenheiro responsável pela morte de oito pessoas na queda do edifício Palace II no Rio de Janeiro em 1998)

"O problema não é a opinião pública e sim a opinião publicada" (Paulo Maluf)

terça-feira, 14 de maio de 2013

Porque Sou a Favor de Cotas Raciais

Dizem que em blog é preciso timing e acho que perdi um pouco ao não falar sobre isso ontem. Teria sido perfeito, justamente no dia em que se comemorou os 125 anos da assinatura da Lei Áurea. Aliás, alguém aí lembra da história que correu em 1988 de que essa lei só teria validade por 100 anos e que os negros poderiam voltar a serem escravizados caso o Sarney não a renovasse?

Não tem nada a ver mas achei legal


Voltando ao tema do post, eu acho que uma das minhas qualidades é mudar de opinião. Eu vejo que as pessoas que dizem que preferem ser essa metamorfose ambulante são justamente as que têm a mesma velha opinião formada sobre tudo. Pois bem, eu já fui contra cotas raciais, hoje sou a favor e esse foi um dos pontos que eu mudei de opinião ao longo dos anos.

Sendo branco (ou não, verdade, já fui chamado de branquelo, branco, moreno, negro, árabe, latino e pardo, queria que o IBGE adicionasse "cor de burro quando foge") fica fácil pra mim ser contra as cotas raciais e sendo formado é fácil ser a favor, eu não vou enfrentar vestibular mais, né? No começo eu tinha a opinião compartilhada por muitos: as cotas invertem o racismo, os brancos terão mais dificuldades para entrar, serão barrados na faculdade por um negro com nota menor, seria melhor colocar cotas para estudantes pobres, o certo é melhorar a educação de base...

Eu ainda concordo com tudo isso, exceto a dos pobres, essas existem através de cotas para estudantes da rede pública, mas mesmo assim acho que as cotas raciais são necessárias hoje por um motivo que começou há 125 anos e um dia atrás. Aprendemos na escola que ao mesmo tempo que os negros foram libertos eles não foram reintroduzidos na sociedade e por isso hoje a interseção dos conjuntos de negros e pobres no nosso país é tão grande. Dessa forma penso que adotando as cotas raciais corrigimos hoje um erro cometido séculos atrás. Sim, as gerações atuais e algumas do futuro pagarão por isso mas uma hora isso devia ser feito. Por isso eu acho também que as cotas devem ser temporárias. Com o tempo essas diferenças serão corrigidas, mais negros entrarão nas faculdades fora das cotas e a interseção de pobres e negros reduzirá.

Por outro lado, sou contra cotas em concursos públicos em nível superior. Ora, se todos saem da mesma faculdade, com as mesmas condições, não há mais necessidade de favorecer um grupo. Depois de entrar na faculdade, todos terão as mesmas chances, ainda mais agora que os cotistas receberão bolsa para estudar. Na faculdade a vontade individual faz mais a diferença no sucesso do aluno do que sua origem e o cara que se dedica terá mais chances no concurso.

Mas, quem sabe algo me faça mudar de opinião quanto a isso também um dia?

domingo, 12 de maio de 2013

O Outro Lado da Moeda, ou do Computador - Mais Preconceitos



Comentando o último post o Adão lembrou bem o outro lado do preconceito: pessoas que gostam de atividade física e desdenham os que gostam de estudar ou trabalhar com computador. Curioso porque de certa forma eu já estive dos dois lados, mais do lado do computador do que da academia.

Então vamos lá, qual o problema se o cara prefere estar no computador do que ir correr ou andar de bicicleta? Ou o cara prefere ficar em casa lendo, estudando. O importante é se ele está feliz, se sentindo bem com aquilo, do resto ninguém tem que se meter, a não ser que ele esteja planejando crimes na internet mas aí deixe que a polícia cuide disso.

Quem fala tão mal do nerd na frente do computador devia lembrar dele na hora que for usar um, quando for tirar fotos com o smartphone ou até com a câmera digital, quando for ao banco pagar contas ou fizer isso pela internet, quando postar as fotos da praia no "Face" ou no Instagram e até quando pegar um avião pra Europa. Porque por trás de tudo isso tem um nerd que passa horas na frente de um computador trabalhando.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Sobre músculos e preconceitos que não vemos


Nos dias 26, 27 e 28 de abril aconteceu aqui no Rio de Janeiro o evento multiesportivo Arnold Classic Brasil 2013. Foi um evento com competições de luta, fisiculturismo, pole dance e hummm... força. Não sei como denominar aquela competição em que os caras disputam literalmente pra ver quem é o mais forte. Além das competições também havia uma exposição com stands de fabricantes de suplementos, equipamentos esportivos, livros, revistas, muita coisa relacionada a esportes e especificamente à musculação e ao fisiculturismo.



Passeio pela feira


 Numa mistura de curiosidade e falta do que fazer, fui à feira no sábado munido de câmera fotográfica e filmadora. Dei com a cara na porta porque a procura era tanta que os ingressos para o dia acabaram mas comprei um para domingo quando finalmente tive contato com essa galera.

