quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Deus ajuda quem cedo madruga

Quantas vezes vocês já viram casos de filhos, esposas, famílias reclamando porque algum membro chega sempre tarde em casa e não tem tempo para nada? Em geral é a esposa e filhos reclamando do marido mas isso hoje em dia está mudando e agora são pais e mães que abandonam seus filhos com as babás. Isso porque precisam trabalhar até tarde, têm projetos, prazos de entrega, chefes pressionando... Mas acho que parte disso é exagero.

Trabalho numa empresa que possui horário flexível, ou seja, você precisa cumprir um mínimo mas escolhe a hora que chega e a hora que sai. E o que a maioria das pessoas prefere? Chegar tarde e sair tarde. Chegam lá pras 9 horas e saem umas 18 ou até mais tarde e a que horas chegam em casa? E chegam mortos, claro, todo mundo chega cansado e cadê o tempo para a família? E quando as coisas complicam então, ninguém tem hora pra sair.

Eu prefiro chegar cedo e sair cedo, evito o trânsito e sobra tempo para mim, quem sabe, no futuro, para minha família, esposa e filhos também? Acordar cedo não faz mal e não é tão ruim como pensam, questão de hábito. Eu, aliás, prefiro acordar sozinho às 6 do que ser acordado ás 9. Então, pensem, se quando o bicho está pegando pra mim e às 7 eu já estou com a mão na massa, depois de 11 horas muita coisa já estará adiantada e saio do trabalho umas 18 horas. Imagina o cara que faz isso chegando às 9?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Pré-toco

Além do que foi dito nesse texto parece que as mulheres cariocas inventaram um novo jeito de dar toco, o pré-toco.

É assim, antes de qualquer coisa elas já dizem que não vai rolar, assim que você chama pra fazer alguma coisa, tendo ou não segundas (ou terceiras, quartas) intenções. Eu já levei muito tipo de fora, toco, até já perdi a conta mas esse estilo ultrapassa os limites da sutileza.

Quer dizer, elas parecem ter a certeza de que você quer algo. Aí dá vontade de dizer "e quem disse que eu queria alguma coisa contigo com esse dente torto/peito caído/bunda murcha/mau hálito? É o cúmulo da marra. Nem aquelas sutilezas pra mostrar que não quer. Não, já antecipam a coisa.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Richard Wright



Essa notícia me pegou de surpresa e me deixou triste. Morreu Richard Wright, um dos fundadores do Pink Floyd.

Quando comecei a curtir a banda, lá pra 1992, reparei que as músicas mais bonitas tinham o nome dele entre os compositores. Foi o grande herói na história do Pink Floyd, sobrevivendo entre dois gênios de ego inflado e um baterista na dele. Equivalente a George Harrison dos Beatles.

Quem tinha esperanças de ver a banda reunida, acaba de perdê-las. Hoje é dia de ouvir "The Dark Side of The Moon" (talvez o maior álbum da história se juntarmos qualidade musical e vendas, só em casa temos três cópias) ou apenas "The Great Gig in The Sky" (curiosamente, uma música sobre morte), "Summer 68" e "Echoes" para entender que compositor e cantor ele foi.

Hoje a música está mais triste.


O Globo On Line - Blog do Jamari

Globo.com

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Viajando

Essa rotina de ir e vir entre Rio e Angra traz muita coisa interessante além do trabalho. No caso, estou falando das viagens de carro entre uma cidade e outra.

Primeiro, se você não tem o hábito de conversar com motoristas, tente. Eu pelo menos gosto de conversar e acabo ficando de papo mesmo quando estou com sono. Nem dá pra dormir no carro, no máximo um cochilo então parte da viagem é falando e ouvindo mesmo.

E aí lá vai histórias de um que era caminhoneiro, o outro que é cantor e empresário de forró, um contando dos planos caso ganhe na Mega-Sena, o outro dizendo que a esposa do vizinho fica dando mole e o vizinho parece oferecer a garota, o ex-paraquedista contando "causos" de caserna. Um reclama do casamento, da esposa, sempre rola papo de futebol, Olimpíadas, trânsito...

