quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Cartões

Engraçado como no Brasil algumas coisas tomam proporções ou assumem características completamente diferentes da realidade. A última agora são os cartões corporativos que ficara associados a algo como um Cartão Corrupção mas essa visão é simplista e tendenciosa e acredito que os cartões são até uma arma a favor do povo e contra o mau uso do dinheiro público. Senão vejamos.

Alguém aí sabe dizer quanto custa fazer uma estrada ou uma ponte? Nem eu, então se o preço fica em 100 milhões a maioria de nós não vai saber reclamar e desses 100, uns 30 podem ir para no bolso de deputados que aprovaram a obra, facilitaram a escolha de tal empreiteira e por aí vai. Provavelmente ninguém vai saber onde foi parar o dinheiro nem com o que foi gasto.

Agora, com um cartão que mostra tudo, sabemos que o dinheiro foi usado pra pagar tapioca, cabelereiro e outros... É uma prestação de contas obrigatória.

Mas não, o povo prefere ver a coisa pelo lado simples.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Bi Campeão!

Precisa falar alguma coisa?


De que adianta reclamar do juiz quando poderiam ter decidido o jogo de outra forma? Quem mandou deixar o Tardelli solto no ataque? E se aquela bola na trave entrasse, podiam ganhar nos pênaltis e o juiz ia ser esquecido. Mas não, é mais fácil se esconder atrás de um juiz e não olhar os próprios erros. Azar...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Fim de samba, de volta ao Rock n Roll

Nada se compara a um show de rock


Não adianta, não há nada que se compare a um show de rock. Você pode ir a um show de samba, a um ensaio de escola de samba, em um bloco, num forró, baile funk mas nada se compara ao que acontece num show de rock. E vou mostrar por que.

Na maioria desses eventos que falei você pula, dança, ouve a música, se diverte. Em uns tipos de show você vê o artista, em outros você curte a música e nem sabe a cara de quem está tocando. Parece haver uma diversão só sua, a música embala e o público passa energia. Mas não em um show de rock.

Em um show de rock você pula, grita, canta com a banda, presta atenção nos músicos enquanto isso, viaja nos solos, balança a cabeça. Existe a energia da música, da platéia, dos músicos tudo misturado. Nem um show de hardcore como Motörhead acontece algo assim, a empolgação não é a mesma.

Provavelmente quem nunca foi em um show de rock ou goste mais de outro estilo de música não vai concordar, eu entendo, é preciso ter o rock nas veias. A Clarissa não sabia que tinha, nunca havia ido a um show de rock mas entendeu porque eu gosto tanto desse estilo.

Rock 'n' Roll

Fomos ao show do Deep Purple, terceiro que vou depois de 9 anos sem ir (eles estiveram no Rio umas três vezes nesse intervalo) e ela sentiu a energia que vem do palco.

Nos esquecemos que o show atrasou duas horas, nem ligamos se o Ian Gillan não tem mais voz, a platéia cantou por ele e com ele. Don Airey me surpreendeu, fiquei receoso quando o Jon Lord, um dos últimos da formação original saiu. Steve Morse arrebentou com a platéia, vários clássicos que eu nunca tinha visto ao vivo me deixaram em êxtase. Nem adianta eu ficar descrevendo aqui, ficam umas fotos para dar uma idéia (no Flickr tem mais).

Deep Purple
Ian Gillan, Ian Paice (ao fundo), Roger Glover, Steve Morse e Don Airey: Lenda

Semana que vem estou em São Paulo para ver Iron Maiden e em abril tem Ozzy.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Roda da chuva

Se teve uma coisa que deu errado nesse verão aqui no Rio de Janeiro foi a tal Roda Skol. Sério, queriam fazer algo parecido com a London Eye mas enquanto ela esteve no forte de Copacabana só choveu!!

Foi instalada no dia 20 de janeiro, eu estava em Teresópolis e minha mãe ligou dizendo que choveu granizo aqui em casa! Sábado agora, dia 09 ela saiu de operação e no domingo, depois de muito tempo, consegui ir à praia e de lá pra cá tem feito muito Sol na cidade.

Não à toa andam dizendo que se o Lula quiser acabar com o problema de racionamento de energia, é só colocar uma dessas onde precisar que se chova.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Preguiça pra postar e pra ler o blog do pessoal. Férias fazem isso com a gente também, ainda mais quando terminam no carnaval. Podem até servir pra recarregar energias mas é como dormir muito, a gente acorda mais mole.