Se liga no coroa
Sempre gostei de observar as pessoas, é uma vantagem de andar sozinho por aí. Observo casais e amigos na praia, em shoppings e feiras de fisiculturismo. De cara é curioso ver um comportamento comum em eventos assim, as pessoas competem para mostrar quem faz mais parte daquele meio. Exemplificando, em shows de rock, os caras competem pra mostrar quem é mais fã da banda ou de rock ou quem foi a mais shows. Em jogos de futebol você pode ouvir discussões sobre quem foi ao jogo mais importante do time, quem foi a mais jogos. Na feira do Arnold dava pra observar várias pessoas vestidas como se fossem pra academia além das camisas com frases clássicas como "Keep calm and stay strong", "No pain no gain" e "Go hard or go home". Juro que essa parte eu achei muito engraçada até porque nem sempre o cara que usava essa camisa parecia viver em academia.






Bella Falconi

Os stands mostravam os produtos além de oferecer amostra de suplementos para ser experimentada na hora (o que me livrou de enfrentar filas enormes para comer qualquer coisa lá) e alguns atletas bem famosos do ramo estavam lá. As pessoas tiravam fotos com eles, faziam filas, um ou outro eu conhecia. Pode parecer estranho para quem vê de fora mas são os ídolos daquela galera. Se fosse um evento de guitarra eu ia querer tirar foto com caras como Joe Satriani, Steve Vai e Eric Clapton. Sim, alguns dos atletas que estavam lá seriam equivalentes a esses guitarristas ou a quem você compararia Ronnie Coleman, oito vezes vencedor do Mr Olympia (título que o Schwarzenegger conquistou "só" sete vezes)?






Fisiculturismo feminino
zLá eu fiquei pensando sobre o que a maioria das pessoas pensa ao ver essa galera que gosta mesmo de malhar, se dedica a isso e cultiva seu corpo. "Os músculos são desse tamanho mas o cérebro deve ser minúsculo", "Prefiro malhar o cérebro" (como se uma coisa excluísse outra), e por aí vai. Então me digam se isso não é preconceito? Você vê um cara bem forte, que gosta de se exercitar e assume que o cara é burro? Alguém tem ideia de como se estuda na área de educação física e alimentação esportiva? A cada dia vemos notícias de que tal alimento faz mal para no mês seguinte sair uma pesquisa falando dos seus benefícios. Cada pessoa tem suas características físicas o que mostra que um profissional deve saber adequar o treino ao seu atleta e mesmo os atletas possuem um grande conhecimento sobre o treino que fazem.



Pole Dance

Mas isso pode! Falar que um cara forte não tem cérebro é permitido, não é preconceito! Dizer que quem gosta de se exercitar é burro está liberado, pode até falar que a pessoa é escrava da ditadura da beleza. Nem vou falar no quanto de inveja pode se esconder atrás de alguns comentários.


Carol Saraiva

Ronnie Coleman: miudinho

Olha a cara de tédio do maluco

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Respondendo à pergunta do dia

Apenas para responder a quem comentou a última postagem.

Silvia, seria bom se desse pra ignorar mas uma pessoa que você conhece por tanto tempo, convive com ela, se dedica, não é alguém que a gente consiga ignorar a ausência tão fácil.

Iara, eu perguntei sim, claramente, mas não mereci nem uma resposta.

Adão, é exatamente dessa forma que eu ajo ou tento agir (estamos todos sujeitos a falhas, né?) e justamente na falta de recíproca é que vem a tristeza. Não que eu queira exatamente algo em troca do que faço, apenas que o sentimento prometido seja verdadeiro e não jogado fora junto com minhas ações.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pergunta do dia

O que você faz quando pessoas de quem você gosta, diziam gostar de você e conhece há 6, 8, 10 anos simplesmente te viram as costas muitas vezes sem nem dar explicações?

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Minha Vida é Uma Piada

Você já se sentiu numa piada? Certamente você já viu algum filme em que alguma situação que você viveu foi tão bem retratada que parece que o roteirista estava te espionando. Claro, é como uma stand up comedy, o cara pega situações do dia a dia, conta de forma cômica e faz com que o expectador ria de si mesmo. Em geral essas comédias tratam de situações genéricas, que qualquer um pode viver. No meu caso, por vezes, tenho a impressão de que Scott Adams, autor de Dilbert, me espiona.

Dilbert é um engenheiro que trabalha numa firma típica com um chefe idiota e colegas nós-cegos¹, raivosos e estúpidos. Quem trabalha em empresas, especialmente com projetos, já se viu em muitas situações retratadas por ele mas algumas me pareceram tão específicas que foram premonitórias ou uma representação cômica do que me aconteceu. Vejam: Eu trabalho com projetos. No final de 2007 houve uma reestruturação na gerência e todos os projetos foram paralizados. A tirinha saiu antes mas eu só a vi depois do que me aconteceu:

Dilbert.com



Chefe: Todos os projetos que você trabalhou nesse ano foram cancelado depois de uma reorganização. É como se você nunca tivesse existido.
Dilbert: Isso não é totalmente verdade. Por exemplo, eu ocupei espaço. Eu gostaria de ver alguém que não existe fazer isso. 
Chefe: Uma pessoa morta ocupa espaço. 
Dilbert: Mas um morto existe.
Dilbert: Eu venci a discussão mas foi uma vitória vazia.