Essa é outra coisa que se repara, o trânsito. Não é à toa que tanta gente morre em acidentes, os caras dirigem como loucos. Um vê o pardal e joga o carro pro lado de qualquer jeito, outro corre como louco com a carreta balançando de um lado pro outro. Não à toa ontem tinha uma virada na Av Brasil com um monte de carro batido em volta e tome três, quatro horas para um percurso que se faz em duas. Cada carro velho e acabado circulando, uns que ultrapassam como querem, outros que não querem ser ultrapassados, cavalos e pessoas atravessando pra lá e pra cá... Coisa de doido mesmo.


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Alguém aí está preocupado com o fim do mundo? Agora que o super acelerador do CERN partiu, todo mundo está esperando algo acontecer, uma menina na Índia chegou a se matar. Mas, pelo que fiquei sabendo, se acontecer algo vai ser tão rápido que nem vai dar pra dizer "bem que eu disse!".

Ainda bem que guardei esse link de um post do antigo blog do Scot Adams sobre o assunto, vale a pena ler, mesmo em inglês:

http://dilbertblog.typepad.com/the_dilbert_blog/2008/03/oops.html

Cá entre nós, sou meio pessimista com essas coisas. Dizem que as chances de acontecer algo errado são pentelhesimais mas alguém lá levou a Lei de Murphy em conta?

sábado, 6 de setembro de 2008

Pra deixar claro I

Tem um monte de coisas que eu ando querendo falar aqui há um tempo, vamos a uma delas.

Algumas pessoas, se não todas, devem saber que eu trabalho na Petrobras. No início não gostei, estava bem em Furnas, e nas primeiras semanas me aborreci muito na empresa. Ah, antes que falem qualquer coisa, eu entrei nas duas por concurso, pela porta da frente, sem mamata. Com o tempo acabei vestindo a camisa e vendo o que essa empresa significa pro país. Só que muita gente, muita gente mesmo, que se diz esclarecida, fala um monte de merda sobre o assunto.

Não vou ficar falando de política energética, pré-sal, royalities nem coisas do tipo, muito disso envolve opinião, vou só colocar alguns pingos nos Is.

Primeiro, todos nós que estamos na Petrobras (assim como em Furnas), não temos a famosa estabilidade, somos regidos pela CLT, ou seja, podemos ser mandados embora a qualquer momento. Claro que isso não acontece nessas empresas mas não existe nenhuma obrigação de nosso emprego ser mantido caso a empresa acabe por exemplo. Ou seja, precisamos de concurso pra entrar mas podemos sair por qualquer coisa.

Outra, nosso salário não é nenhuma maravilha. Outro dia vi um mané comentando no site do Globo que os salários deviam estar na média do mercado porque na Petrobras se ganha muito. Quem dera, todo mundo lá dentro sabe que nosso salário está bem abaixo do mercado.

Em terceiro, e o que as pessoas mais se enganam, o dinheiro da Petrobras não é "o meu dinheiro" como tanta gente acha. O dinheiro que é usado lá, assim como em Furnas, Eletrobras e outras empresas parecidas, não vem de impostos, vem do que a própria empresa gera. Quer dizer, meu salário não é pago com seu dinheiro, minha viagens não são pagas com seu dinheiro, o café ruim que eu tomo lá também não é pago com seu dinheiro. Vem tudo do petróleo.

Bem, esses são alguns pontos, tem mais, claro e acho que vou ter que falar mais disso aqui...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tirando a teia

Estou cansado. Essa vida entre Angra e Rio cansa mas é melhor do que ficar só lá. Lá eu fico do estaleiro pro hotel e vice-versa. Só trabalho, sem diversão, faz de Jack um bobalhão. Chego em casa cansado demais para tocar guitarra, nos finais de semana nem tenho fotografado, o Flickr estava até com teia de aranha, ontem postei uma foto de 2006. O blog idem, já tenho recebido protestos. Pelo menos ontem voltei a treinar e vou poder continuar umas duas ou três vezes por semana.

Eu até já pensei em muita coisa para escrever como por exemplo os dois filmes horríveis que vi recentemente, "Era uma Vez" e "O Procurado", não recomendo. Já "Batman" eu recomendo.

Ok, o post era mais pra tirar a teia daqui mesmo. De vez em quando eu escrevo alguma coisa no Twitter.

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