Falando no carnaval, uma coisa que parece dividir um pouco quem fica no Rio é se os melhores blocos são os que tem samba-enredo próprios ou os que tocam marchinhas e sambas antigos. De um lado o pessoal que diz que os blocos tocam a mesma coisa o tempo todo, que gostam de cantar as marchinhas e os sambas. Do outro, quem gosta da bateria diferente dos blocos de samba, não liga muito pra cantar junto além do refrão e que não aguenta ouvir as mesmas músicas em vários blocos. Eu faço parte do segundo grupo, acabei enjoando de certas músicas e adoro sentir o peso da bateria. Alguns blocos até variam, tocam sambas diferentes, menos conhecidos... Mas aí ninguém sabe, não canta junto e acha chato! Hehehe!!


Por falar em blocos, vai aí a lista dos que eu fui esse ano, do sábado anterior ao domingo depois do Carnaval:


Sábado
Simpatia é Quase Amor - samba- de Ipanema, vou desde que comecei a pular Carnaval.

Domingo
Suvaco de Cristo - samba - sai da minha rua, o primeiro que eu fui já crescido hehehe!
Escravos da Mauá - samba - no Centro, nunca tinha ido.

Quinta
Esse é o Bom mas Ninguém Sabe - samba - sai no Cosme Velho, duas horas de concentração pra uma de desfile e ainda roubaram meu celular.

Sexta
Azeitona sem Caroço - marchinhas - no Leblon, sai de noite, muito bom.

Xixi no Ralo R$0,50
Xixi no Ralo R$0,50 - no Centro

Sábado
Céu na Terra - marchinhas - em Santa Tereza, muito Sol, parecia o Inferno na Terra. Muito colorido mas o calor estragou pra mim
Barbas - samba - em Botafogo, bloco do Nelsinho, filho do Nelson Rodrigues, desfila com um carro pipa molhando o povo e tem dois sambas
Empurra que Pega - samba - no Leblon, também tem dois sambas, não enche, bom pra brincar

Domingo
Cordão do Boitatá - marchinhas - no Centro, se apresenta num palco depois de quase quatro horas de espera debaixo de chuva. Me deixou puto, nunca mais, apesar de ser bom. Encheu mesmo com chuva.
Que Merda é Essa? - samba - em Ipanema, antigamente esbarrava no Simpatia no seu desfile de domingo mas agora passa depois, sem tumulto.

Segunda
Bloco de Segunda - samba - em Botafogo. Comemorou seu vigésimo desfile o que me assustou porque na primeira vez que saí nele, era só o décimo...
Rancho Flor do Sereno - marchinhas - em Copacabana, também se apresenta num palco. Sambas, marchinhas e ranchos, está precisando de um espaço maior.

Terça
A Rocha - samba - na Gávea, formado por ex-alunos da PUC. Divertido, colorido, também não enche.
Escangalha - marchinhas - também na Gávea, praticamente todo mundo da Rocha foi pra lá.
Último Gole - marchinhas - no Jardim Botânico, bem família, transforma a Pio XI num baile. Foi onde vi mais artistas rsrsrs.

Último Gole, Jardim Botânico
Último Gole

Quinta
Voltar pra Que? - samba - no Centro, alguns dos membros são de Furnas e ex-colegas de escola técnica da minha mãe.

Beijo mascarado
Voltar pra Que?

Sábado
Bafafá - marchinhas - fica parado no posto 9 em Ipanema, com o pessoal do Cordão da Bola Preta

"Carro de som" do Barangal
Barangal

Domingo
Barangal - samba - em Ipanema, tem o carro de som mais inusitado de todos. Bloco pequeno, de amigos, foi atropelado pelo bloco do Afroreggae mas continuou assim mesmo.

Ainda cheguei a ir no Bangalafumenga e no Vagalume mas achei ruins. Também tentei ir nas Mulheres de Chico mas quando cheguei já tinha acabado.

E chega, né?
Ah, tem mais fotos no Flickr

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Rio de Janeiro - City of Splendour

Esse vídeo está dando muito o que falar. Foi feito em 1936 e faz parte de uma série de filmes turísticos sobre cidades "exóticas" no mundo. Nos cariocas, dá um aperto no peito de ver como a cidade se deteriorou ao longo do tempo, principalmente depois que deixou de ser a capital federal.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Sumiço de Carnaval

É, sumi mesmo... Passei os quatro dias de Carnaval na farra, indo de bloco em bloco, pulando, suando, cantando embaixo da chuva ou do Sol. Acabei com pés, pernas, costas e alguns trocados, tirei muitas fotos, algumas já estão no Flickr.

Conheci gente nova e blocos novos, me diverti com os amigos de sempre nos blocos de sempre também. O Carnaval do ano passado tinha sido o mais animado e o mais triste da minha vida, esse agora foi o mais animado.

Essa foto aí embaixo é do bloco de sexta-feira o Azeitona Sem Caroço no Leblon, o quinto de quinze blocos que fui desde a semana passada. E ainda tem mais essa semana.


Clarissa, eu e Dani

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