Em 2008 eu precisei visitar uma firma que instala câmeras e sistemas de segurança. Lá pelas tantas eu vi uma dessas câmeras antivandalismo, tipo essa:


Perguntei pro cara que me acompanhava se era uma câmera antivandalismo e ele: - É sim, pode até jogar no chão que... Ele jogou e a câmera se espatifou no chão causando constrangimento geral entre os presentes e risadas até hoje aqui no setor. ANO PASSADO, quatro anos depois, Scott Adams publica esta tirinha:


Dilbert.com

CEO: Nosso tablet é indestrutível, veja isso... 
Homem: Nossa companhia é a próxima. Encontre o protótipo. 
CEO: Oops, aquilo era seu? 

Em defesa do cara da câmera, eu digo que a caixa protetora devia ter sido aparafusada antes do "teste" e ela não estava.


Uma briga recorrente em empresas é a temperatura das salas. Geralmente os prédios possuem ar-condicionado central e as pessoas não tem a mesma sensação térmica. Não sei qual a explicação científica mas as mulheres tendem a sentir mais frio, alguns colegas do sexo masculino também reclamam muito disso. Já tive alguns aborrecimentos porque acho mais fácil colocar um casaco se estiver frio do que tirar a camisa se estiver calor mas as pessoas tendem a ser egoístas e querem que o mundo seja conforme elas acham melhor. Já pensei em imprimir uma dessas tirinhas pra provocar os friorentos mas acho que poderia ser mal interpretado.


Dilbert.com

Carol: Este escritório está congelando. Por que você não está com frio?
Dilbert: Meu cérebro é muito maior que o seu. Ele aquece meu corpo quando eu penso.
Dilbert: Mas o que quer que você esteja fazendo agora parece estar funcionando também.

Dilbert.com

Carol: Está a 20°C aqui. Por que você não está com frio?
Wally: Eu sou um mamífero mas não gosto de me gabar disso.
Carol: O que isso quer dizer?
Wally: Pare de me bipar com seu sonar.

Essa eu coloquei pelos três primeiros quadrinhos. Qualquer engenheiro já deve ter se visto numa situação dessas, especialmente depois de responder à pergunta "o que você faz no trabalho?", o olhar das pessoas se encaixa perfeitamente.


Dilbert.com

Chefe: Vá para os Recursos Humanos para uma avaliação psicológica.
Dilbert: Porque?? Eu disse algo anormal?
Chefe: Você é um engenheiro, tudo que você diz é anormal.
Catbert²: Pergunta um: quantos corpos estão escondidos no porão da sua casa?
Dilbert: Se estão escondidos, como eu saberia?
Catbert: Bem, você poderia sentir o cheiro.
Dilbert: Não se estiverem enrolados em plástico grosso e concretados.
Wally: Como vai?
Dilbert: Não muito bem.

Esta aqui é outra pela qualquer um que trabalhe com projetos já passou. Depois de ralar muito para fazer com que as coisas aconteçam alguém vem e...


Dilbert.com


Dilbert: Como de costume, trabalhei até meia-noite ontem, mãe
Mãe: Bom, pelo menos você ganhou um dinheiro extra.
Dilbert: Não recebo hora extra.
Mãe: Bem, pelo menos era um trabalho importante.
Dilbert: Não muito. Meu chefe fez mudanças na apresentação. Essas mudanças fez elas ficarem piores.
Mãe: Bem, pelo menos você estava preparado para a reunião.
Dilbert: Foi cancelada. Mas tudo bem, o projeto não teve verba mesmo.
Mãe: Então você trabalhou de graça para piorar uma apresentação para uma reunião que não houve para um projeto que não existe.
Dilbert: Sim
Mãe: Bem, pelo menos você pode voltar no tempo sem impactar a história.
Dilbert: Sim, meu copo está meio cheio. Algumas versões dessa tirinha mostram a mãe do Dilbert simplesmente dizendo "Dilbert, você é realmente um engenheiro".

Circula por aí até com a horrível versão do Dilbert se chamando Ronaldo.

¹ Nó-cego é uma gíria para aquele cara que fica enrolando e não trabalha
² Sim, é um gato, Catbert, o maligno diretor de recursos humanos.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Nahlom

Ao melhor estilo mecenas eu encomendei esse desenho de uma amiga artista, Ann Wright ou Amedyr. Quis que fosse em papel, nada digital, com assinatura, data e tudo. Daqui a uns anos quando ela for famosa vou poder dizer que incentivei no começo e o desenho emoldurado vai ser uma preciosidade na minha casa.

Claro que tem uma inspiração em Skyrim, o estilo do dragão wynvern com duas patas e asas e o nome, na língua do jogo que significa mais ou menos Fúria da Água,


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